Apple adota Gemini do Google na nova Siri e firma colaboração multianual em IA

Gemini, o modelo de inteligência artificial do Google, foi escolhido pela Apple como base técnica para a próxima grande atualização da Siri, segundo comunicado conjunto das duas empresas. A colaboração, descrita como multianual, prevê que os Apple Foundation Models sejam construídos sobre o Gemini e executados tanto nos dispositivos quanto na nuvem do Google, com a nova versão da assistente virtual programada para chegar em 2026.

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Apple formaliza parceria multianual com o Google

A informação sobre o acordo surgiu após ambas as companhias divulgarem nota à imprensa confirmando a cooperação. De acordo com o texto, a Apple avaliou diferentes alternativas de mercado antes de optar pela tecnologia do Google. A decisão foi atribuída à capacidade comprovada do Gemini de sustentar experiências de voz mais contextuais e personalizadas, exatamente o que a empresa de Cupertino busca para a nova geração da Siri.

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O entendimento prevê múltiplos anos de colaboração e inclui, além dos modelos de linguagem do Google, o uso da infraestrutura de computação em nuvem da companhia de Mountain View. Esses recursos, segundo o comunicado, formarão a espinha dorsal dos futuros Apple Foundation Models, que alimentam o conjunto de recursos de IA reunidos sob a marca Apple Intelligence.

Por que o Gemini foi escolhido para impulsionar a Siri

Durante o processo de seleção, a Apple analisou critérios como desempenho em processamento de linguagem natural, escalabilidade e potencial de evolução do modelo. O Gemini avançou consideravelmente nesses aspectos desde o lançamento da versão três, em novembro, figurando no topo de rankings de eficiência em inteligência artificial. A superioridade técnica demonstrada teria sido decisiva para que a Apple suspendesse iniciativas internas e optasse por uma solução externa já consolidada.

Outro fator apontado foi a possibilidade de personalização. Relatos indicam que a Apple pretendia adaptar o modelo do Google para funções específicas, como o World Knowledge Answers, voltado à geração de respostas resumidas com base em resultados da web. Ao adotar o Gemini como fundação, esses ajustes ficam restritos a camadas superiores, o que tende a acelerar o cronograma de entrega da versão renovada da Siri.

Componentes do acordo: modelos, nuvem e privacidade

Três pilares compõem a cooperação anunciada. O primeiro envolve a licença de uso dos modelos Gemini, que passam a servir de “tijolos” para a arquitetura de IA da Apple. O segundo pilar engloba a infraestrutura de nuvem do Google, necessária para treinamento e inferência de cargas de trabalho mais pesadas que não possam ser processadas inteiramente no dispositivo.

Por fim, as empresas enfatizaram que a integração preservará os padrões de privacidade que a Apple classifica como líderes do setor. Para isso, partes do processamento continuarão ocorrendo no Private Cloud Compute, tecnologia já utilizada pela marca para manter dados sensíveis sob controle estrito. Ainda segundo o comunicado, o design híbrido — dispositivo e nuvem — permitirá equilibrar desempenho e segurança sem comprometer a experiência do usuário.

Cronograma e objetivos para a nova Siri baseada no Gemini

Os planos preveem que a Siri revisada chegue ao consumidor em 2026. A Apple já testava internamente uma versão da assistente com recursos avançados capazes de executar ações em nome do usuário e interpretar contexto pessoal. Entretanto, a entrega foi adiada em março do ano passado, quando a companhia reconheceu que o desenvolvimento interno exigiria mais tempo.

Com o suporte do Gemini, a expectativa é acelerar etapas de treinamento e liberar funcionalidades gradualmente. Entre os objetivos descritos estão:

• Compreensão contextual aprimorada: permitir que a Siri entenda sequências de comandos e variáveis pessoais de maneira fluida.
• Ações autônomas: executar tarefas solicitadas sem requerer múltiplas confirmações.
• Respostas resumidas: ofertar sínteses informativas extraídas da web, apoiadas no World Knowledge Answers.
• Integração ao Apple Intelligence: conectar a assistente a demais recursos de IA em aplicativos nativos.

Movimentações internas e negociações paralelas da Apple

O acordo com o Google ocorreu em meio a ajustes significativos na estratégia de IA da Apple. Nos últimos meses, a empresa substituiu o então chefe da área, John Giannandrea, por Mike Rockwell, responsável pelo desenvolvimento do headset Vision Pro. A troca de liderança sinaliza prioridade para acelerar iniciativas voltadas a dispositivos de consumo.

Em paralelo, a Apple manteve conversas com diversos provedores de IA. A parceria vigente com a OpenAI permanece, e a companhia teria sondado empresas como Anthropic e Perplexity. Segundo o CEO Tim Cook, a intenção é disponibilizar integrações com múltiplos parceiros ao longo do tempo, criando um ecossistema flexível que se ajuste às demandas dos usuários.

Impacto esperado no Apple Intelligence e no ecossistema

Ao optar pelo Gemini, a Apple reforça a aposta de que grandes modelos de linguagem podem elevar a Siri a um novo patamar competitivo. Desde o lançamento da assistente em 2011, concorrentes como Alexa e Google Assistente passaram a oferecer capacidades amplas de conversação e busca contextual, o que pressionava a Apple por uma atualização robusta.

Integrar a tecnologia do Google pode reduzir essa lacuna e, ao mesmo tempo, expandir o alcance do Apple Intelligence. Os Apple Foundation Models baseados no Gemini devem operar como camada central para funcionalidades distribuídas em iPhone, iPad, Mac e demais dispositivos. Dessa forma, recursos como classificação inteligente de notificações, automação de rotinas e elaboração de textos podem compartilhar o mesmo núcleo de IA, garantindo consistência entre plataformas.

Para os desenvolvedores, a mudança significa potencial acesso a APIs mais avançadas, já que a Apple tende a expor parte do modelo nos kits de desenvolvimento voltados à Siri e ao Shortcuts. Usuários, por sua vez, devem experimentar assistente mais proativa, capaz de interpretar preferências e orientar ações sem dependência constante de comandos exatos.

Próximo marco: chegada da nova Siri em 2026

O calendário divulgado até o momento indica que a versão da Siri alimentada pelo Gemini será liberada ao público em 2026. Até lá, Apple e Google continuarão treinando os Apple Foundation Models na infraestrutura de nuvem anunciada, refinando a integração com o Private Cloud Compute e preparando a distribuição nos principais dispositivos do ecossistema.

OrganizaSimples

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou apaixonada por tornar a vida mais leve, prática e organizada — especialmente depois que me tornei mãe. Criei o Organiza Simples como um cantinho acolhedor para compartilhar tudo o que aprendi (e continuo aprendendo!) sobre organização da casa, da rotina e da mente, sem fórmulas impossíveis ou metas inalcançáveis.

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