12 estrelas de TV que voltaram à televisão após carreira fracassada no cinema

No passado, a distância entre o universo dos filmes e o das séries era tão grande que muitos profissionais sonhavam em cruzar definitivamente a fronteira. Este artigo apresenta 12 estrelas de TV que deixaram a telinha em busca do estrelato cinematográfico, enfrentaram decepções de bilheteria e, diante dos resultados, regressaram ao formato que as consagrou.
- A trajetória de riscos que atraiu e repeliu estrelas de TV
- David Caruso: lições de ambição para as estrelas de TV
- David Duchovny: dos Arquivos X à constatação do limite nas salas de cinema
- Ted Danson: quando o fenômeno de bilheteria não garante sequência
- Alexis Bledel, Scott Bakula e outras estrelas de TV em readequação
- Quando a bilheteria não corresponde às expectativas das estrelas de TV
- Veteranos que reafirmaram a força das estrelas de TV
A trajetória de riscos que atraiu e repeliu estrelas de TV
Durante as décadas de 1980 e 1990, a indústria audiovisual costumava reservar maior prestígio e melhores rendimentos para quem liderasse grandes produções de cinema. Para muitos intérpretes famosos em séries, o salto parecia inevitável. Entretanto, a mudança implicava riscos específicos: contratos longos abandonados, público segmentado e, sobretudo, o receio de que a projeção obtida nos consoles domésticos não se convertesse em vendas de ingressos. Esse cenário explica por que tantas estrelas de TV se viram compelidas a refazer o caminho de volta quando o sucesso nas telonas não aconteceu.
David Caruso: lições de ambição para as estrelas de TV
Caruso iniciou sua ascensão em 1993 como o detetive John Kelly de “NYPD Blue”. Empolgado pelo êxito repentino, deixou a série ainda no segundo ano para protagonizar “Kiss of Death” em 1995, contracenando com nomes já estabelecidos no cinema. Apesar da visibilidade, o filme não transformou o ator em astro de bilheteria, interrompendo a projeção que imaginara. Somente em 2002, ao assumir Horatio Caine em “CSI: Miami”, Caruso recuperou estabilidade artística: permaneceu dez temporadas no ar até 2012 — prova de que seu público estava mesmo na televisão.
David Duchovny: dos Arquivos X à constatação do limite nas salas de cinema
Intérprete do agente Fox Mulder em “The X-Files”, Duchovny participou do longa derivado da série em 1998 e diminuiu a presença na produção televisiva após a sétima temporada, motivado por disputas financeiras. Entre 2000 e 2006, estrelou comédias românticas e aventuras de ficção científica como “Return to Me”, “Evolution” e “House of D”, todas incapazes de reproduzir a repercussão de Mulder. Ele regressou ao formato seriado em 2007 com “Californication” — no qual encarnou o escritor Hank Moody — e, quase uma década mais tarde, retomou o papel que o consagrou no revival de “The X-Files” em 2016.
Ted Danson: quando o fenômeno de bilheteria não garante sequência
Danson ganhou fama encarnando Sam Malone em “Cheers”, produção que durou de 1982 a 1993. Durante esse período, protagonizou “Three Men and a Baby”, longa mais rentável de 1987, e manteve agenda no cinema até meados de 1994 com títulos como “Dad” e “Getting Even with Dad”. Parte desses filmes alcançou retorno financeiro modesto, mas a recepção crítica negativa indicou que o ator não se consolidaria como astro nas telonas. No fim dos anos 1990, ele voltou à TV liderando “Becker”. Depois, somou sucessos em “CSI”, “The Good Place” e “A Man on the Inside”, demonstrando a longevidade que o cinema não lhe oferecera.
Alexis Bledel, Scott Bakula e outras estrelas de TV em readequação
• Alexis Bledel: Conhecida por Rory Gilmore em “Gilmore Girls” (2000-2007), viveu bons momentos no cinema em 2005 com “Quatro Amigas e um Jeans Viajante” e “Sin City”. A fase posterior incluiu produções pouco vistas, como “Post Grad” (2009) e “Violet & Daisy” (2011). O retorno ao ambiente televisivo ocorreu em 2016, com a minissérie “Gilmore Girls: A Year in the Life”, seguido por papel de destaque em “The Handmaid’s Tale”.
• Scott Bakula: Após cinco temporadas de “Quantum Leap” (1989-1993), emendou participações discretas em filmes lançados diretamente em vídeo ou para TV, tendo como maior visibilidade um personagem coadjuvante em “Beleza Americana”. Voltou ao gênero que o projetara estrelando “Star Trek: Enterprise” (2001-2005) e liderou “NCIS: New Orleans” (2014-2021).
• Julianna Margulies: Abandonou “ER” em 2000 recusando proposta milionária. Entre sua saída e 2009, o maior destaque cinematográfico foi “Snakes on a Plane”. A recuperação veio com “The Good Wife”, no ar de 2009 a 2016, onde consolidou novamente prestígio crítico.
Quando a bilheteria não corresponde às expectativas das estrelas de TV
Aaron Paul, saído de “Breaking Bad” (2008-2013), é exemplo de ator que não repetiu nas salas de cinema o impacto televisivo. “Need for Speed” (2014) conquistou mercados internacionais, mas não compensou nos Estados Unidos, e “Fathers & Daughters” (2015) passou despercebido. Paul, no entanto, manteve exposição ao integrar “BoJack Horseman”, “Westworld” e retornar como Jesse Pinkman no filme “El Camino”.

Imagem: Getty
Taylor Kitsch viveu processo semelhante. De “Friday Night Lights” (2006-2011) seguiu para superproduções como “John Carter” e “Battleship”, ambas lançadas em 2012 e classificadas como decepções financeiras. Em anos recentes, encontrou caminho seguro em minisséries como “American Primeval” e “The Terminal List”.
Jessica Biel também buscou diversificação ao deixar “7th Heaven”. Tentou ação em “Blade: Trinity” (2004), “Stealth” (2005) e “The A-Team” (2010), mas nenhuma dessas produções a consolidou no gênero. A volta por cima ocorreu em “The Sinner”, da USA Network, e no drama “The Better Sister”. Atualmente, Biel participa do desenvolvimento de um reboot de “7th Heaven”.
Veteranos que reafirmaram a força das estrelas de TV
Tom Selleck ficou marcado por “Magnum, P.I.” (1980-1988) e quase interpretou Indiana Jones em “Raiders of the Lost Ark”. Embora “Three Men and a Baby” tenha liderado bilheterias em 1987, outras tentativas não repercutiram, como “Mr. Baseball” e “Folks!” (ambos de 1992). Selleck manteve carreira sólida na televisão, acumulando nove telefilmes “Jesse Stone” e integrando 14 temporadas de “Blue Bloods” até 2024.
Kirstie Alley, falecida em 2022, chegou a registrar sucesso cinematográfico com “Olha Quem Está Falando” (1989), mas as sequências foram menos rentáveis, e fracassos como “Village of the Damned” (1995) reforçaram sua decisão de voltar à TV. Ela estrelou “Veronica’s Closet” entre 1997 e 2000, consolidando nova fase profissional.
Por fim, Don Johnson mostrou que a receptividade do público a determinados artistas pode ser meio-específica. Após “Miami Vice” (1984-1990), investiu em filmes como “Paradise” (1991) e “Guilty as Sin” (1993), que não atraíram audiência. Seu retorno em “Nash Bridges” (1996-2001) durou mais que a série que o lançou, e papéis coadjuvantes de destaque vieram depois, como em “Django Unchained” (2012) e “Knives Out” (2019).
A permanência ou o regresso de cada um desses intérpretes reforça um ponto em comum: a televisão segue oferecendo rotas sustentáveis de visibilidade e estabilidade quando a vitrine cinematográfica não corresponde às expectativas. Entre novos contratos, revivals e remakes, o próximo retorno aguardado é o possível reboot de “7th Heaven”, em desenvolvimento por Jessica Biel.

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou apaixonada por tornar a vida mais leve, prática e organizada — especialmente depois que me tornei mãe.
Criei o Organiza Simples como um cantinho acolhedor para compartilhar tudo o que aprendi (e continuo aprendendo!) sobre organização da casa, da rotina e da mente, sem fórmulas impossíveis ou metas inalcançáveis.

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