10 melhores séries animadas da DC Comics: clássicos absolutos e sucessos recentes que definem o gênero

10 melhores séries animadas da DC Comics: clássicos absolutos e sucessos recentes que definem o gênero

A animação sempre foi um terreno fértil para a DC Comics explorar seus personagens de maneira mais ampla, mais ousada e, sobretudo, mais consistente do que em boa parte das produções live-action. Ao avaliar esse histórico, um critério triplo se destaca: as séries precisam ser amplamente queridas pelo público, representar com exatidão o espírito dos heróis e vilões e, por fim, limitar a participação do Batman a dois títulos, evitando que o Cavaleiro das Trevas monopolize qualquer lista. A partir dessas balizas, emergem dez produções que, sem ordem de classificação, formam um verdadeiro cânone da animação televisiva.

Índice

Batman: The Animated Series

Para muitos fãs, é impossível iniciar uma discussão sobre animações da DC sem lembrar desta produção da Warner Bros. Animation. Lançada na década de 1990, ela consolidou um visual batizado de Dark Deco, misturando arquitetura art déco com sombras pesadas, e simplificou décadas de cronologia do herói em narrativas acessíveis a novos e antigos espectadores. O elenco de voz tornou-se referência: Kevin Conroy imortalizou Bruce Wayne, enquanto Mark Hamill estabeleceu o timbre definitivo do Coringa. Figuras de peso como Ed Asner, Ron Perlman, Roddy McDowall e Adrienne Barbeau reforçam a galeria de intérpretes. Cada episódio revisita ou reinventa origens de vilões, oferecendo histórias autossuficientes que permanecem atuais.

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Teen Titans

Entre 2003 e 2006, o Cartoon Network exibiu uma abordagem anime-inspired dos Jovens Titãs, desenvolvida por Glen Murakami. O quinteto central — Robin (Scott Menville), Cyborg (Khary Payton), Beast Boy (Greg Cipes), Raven (Tara Strong) e Starfire (Hynden Walch) — dividia o protagonismo de maneira equilibrada, mesclando humor com momentos emotivos. A série chegou a adaptar tramas clássicas dos quadrinhos, como “The Judas Contract”, mas ganhava intensidade sempre que Slade, dublado por Ron Perlman, surgia em cena. Por razões de faixa etária, o antagonista não era chamado de Deathstroke, embora mantevesse a mesma ameaça psicológica e física. Apesar de cinco temporadas, muitos espectadores ainda consideram seu cancelamento prematuro.

Superman: The Animated Series

Estreando em 1996, essa produção atualizou o Homem de Aço para uma nova geração, partindo do sucesso estético de Batman: The Animated Series. Tim Daly emprestou leveza e firmeza a Clark Kent/Kal-El, mostrando que a força do personagem transcende superpoderes e depende da integridade moral. Dana Delany como Lois Lane, David Kaufman como Jimmy Olsen, Clancy Brown como Lex Luthor e Michael Ironside interpretando Darkseid completam o núcleo principal. Ao percorrer Krypton, Smallville e Metrópolis, a narrativa oferece um retrato completo do herói, tornando-se referência para qualquer um que queira compreender a essência do Superman.

Justice League Action

Exibida a partir de 2016, a série retomou o formato de episódios compactos com cerca de dez minutos, lembrando desenhos clássicos que resolviam arcos em pouco tempo. Essa estrutura abriu espaço para heróis e vilões menos divulgados: Plastic Man (Dana Snyder) e Jonah Hex (Trevor Devall) dividem holofotes com os membros tradicionais da Liga. Kevin Conroy e Mark Hamill repetem, respectivamente, Batman e Coringa, enquanto Sean Astin (Shazam) e Lacey Chabert (Zatanna) ampliam o elenco. Exemplificando o tom leve, há o episódio “Follow That Space Cab!”, em que o taxista espacial vivido por Patton Oswalt auxilia Superman (Jason J. Clark) e Gavião Negro (Troy Baker) contra Lobo (John DiMaggio) e Mr. Mind (Oliver Vaquer). Apesar de durar menos de dois anos, o programa é lembrado pela diversão despretensiosa.

Batman Beyond

Quando Batman Beyond chegou, a premissa parecia arriscada: Bruce Wayne, já idoso, passa o manto a um estudante do ensino médio, Terry McGinnis (Will Friedle). Contudo, a série provou que a tradição pode coexistir com inovação. Situada em Neo-Gotham, mantém coerência com a continuidade anterior, mas introduz antagonistas inéditos e um visual futurista que atualiza o estilo da DC Animated Universe. O envolvimento contínuo de Kevin Conroy como o mentor Bruce reforça a ponte entre gerações. A abertura eletrônica tornou-se icônica e resume o tom da produção: alta octanagem sem perder a herança do personagem.

Creature Commandos

Uma das adições mais recentes ao catálogo, esta animação é escrita e supervisionada por James Gunn. Aqui, o Esquadrão Suicida dá lugar à Força-Tarefa M, um grupo de operações negras composto por monstros sob comando de Rick Flag Sr. (Frank Grillo) a serviço de Amanda Waller (Viola Davis). A liberdade de classificação etária adulta permite piadas ácidas e violência gráfica, enquanto o roteiro humaniza figuras improváveis, como Weasel (Sean Gunn) e Nina Mazursky (Zoë Chao). O primeiro ano conquistou 95% de aprovação crítica e 78% do público no Rotten Tomatoes, sinalizando um início promissor para um time pouco conhecido dos quadrinhos.

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Imagem: Internet

Young Justice

Idealizada por Brandon Vietti e Greg Weisman, a série concentra-se nos parceiros adolescentes dos heróis da Liga. Diferencia-se de Teen Titans ao realçar a transição para a vida adulta, com romances — Superboy e Miss Martian protagonizam o exemplo mais notório —, desilusões e traições. Duas temporadas iniciais, exibidas entre 2010 e 2013, bastaram para criar uma base de fãs que pressionou pelo retorno, alcançado em 2019 com mais dois ciclos. Os criadores afirmam ter planos além dos capítulos já produzidos; a continuidade, porém, depende de sinal verde dos executivos.

Harley Quinn

A vilã que estreou como coadjuvante do Coringa nos quadrinhos ganha autonomia nesta animação para público adulto. A trama acompanha Harley, dublada por Kaley Cuoco, após romper com o Príncipe Palhaço do Crime. Ela monta sua própria equipe, vive um relacionamento com Hera Venenosa (Lake Bell) e mergulha em confusões que jamais poupam linguagem ou violência. Ao retratar Gotham por meio do olhar caótico da protagonista, a série explora redenção e reconstrução pessoal, sempre em tom anárquico. O reconhecimento levou à criação do spin-off “Kite Man: Hell Yeah!”.

Justice League

Exibida de 2001 a 2004, com posterior continuação em Justice League Unlimited, a produção reuniu Batman, Superman, Mulher-Maravilha, Flash, Ajax, Lanterna Verde e Mulher-Gavião. O roteiro adota a lógica de séries como Star Trek, em que não é necessário que cada personagem seja protagonista em todos os capítulos, desde que evoluam ao longo da temporada. Como Batman e Superman já possuíam séries próprias, não houve perda de tempo com origens; o foco recaiu sobre a dinâmica de equipe e os novos desafios coletivos.

Green Lantern: The Animated Series

Lançada em 2011, a animação gerada por computador chegou no mesmo ano do filme live-action que não correspondeu às expectativas, o que ofuscou injustamente o seriado. Protagonizada por Hal Jordan (Josh Keaton), a produção ampliou a mitologia ao inserir o Corpo dos Lanternas Vermelhos, os Guardiões do Universo e o temido Anti-Monitor, este último interpretado por Tom Kenny. Em apenas 26 episódios, o programa desenvolveu mundos, conflitos espaciais e alianças que poderiam sustentar muitas temporadas, caso tivesse recebido sinal de continuidade.

Ao traçar esse panorama, fica evidente que a DC Comics encontrou na animação um espaço para aprofundar arquétipos, experimentar tons variados — do drama adolescente de Young Justice ao humor adulto de Harley Quinn — e manter a fidelidade a décadas de histórias em quadrinhos. Cada título listado aqui cumpre os três critérios estabelecidos: aceitação generalizada do público, respeito ao cerne dos personagens e, não menos importante, equilíbrio temático que impede o domínio de apenas um herói nas telas.

OrganizaSimples

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou apaixonada por tornar a vida mais leve, prática e organizada — especialmente depois que me tornei mãe. Criei o Organiza Simples como um cantinho acolhedor para compartilhar tudo o que aprendi (e continuo aprendendo!) sobre organização da casa, da rotina e da mente, sem fórmulas impossíveis ou metas inalcançáveis.

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