Adolescentes em redes sociais dedicam horas online e intensificam uso de IA, aponta pesquisa

Adolescentes em redes sociais continuam a permanecer conectados por longos períodos, ao mesmo tempo em que ampliam o interesse por ferramentas de inteligência artificial, de acordo com um levantamento do Pew Research Center realizado com jovens de 13 a 17 anos.
- Panorama geral do tempo gasto por adolescentes em redes sociais
- Plataformas que dominam a rotina dos adolescentes em redes sociais
- Recortes por gênero e etnia revelam padrões diversos entre adolescentes em redes sociais
- Crescimento do uso de inteligência artificial pelos adolescentes
- Saúde mental e políticas de restrição: respostas ao uso excessivo
- Orientações para responsáveis e próximos passos no debate
Panorama geral do tempo gasto por adolescentes em redes sociais
O estudo traça um retrato do “quem, o quê, quando, onde e porquê” do comportamento digital juvenil. Entre os entrevistados, a maioria acessa alguma plataforma todos os dias. Cerca de um em cada cinco permanece em pelo menos um serviço praticamente sem interrupção. Esse dado reforça a permanência prolongada dos adolescentes em redes sociais e destaca a intensidade dos hábitos online.
Ao examinar a frequência de acesso, os pesquisadores identificaram que aproximadamente um terço do total declara ficar “quase constantemente” conectado a alguma rede social. Esse número, segundo o Pew, apresenta estabilidade em relação a medições anteriores, indicando que o patamar de presença contínua não recuou nos últimos anos.
Plataformas que dominam a rotina dos adolescentes em redes sociais
Quando o recorte recai sobre onde os jovens passam a maior parte do tempo, duas plataformas lideram de forma destacada. O YouTube aparece como a mais popular, com utilização diária por cerca de três quartos dos participantes da pesquisa. Logo em seguida, o TikTok ocupa posição de destaque e apresenta, junto com o YouTube, o percentual mais elevado de usuários que relatam permanência quase constante.
Instagram e Snapchat também figuram entre as preferências, mas em patamar ligeiramente inferior ao do TikTok. Já o Facebook registra adesão significativamente menor nesse público, demonstrando a migração geracional para serviços mais recentes ou com formatos baseados em vídeos curtos e conteúdos efêmeros.
Recortes por gênero e etnia revelam padrões diversos entre adolescentes em redes sociais
Os dados do Pew Research Center permitem visualizar diferenças de uso conforme características demográficas. Adolescentes negros e hispânicos mostram maior propensão a declarar permanência quase constante em plataformas como YouTube e TikTok. Em paralelo, a análise por gênero revela que meninas tendem a utilizar mais Snapchat e Instagram, enquanto meninos se concentram no YouTube e manifestam presença superior no Reddit.
Essas desigualdades de engajamento indicam que, ainda que o acesso às redes seja amplo, a forma de utilização varia de acordo com o grupo, sugerindo realidades digitais distintas dentro da mesma faixa etária. Tal pluralidade reforça a necessidade de observar como cada subgrupo se relaciona com conteúdo, comunidades e funcionalidades específicas.
Crescimento do uso de inteligência artificial pelos adolescentes
Além do tempo nas redes, o relatório destaca uma expansão expressiva no contato com ferramentas de IA. Entre todos os respondentes, 64% já testaram pelo menos um chatbot com inteligência artificial. Desse total, 28% utilizam algum desses sistemas diariamente, e 16% relatam interações várias vezes ao dia ou quase continuamente.

Imagem: Prostock-studio
O ChatGPT desponta como o chatbot mais mencionado, seguido por Gemini e Meta AI. Outros serviços, como Character.ai, são lembrados por uma fatia menor. Embora a pesquisa não aponte motivação específica para o uso, o fato de os chatbots estarem disponíveis gratuitamente e responderem em linguagem natural contribui para sua rápida adoção pelos adolescentes.
Saúde mental e políticas de restrição: respostas ao uso excessivo
O relatório repercute discussões sobre possíveis efeitos do tempo prolongado em dispositivos. Psicólogos citados no estudo alertam para a redução de oportunidades de interação presencial, risco de rotina de sono insuficiente e menor prática de atividades físicas entre jovens que permanecem online por longos intervalos.
A literatura científica recente também sinaliza preocupações. Pesquisa publicada na revista Pediatrics associa a posse de smartphone aos 12 anos ao aumento de indicadores de depressão, obesidade e problemas de sono. Em resposta, autoridades de diferentes regiões intensificam iniciativas regulatórias. Determinados estados norte-americanos adotaram proibições do uso de celulares durante o período escolar, enquanto a Austrália passou a impedir que menores de 16 anos mantenham contas em redes sociais.
Orientações para responsáveis e próximos passos no debate
Apesar de medidas públicas em curso, o relatório enfatiza que a definição de limites diários e de horários adequados ainda cabe majoritariamente às famílias. Especialistas sugerem, por exemplo, estabelecer uma “hora de dormir” para dispositivos eletrônicos, prática apontada como útil para reduzir estímulos antes do descanso noturno.
O próximo ciclo de estudos do Pew Research Center deverá observar se as novas restrições regionais, somadas ao crescimento dos chatbots, alteram a frequência de acesso ou os padrões de permanência dos adolescentes em redes sociais.

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou apaixonada por tornar a vida mais leve, prática e organizada — especialmente depois que me tornei mãe.
Criei o Organiza Simples como um cantinho acolhedor para compartilhar tudo o que aprendi (e continuo aprendendo!) sobre organização da casa, da rotina e da mente, sem fórmulas impossíveis ou metas inalcançáveis.

Conteúdo Relacionado