15 séries imperdíveis para quem vai sentir falta de Stranger Things

Quando os dois últimos capítulos de Stranger Things chegarem ao catálogo, no Natal e no Ano-Novo, o público dirá adeus à aventura que colocou uma turma de adolescentes no centro de batalhas interdimensionais. A despedida da produção dos irmãos Duffer deixa um vácuo para quem procura histórias com elenco majoritariamente jovem, clima de cidade pequena e ameaças que misturam ficção científica, terror e fantasia. O levantamento a seguir reúne 15 séries que compartilham, em diferentes graus, esses elementos e, por isso, são apontadas como sucessoras naturais para manter viva a atmosfera sombria e ao mesmo tempo nostálgica que conquistou milhões de espectadores.
Wayward Pines
Antes de comandarem Hawkins, os criadores de Stranger Things participaram como roteiristas de Wayward Pines, ficção científica exibida pela Fox ao longo de duas temporadas. A narrativa acompanha o agente do Serviço Secreto Ethan Burke, interpretado por Matt Dillon, enquanto ele investiga o sumiço de dois colegas na isolada Wayward Pines, Idaho. Sem conseguir contato externo e submetido ao autoritarismo do xerife Arnold Pope, vivido por Terrence Howard, o protagonista descobre que o tempo passa de forma distinta dentro dos limites da cidade. O primeiro ano encerra a trama literária de Blake Crouch com uma reviravolta temporal; o segundo amplia o mistério para consequências globais, ainda que a série funcione melhor quando foca na sensação claustrofóbica de estar preso em um lugar tão pitoresco quanto ameaçador.
The OA
Lançada em 2016, a mesma temporada de estreia de Stranger Things, The OA também se vale de um grupo de desajustados para investigar eventos que desafiam a lógica. A produção da Netflix apresenta Prairie Johnson (Brit Marling), desaparecida por sete anos e de volta à cidade natal agora capaz de enxergar. Autodenominada Original Angel, ela recruta aliados para localizar outros desaparecidos e encontrar um portal interdimensional, enquanto confronta o cientista Hap (Jason Isaacs), responsável por seus anos de cativeiro. Apesar do cancelamento após duas temporadas e do gancho não resolvido, a série deixa um legado de inventividade ao misturar fantasia e ficção científica em uma narrativa de amadurecimento permeada de mistério.
Riverdale
Archie Comics nunca foi tão sinistro quanto em Riverdale, thriller adolescente que estreou na The CW em 2017. O assassinato de um colega de escola desencadeia investigações lideradas por Archie Andrews (KJ Apa) e amigos, revelando camadas sombrias de uma cidade aparentemente pacífica. Ao longo das temporadas surgem cultos, homicídios adicionais, realidades paralelas e até números musicais completos, culminando em um salto temporal para os anos 1950. A estética permanentemente envolta em névoa dá o tom a um folhetim que abraça o exagero sem perder a coesão, tornando-se um exemplo de como modernizar ícones clássicos sem abrir mão do suspense.
Dark
Dark, produzida na Alemanha para a Netflix em 2017, foca nas famílias de Winden em três períodos — 1953, 1986 e 2019 — conectados por seguidos desaparecimentos de crianças próximos a cavernas. O crescente enigma temporal aponta para um desastre apocalíptico, e cada episódio adiciona novas peças ao quebra-cabeça multigeracional. Em três temporadas, o roteiro entrega uma ficção científica densa, de atmosfera mais sombria que Stranger Things, porém igualmente calcada na curiosidade que move jovens e adultos diante do inexplicável.
Chilling Adventures of Sabrina
Se Riverdale flerta com o sobrenatural, Chilling Adventures of Sabrina mergulha sem hesitar. A série acompanha Sabrina Spellman (Kiernan Shipka) equilibrando vida mortal e formação em magia numa academia de bruxas, enquanto forças como Lilith (Michelle Gomez) testam seus limites. Greendale torna-se palco de batismos profanos, batalhas musicais e confrontos diabólicos, tudo temperado pelo carisma da protagonista. Mesmo após o cancelamento, a personagem ainda visitou Riverdale na sexta temporada, reforçando a coesão desse universo televisivo.
The Umbrella Academy
Adaptação da HQ de Gerard Way e Gabriel Bá, The Umbrella Academy estreou em 2019 na Netflix e narra o reencontro dos irmãos Hargreeves, órfãos superpoderosos adotados por Reginald Hargreeves (Colm Feore). Reunidos para o funeral do patriarca, eles descobrem que precisam impedir o fim do mundo. Viagens no tempo, linhas temporais alternativas e sequências inusitadas — como um número ao som de “Footloose” — definem o tom de uma produção que prefere o insólito à pompa típica do gênero. Quatro temporadas consolidam a série como uma das abordagens mais peculiares do conceito de super-herói.
Alice in Borderland
Baseada no mangá de Haro Aso, Alice in Borderland chegou à Netflix em 2020. O jovem Ryōhei Arisu (Kento Yamazaki) e amigos são transportados para uma Tóquio quase deserta, onde sobrevivem apenas quem vence desafios letais. O vínculo romântico com Yuzuha Usagi (Tao Tsuchiya) dá impulso à volta de Arisu ao jogo para salvá-la. Violência gráfica, empatia pelos protagonistas e criatividade nas provas fazem da obra um dos destaques japoneses da plataforma.
Locke & Key
Depois de longa gestação, Locke & Key ganhou vida na Netflix com a história da família Locke, herdeira da enigmática Keyhouse, mansão litorânea em Massachusetts. Chaves mágicas capazes de abrir portais com propriedades únicas atraem forças sombrias que passam a assediar Nina Locke (Darby Stanchfield) e seus filhos. A série valoriza a perspectiva dos personagens mais novos, transmitindo sensação de maravilha sem abdicar de ameaças sobrenaturais que afastam qualquer etiqueta de “programa infantil”.
From
No canal MGM+, From apresenta uma cidade sem nome que prende quem adentra seus limites. Monstros vagam pelas ruas depois do pôr do sol, e a família Matthews, obrigada a desviar do caminho durante uma viagem, torna-se refém desse cenário ao lado dos residentes. O xerife Boyd Stevens (Harold Perrineau) lidera esforços para decifrar a origem do fenômeno e encontrar saída. Ritmo constante e reviravoltas mantêm viva a tensão de um terror que transforma o ideal de “América profunda” em pesadelo.

Imagem: Internet
Paper Girls
A ambientação oitentista faz de Paper Girls um parente próximo de Stranger Things. Ambientada em 1988 nos arredores de Cleveland, a série do Prime Video segue quatro entregadoras de jornal que, logo após o Halloween, cruzam com viajantes do tempo vindos de 2019. Diálogos afiados, ação intensa desde o episódio inicial e performances de Camryn Jones e Riley Lai Nelet conferem autenticidade ao quarteto. Mesmo cancelada após uma temporada, a produção oferece um retrato caloroso de amizade envolta em ficção científica.
The Midnight Club
Em 2022, Mike Flanagan adaptou obras de Christopher Pike em The Midnight Club. A trama ambientada em 1994 gira em torno de adolescentes em cuidados paliativos que contam histórias de terror à meia-noite. A recém-chegada Ilonka (Iman Benson) mergulha no passado do hospital para entender eventos misteriosos. Com ecos da camaradagem de Stranger Things, o seriado foi interrompido após o primeiro ano, mas ainda assim discute finitude e coragem de forma sensível.
Lockwood & Co.
Produzida em 2023, Lockwood & Co. transpõe para a televisão os livros de Jonathan Stroud. Há cinco décadas fantasmas letais assolam o Reino Unido, estagnando o avanço tecnológico, já que apenas jovens conseguem detectar os espíritos. Nesse contexto, adolescentes formam agências de caçadores para proteger a população. Sob direção criativa de Joe Cornish, a série combina humor britânico e ação sobrenatural, mas teve o ciclo encerrado na primeira temporada.
Goosebumps (2023)
Clássico dos anos 1990, Goosebumps ganhou releitura seriada na Disney+/Hulu em 2023. Abandonando o formato antológico, a nova versão acompanha um mesmo grupo de personagens por duas temporadas, ainda que cada episódio se inspire em livros de R.L. Stine, como Camp Nightmare e a história do boneco ventríloquo sinistro. O terror é calibrado para a família, mantendo atmosfera ameaçadora sem ultrapassar limites. Apesar da recepção positiva, a produção foi interrompida após o segundo ano.
Dead Boy Detectives
O universo de The Sandman se expande com Dead Boy Detectives, lançada pela Netflix em 2024. Edwin Payne (George Rexstrew) e Charles Rowland (Jayden Revri) burlam a entidade Morte (Kirby) para permanecer na Terra e resolver casos sobrenaturais. O tom é mais leve que o da série-mãe, mas criaturas e entidades perigosas cruzam o caminho dos jovens detetives a todo instante. O cancelamento precoce encerrou as investigações fantasmagóricas, porém o spin-off permanece como recorte bem-humorado de uma mitologia mais ampla.
It: Welcome to Derry
Ambientada em 1962, It: Welcome to Derry leva à TV o legado do romance It de Stephen King. O palhaço Pennywise, interpretado por Bill Skarsgård, desperta para assombrar novas vítimas infantis na cidade do Maine. À medida que a criatura manipula os temores de cada adolescente, outros moradores revelam comportamentos igualmente maldosos. O enredo costura referências a obras adicionais de King e constrói um microcosmo compartilhado sem depender unicamente de Pennywise para sustentar o terror.
Do claustrofóbico labirinto temporal de Dark ao terror nostálgico de It: Welcome to Derry, estas 15 produções refazem a fórmula de crianças e adolescentes confrontando forças que extrapolam a realidade cotidiana. Cada título oferece uma porta diferente para o desconhecido, seja por meio de chaves mágicas, cidades amaldiçoadas ou experimentos interdimensionais, mantendo acesa a sensação de espanto que Stranger Things popularizou e que continua atraindo espectadores em busca de aventura, amizade e mistério.

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou apaixonada por tornar a vida mais leve, prática e organizada — especialmente depois que me tornei mãe.
Criei o Organiza Simples como um cantinho acolhedor para compartilhar tudo o que aprendi (e continuo aprendendo!) sobre organização da casa, da rotina e da mente, sem fórmulas impossíveis ou metas inalcançáveis.

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