15 séries como The X-Files que expandem o universo de mistério, conspiração e “monstro da semana”

Séries como The X-Files ganharam espaço na TV ao combinar investigações policiais, fenômenos inexplicáveis e tramas de conspiração em alto nível. Para o espectador que já percorreu todos os 218 episódios e dois longas de Mulder e Scully, a busca por produções que mantenham o mesmo clima pode parecer desafiadora. A lista abaixo apresenta 15 títulos que compartilham elementos-chave da obra da Fox, sempre respeitando os fatos originais de cada produção e organizando o “quem, o quê, quando, onde, como e porquê” em detalhes.
- Séries como The X-Files: o elo direto com Millennium
- Kolchak e Dark Skies: ancestrais e variações de alienígenas
- Twin Peaks: quando o FBI entra definitivamente no surreal
- Counterpart e Fringe: mundos paralelos, ciência de fronteira e conspiração
- Séries como The X-Files focadas no “monstro da semana”
- De Westworld a Lost: enigmas amplificados e grandes elencos
- Séries como The X-Files em animação, reimaginações e spin-offs inesperados
- Influências estruturais: do romance investigativo à personificação do tempo
Séries como The X-Files: o elo direto com Millennium
O vínculo mais próximo com “The X-Files” nasce em Millennium. Criada pela mesma equipe, a série situa-se no mesmo universo ficcional e acompanha o ex-agente do FBI Frank Black. Dotado da capacidade de “enxergar” pelos olhos de assassinos em série, Black trabalha para o enigmático Millennium Group, organização privada de motivações cada vez menos claras. A presença de Lance Henriksen no papel principal e de Terry O’Quinn como superior direto reforça a conexão estilística. Cancelada após três temporadas, a trama recebeu encerramento em um capítulo especial de “The X-Files”, fato que sublinha o compartilhamento de mitologia entre as duas produções.
Kolchak e Dark Skies: ancestrais e variações de alienígenas
Kolchak: The Night Stalker antecede Mulder e Scully, mas carrega o DNA do “monstro da semana”. Na Chicago televisiva da década de 1970, o repórter Carl Kolchak persegue criaturas sobrenaturais, apenas para ser desacreditado por colegas incrédulos. O formato — poucos filmes e uma única temporada — bastou para inspirar Chris Carter anos depois.
Já Dark Skies foi a resposta direta da NBC ao sucesso da Fox. Ambientado nos anos 1960, o seriado segue o assessor parlamentar John Loengard e a namorada Kim na descoberta de uma invasão silenciosa dos parasitas alienígenas Hive, supostamente ativos desde a década de 1940. Prevista para saltar de período em período histórico, a produção encerrou-se após uma temporada, deixando como registro a participação de figuras reais, de Carl Sagan aos Beatles, dentro da narrativa conspiratória.
Twin Peaks: quando o FBI entra definitivamente no surreal
Entre as séries como The X-Files, Twin Peaks ocupa lugar singular. A investigação do agente Dale Cooper sobre o assassinato de Laura Palmer incorpora elementos de soap opera, fantasia erótica, crítica social e horror atmosférico. A mitologia inclui a dimensão sombria Black Lodge e o espírito maligno Bob, introduzido após a explosão atômica de Hiroshima. A conexão com o universo de Mulder inclui a participação de David Duchovny como Denise, agente trans da própria corporação federal. Posteriormente, um quadrinho oficial de “The X-Files” sugeriu que ambas as histórias coexistem no mesmo continuum ficcional.
Counterpart e Fringe: mundos paralelos, ciência de fronteira e conspiração
Em Counterpart, o modesto funcionário da ONU Howard Silk descobre uma passagem para uma Terra paralela, gerada nos anos finais da Guerra Fria em Berlim. J.K. Simmons interpreta as duas versões do protagonista, uma pacata e outra agente experiente, enquanto um complô interdimensional se desenrola. A série concluiu sua exibição meses antes de a realidade registrar uma pandemia mundial, coincidência que remete ao teor premonitório de muitas narrativas conspiratórias televisivas.
Fringe, por sua vez, institucionaliza a divisão “estranha” do FBI. Sob a liderança de Phillip Broyles, o time investiga eventos que vão de criaturas transdimensionais a colapso de universos paralelos, sempre com o cientista Walter Bishop como elemento-chave. A produção equilibrava capítulos independentes e mitologia serializada, estratégia que manteve a acessibilidade do enredo por cinco temporadas e ainda atraiu reforços de peso, como Leonard Nimoy.
Séries como The X-Files focadas no “monstro da semana”
Monsters literaliza o conceito: cada episódio dedica-se a uma criatura distinta, variando de zumbis a alienígenas. Criada para destacar maquiagem e efeitos práticos após críticas a “Tales From the Darkside”, a antologia contou com participações de Frank Gorshin, Steve Buscemi e outros nomes conhecidos.
Em Brimstone, o ex-policial Zeke Stone recebe do próprio Satanás a missão de recapturar 113 almas fugitivas do Inferno. Cada antagonista reúne habilidades demoníacas específicas, e Stone deve neutralizá-los disparando nos olhos. O humor sarcástico do diabo vivido por John Glover contrasta com o tom sombrio da série, que teve duas temporadas.
De Westworld a Lost: enigmas amplificados e grandes elencos
Westworld adapta o filme de 1973 para um labirinto narrativo sobre andróides conscientes em um parque temático de Velho Oeste. O uso de múltiplas linhas temporais e a desconfiança constante entre humanos e “hosts” ecoam a premissa de confiar em ninguém, tão cara a The X-Files.

Imagem: Internet
Lost transfere mistério e conspiração para uma ilha aparentemente isolada. Uma escotilha que dispara energia eletromagnética, uma fumaça assassina, viagens temporais e um consórcio corporativo sem transparência compõem o inventário de fenômenos que o grande elenco precisa encarar. A série encerrou-se com final amplamente debatido — não se tratou de purgatório integral, mas de flash-sideways pós-mortem — reforçando o poder divisivo de narrativas abertas.
Séries como The X-Files em animação, reimaginações e spin-offs inesperados
No campo da animação, Men in Black: The Series acompanha os agentes J e K em missões contra criminosos extraterrestres. Mantém vozes de Tony Shalhoub e Vincent D’Onofrio, associados aos filmes, ajustando a linha cronológica para prolongar a parceria dos protagonistas.
Friday the 13th: The Series nada tem a ver com Jason Voorhees. O foco recai sobre primos que rastreiam artefatos amaldiçoados, previamente vendidos em uma loja de antiguidades herdada. Cada objeto requer sacrifício humano como parte de pacto demoníaco firmado pelo tio do duo. Apesar de apenas três temporadas, a produção segue vinculada de forma tangencial à marca, agora explorada comercialmente pelo selo “Jason Universe”.
Baywatch Nights nasceu como derivado de “Baywatch” e migrou de investigações convencionais para ameaças sobrenaturais ao notar a popularidade de The X-Files. A estratégia não reverteu o desempenho de audiência, mas introduziu a personagem Donna Marco, mais tarde absorvida pela série-mãe.
Influências estruturais: do romance investigativo à personificação do tempo
Sapphire & Steel, produção britânica, apresenta dois investigadores que personificam elementos e corrigem rupturas temporais. Narrada em forma de seriados com cliffhangers, encerrou-se de maneira melancólica — os protagonistas ficam presos em um restaurante isolado no espaço-tempo — e ganhou continuidade apenas em dramas de áudio.
Moonlighting demonstra a importância da química entre parceiros de investigação. David Addison e Maddie Hayes trabalharam durante anos na Blue Moon Agency, sustentando tensão romântica que inspirou arquétipos de dupla profissional com subtexto emocional, perceptível em Mulder e Scully. Problemas de agenda dos atores principais levaram a substituições temporárias, paralelismo que se repetiu quando “The X-Files” precisou introduzir Doggett e Reyes para cobrir eventuais saídas de elenco.
Do compartilhamento direto de universo em “Millennium” à releitura futurista de “Westworld”, cada título citado oferece caminhos alternativos para quem procura séries como The X-Files. Todas mantêm, em maior ou menor grau, a combinação de fenômenos inexplicáveis, investigação formal ou informal e a permanente dúvida sobre quem, afinal, detém a verdade.

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou apaixonada por tornar a vida mais leve, prática e organizada — especialmente depois que me tornei mãe.
Criei o Organiza Simples como um cantinho acolhedor para compartilhar tudo o que aprendi (e continuo aprendendo!) sobre organização da casa, da rotina e da mente, sem fórmulas impossíveis ou metas inalcançáveis.

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