Dez séries da CW que saíram do ar antes de alcançarem todo o seu potencial

Desde 2006, a CW tornou-se conhecida por produções de longa duração, mas nem todas tiveram a mesma sorte dos sucessos que permaneceram anos no ar. Diversos títulos foram interrompidos em seus primeiros passos — alguns ainda no primeiro ano, outros após o segundo —, deixando histórias inacabadas e audiências que não chegaram a amadurecer. A lista a seguir reúne dez casos em que a emissora cortou o sinal mais cedo do que parte do público esperava, descrevendo o que se sabe sobre cada enredo, os principais nomes envolvidos e as justificativas divulgadas para o encerramento prematuro.

Índice

Runaway (2006)

A série acompanha a mudança da família Holland para Bridgewater, Iowa, onde todos mantêm identidades falsas. O patriarca “Jim Holland” é, na verdade, o advogado Paul Rader, interpretado por Donnie Wahlberg, acusado de um homicídio que afirma não ter cometido. Buscando proteger quem ama e comprovar inocência, ele vive como foragido. A emissora havia encomendado 13 episódios, mas apenas nove foram produzidos; três chegaram a ser exibidos e seis permaneceram fora do ar nos Estados Unidos, sendo mostrados apenas em mercados internacionais. A decisão de cancelar ocorreu em função da baixa audiência registrada logo na estreia.

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Reaper (2007–2009)

Em “Reaper”, Sam Oliver (Bret Harrison) descobre que os pais assinaram um pacto com o Diabo, papel de Ray Wise. Como consequência, ele precisa atuar como caçador de almas que escapam do Inferno. Com o apoio dos amigos Sock (Tyler Labine) e Ben (Rick Gonzalez), Sam tenta cumprir a tarefa apesar da falta de vocação. Depois de duas temporadas e índices considerados insuficientes, a CW retirou o título da programação. Havia conversas sobre migração para outra rede, mas não avançaram. Em 2018, Harrison e Labine contracenaram novamente na série “Kevin (Probably) Saves the World”, da ABC, curiosidade lembrada pelos fãs.

The Carrie Diaries (2013–2014)

Prelúdio de “Sex and the City”, a produção foca a juventude de Carrie Bradshaw, vivida por AnnaSophia Robb, nos anos 1980. O enredo introduz um pai presente, interpretado por Matt Letscher, e mostra o impacto da morte da mãe na protagonista — elementos diferentes dos relatos feitos na série original. O elenco inclui Ellen Wong (Mouse) e Austin Butler (Sebastian Kydd). Após duas temporadas, a CW cancelou a atração. A segunda etapa havia trazido Samantha Jones (Lindsey Gort), e a showrunner Amy B. Harris declarou que Miranda Hobbes apareceria se houvesse uma terceira, o que não se concretizou.

Melrose Place (2009)

O retorno televisivo ao endereço 4616 Melrose Place reuniu personagens novos e rostos conhecidos. Laura Leighton voltou como Sydney Andrews, agora administradora do condomínio, enquanto Heather Locklear retomou a icônica Amanda Woodward na segunda metade da temporada. A trama abrangia relacionamentos e conflitos entre moradores interpretados por Katie Cassidy, Colin Egglesfield, Jessica Lucas e Shaun Sipos. Mesmo assim, a série não resistiu além do primeiro ciclo, encerrada em razão de avaliações e números considerados aquém do esperado. Um novo revival foi posteriormente anunciado com Locklear, Leighton e Daphne Zuniga, sem confirmação sobre ligação direta com os eventos de 2009.

The Winchesters (2022–2023)

Spin-off de “Supernatural”, o projeto retrocede à década de 1970 para narrar como John Winchester (Drake Rodger) e Mary Campbell (Meg Donnelly) se envolveram no universo de criaturas sobrenaturais. O episódio de estreia tornou-se o mais assistido da emissora naquele outono, sinalizando interesse inicial. Porém, mudanças internas na rede e a greve dos roteiristas de 2023 impactaram a continuidade. A produção foi oferecida a outros canais, mas não houve acordo, e Jensen Ackles — produtor e narrador na série — confirmou o encerramento após a primeira temporada.

Katy Keene (2020)

Derivada de “Riverdale”, a narrativa segue quatro personagens em Nova Iorque: Katy Keene (Lucy Hale), Josie McCoy (Ashleigh Murray), Pepper Smith (Julia Chan) e Jorge Lopez (Jonny Beauchamp). Cada um persegue sonhos artísticos ou profissionais enquanto divide experiências na cidade. Apesar das críticas favoráveis, a audiência nos formatos linear e digital ficou abaixo das metas da CW. Os 13 episódios produzidos compõem a totalidade da obra, cancelada em um período marcado por alterações de hábito do público em meio às peculiaridades de 2020.

Dez séries da CW que saíram do ar antes de alcançarem todo o seu potencial - Imagem do artigo original

Imagem: Internet

Ringer (2011–2012)

Séries com elenco robusto nem sempre garantem longevidade, como demonstrou “Ringer”. Sarah Michelle Gellar interpretou as gêmeas Bridget Kelly e Siobhan Martin. Após testemunhar um assassinato, Bridget busca refúgio com a irmã em Nova Iorque; quando Siobhan morre, ela assume sua identidade, passando a lidar com problemas desconhecidos. O drama iniciou com audiência considerável, mas vivenciou queda acentuada. Mais tarde, em entrevista de 2023 à imprensa norte-americana, Gellar revelou ter solicitado a não renovação por causa de uma gravidez, explicando que a emissora cogitava continuar. O último episódio ficou marcado por um gancho narrativo não resolvido.

Walker: Independence (2022)

Prelúdio ambientado no século XIX, o seriado apresenta Abby Walker (Katherine McNamara), parente distante do protagonista de “Walker”. Após a morte do marido, ela chega à cidade texana que dá nome à atração. O piloto recebeu avaliação “acima da média” de 75% dos leitores do portal TVLine, e a recepção crítica refletiu boa aceitação do cenário de faroeste e das relações em desenvolvimento. Mesmo com números considerados razoáveis em comparação com outras produções da casa, a CW optou por interromper após a primeira fase. Buscas por nova emissora não avançaram e a série encerrou-se.

The Tomorrow People (2013–2014)

Baseada no programa britânico dos anos 1970 — já reiniciado nos anos 1990 —, a versão norte-americana acompanha jovens que surgem como “homo superior”, dotados de telecinesia, telepatia e teletransporte. O grupo enfrenta a organização Ultra, que persegue pessoas com habilidades. O elenco reúne nomes recorrentes na CW, como Robbie Amell, Peyton List, Madeleine Mantock e Mark Pellegrino. Mesmo com premissa de ficção científica e rostos conhecidos, os índices de audiência não atenderam às expectativas, levando ao cancelamento após a temporada inaugural.

Naomi (2022)

Inspirada em personagem da DC Comics, a produção mostra Naomi McDuffie (Kaci Walffall) descobrindo poderes pouco depois de administrar um site dedicado ao Superman. Lançada em 2022, a série coincidiu com o processo de aquisição da CW pela Nexstar, período descrito como “sangria” de cancelamentos. Embora crítica especializada tenha elogiado a abordagem juvenil e o arco de autodescoberta da protagonista, a audiência registrada foi insuficiente para garantir renovação, resultando em apenas uma temporada.

Os dez casos destacam fatores frequentes em cancelamentos, entre eles audiência, avaliações internas, mudanças administrativas ou decisões pessoais de elenco. Mesmo sem continuidade, cada título deixou contribuições específicas dentro do catálogo da CW e ampliou debate sobre o tempo necessário para que uma produção encontre público de forma consistente.

OrganizaSimples

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou apaixonada por tornar a vida mais leve, prática e organizada — especialmente depois que me tornei mãe. Criei o Organiza Simples como um cantinho acolhedor para compartilhar tudo o que aprendi (e continuo aprendendo!) sobre organização da casa, da rotina e da mente, sem fórmulas impossíveis ou metas inalcançáveis.

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