Periféricos antigos: 12 acessórios de informática que revelam sua idade

Quem reconhece de memória o nome ou o funcionamento de certos periféricos antigos provavelmente viveu a fase de transição entre a informática dos anos 1990 e os sistemas atuais. Naquele período, computadores pessoais eram limitados em poder de processamento, a internet ainda engatinhava e cada dispositivo externo exigia cabos, portas ou cartões dedicados. O resultado era uma mesa repleta de acessórios que hoje soam estranhos para quem cresceu no universo de telas finas, conexões USB-C e armazenamento em nuvem.

Índice

Periféricos antigos e a evolução dos computadores pessoais

A popularização do PC doméstico ocorreu principalmente nas décadas de 1990 e 2000. O “quem” desse movimento inclui fabricantes de hardware, montadoras locais e usuários que buscavam digitalizar atividades cotidianas. “O quê” mudou foi o salto de máquinas voltadas a tarefas restritas para plataformas multifuncionais. “Quando” isso se intensificou? A partir da disseminação do Windows 95, das placas multimídia e da chegada da banda larga, ainda que limitada. O “onde” era, em geral, o escritório de casa ou a sala de estar, locais escolhidos para acomodar gabinetes volumosos e monitores CRT. “Como” o uso acontecia explica o surgimento de inúmeros complementos físicos: cada função necessitava de um conector ou de um controlador específico. Já o “porquê” relaciona-se à tecnologia disponível na época, incapaz de unificar áudio, vídeo, dados e energia em uma única interface, como ocorre atualmente.

Anúncio

Nesse contexto, 12 acessórios destacam-se como símbolos de outra era. Todos constam na lista original e revelam, de forma inequívoca, a idade de quem os reconhece.

Mouse de bolinha e portas PS/2: o combo inseparável dos PCs dos anos 90

O primeiro item é o mouse mecânico, popularmente chamado de mouse de bolinha. O sensor era uma esfera de borracha que girava em contato com a superfície, movimentando eixos internos para traduzir deslocamento físico em coordenadas na tela. Esse desenho exigia limpeza frequente, pois poeira e gordura comprometiam a precisão. Paralelamente, a conexão padrão era a porta PS/2, introduzida pela IBM em 1987. O conector de 6 pinos aparecia em duas cores: verde para o mouse e roxo para o teclado. Juntos, mouse de bolinha e PS/2 formavam um dos periféricos antigos mais presentes em escritórios e residências até a adoção massiva do USB e dos sensores ópticos.

FireWire e cabo de 30 pinos: conexões rápidas que ficaram para trás nos periféricos antigos

Desenvolvido pela Apple nos anos 1980, o FireWire (IEEE 1394) oferecia taxas de transferência elevadas para a época, beneficiando câmeras digitais, discos rígidos externos e equipamentos de áudio. O padrão conquistou espaço pela promessa de alta velocidade, porém acabou ofuscado pelo avanço do USB. Dentro do ecossistema da própria Apple surgiu, em 2003, o cabo de 30 pinos. Ele substituiu o FireWire nos iPods de terceira geração em diante e perdurou até o iPhone 4s, de 2011. Esses dois conectores, hoje aposentados, ilustram como a busca por maior largura de banda resulta em ciclos curtos de adoção quando novas alternativas mais versáteis aparecem.

Do HDD aos discos ópticos: armazenamento entre os periféricos antigos

O Hard Disk Drive, ou HDD, utilizava pratos magnéticos giratórios para registrar dados. A tecnologia venceu pelo custo por gigabyte, mas carregava limitações de velocidade e sensibilidade a impactos. Mesmo com a chegada dos SSDs, o HDD ainda resiste em nichos de backup, embora seja considerado um dos mais clássicos periféricos antigos do ponto de vista estrutural.

A lista traz também o disquete de 3,5 polegadas, com capacidade de 1,44 MB. Armazenar arquivos grandes exigia uma pilha de mídias, além do cuidado com a fragilidade da fita magnética interna. A popularidade do disquete desabou quando CDs e DVDs surgiram como solução de maior espaço e durabilidade. Esses discos ópticos, lançados entre 1982 e 2006, chegaram a oferecer até 128 GB no caso do Blu-ray. No entanto, pen drives e serviços em nuvem encerraram a hegemonia dos suportes físicos, fazendo CDs, DVDs e Blu-rays migrarem para a esfera de lembranças tecnológicas.

VGA, DVI e Centronics: interfaces volumosas que marcaram época

Em exibição de vídeo, o padrão VGA, introduzido no fim dos anos 1980, tornou-se sinônimo de monitor de tubo. O conector analógico de 15 pinos exigia parafusos laterais para fixar o cabo e era sensível a interferências. A evolução imediata foi o DVI, lançado em 1999, que combinava sinais analógicos e digitais numa mesma interface, ainda com parafusos de retenção. Embora representasse avanço, o DVI cedeu espaço para o HDMI, que entrega áudio e vídeo digitais em um único cabo menor.

Na comunicação com impressoras, o Centronics dominava. Tratava-se de um conector de 36 pinos disposto em duas fileiras, robusto e largo, que precedeu o USB. À medida que impressoras sem fio se popularizaram, o Centronics desapareceu, reforçando a transição global para conectores mais compactos.

Joysticks, controles remotos e placas de som dedicadas: a experiência multimídia dos anos 90

Nos anos 1990, jogos de PC não contavam com mouse gaming ou controladores Bluetooth. Muitos gabinetes apresentavam portas específicas para joysticks de 9 pinos, padrão herdado do Atari 2600 e adotado por marcas como Commodore e MSX. Esses controladores analógicos mantêm relevância em simuladores de voo, mas, no uso geral, teclados especiais e gamepads modernos assumiram o protagonismo.

Outra solução curiosa foi o módulo infravermelho acompanhado de controle remoto, pensado para transformar o computador em centro de entretenimento doméstico. Softwares dedicados, como o Windows Media Center, permitiam navegar por músicas, vídeos e TV sintonizada via placa interna. O conceito perdeu força conforme set-top boxes, consoles de videogame e serviços de streaming assumiram as tarefas de mídia.

Por fim, a placa de som off-board tornava-se item quase obrigatório para quem desejava áudio limpo, já que muitas placas-mãe geravam ruído. Com o progresso dos circuitos integrados e trilhas aterradas, a maioria dos computadores passou a oferecer qualidade sonora satisfatória sem a necessidade de hardware adicional, relegando a placa de som dedicada a aplicações profissionais.

Todos esses periféricos antigos compõem o mosaico de uma era em que cada funcionalidade demandava um componente separado. A próxima grande mudança prevista no segmento não envolve nenhum dos itens citados, mas a adoção total de interfaces universais de alta velocidade, como USB4, que devem consolidar ainda mais a tendência de convergência inaugurada após a aposentadoria desses acessórios clássicos.

OrganizaSimples

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou apaixonada por tornar a vida mais leve, prática e organizada — especialmente depois que me tornei mãe. Criei o Organiza Simples como um cantinho acolhedor para compartilhar tudo o que aprendi (e continuo aprendendo!) sobre organização da casa, da rotina e da mente, sem fórmulas impossíveis ou metas inalcançáveis.

Conteúdo Relacionado

Quando você efetua suas compras por meio dos links disponíveis em nosso site, podemos receber uma comissão de afiliado, sem que isso acarrete nenhum custo adicional para você.

Go up

Usamos cookies para garantir que oferecemos a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você está satisfeito com ele. OK