‘APT.’: bastidores da faixa de Rosé que pode render o primeiro Grammy ao k-pop

‘APT.’: bastidores da faixa de Rosé que pode render o primeiro Grammy ao k-pop

‘APT.’, single solo da cantora Rosé, integrante do Blackpink, chega à cerimônia do Grammy com três indicações e a possibilidade inédita de entregar ao k-pop a sua primeira estatueta. A faixa, criada a partir de um jogo tradicional de bebida e lapidada em colaboração com Bruno Mars, tornou-se um fenômeno de audiência em 2025 e marca um momento decisivo para a presença sul-coreana na música pop global.

Índice

O que torna ‘APT.’ um marco para o k-pop

Lançado em outubro de 2024, ‘APT.’ conquistou indicações nas categorias de Música do Ano, Gravação do Ano e Melhor Performance Pop em Duo ou Grupo. Caso vença, Rosé se tornará a primeira artista proveniente do pop da Coreia do Sul a receber um Grammy, feito nunca alcançado nem mesmo por gigantes do gênero, como o grupo BTS. A relevância da canção vai além do currículo da intérprete: sinaliza a consolidação da chamada onda Hallyu, ou expansão cultural coreana, dentro das premiações norte-americanas mais tradicionais.

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Entre os adversários na disputa estão produções de peso, como “Abracadabra”, de Lady Gaga, “DTMF”, de Bad Bunny, e “Golden”, tema da série “Guerreiras do K-pop”. A inclusão de um título coreano no elenco principal do prêmio evidencia a mudança de percepção da indústria ocidental sobre o mercado asiático.

Como o jogo de bebida coreano inspirou ‘APT.’

O ponto de partida de ‘APT.’ surgiu sem pretensão. Durante uma noite descontraída em estúdio, Rosé apresentou aos compositores presentes o “apateu”, passatempo popular entre jovens sul-coreanos. Nele, os participantes empilham as mãos como andares de um prédio; quem termina no topo quando o andar é anunciado consome um shot de soju. O refrão repetitivo — “apateu, apateu” — que ecoa na faixa foi retirado diretamente do cântico que inicia o jogo.

Na gravação, a artista faz referência ao próprio nome de batismo, Chaeyoung, ao convidar os colegas a começar a brincadeira. Apesar do tom lúdico, a cantora chegou a temer que o público ocidental interpretasse a alusão ao álcool como infantil ou problemática. O receio, contudo, não se confirmou: a espontaneidade virou o diferencial que aproximou ouvintes de diferentes culturas.

Da gaveta ao estúdio: parceria com Bruno Mars molda ‘APT.’

Mesmo pronta, a demo de ‘APT.’ ficou um ano arquivada. A virada ocorreu quando Rosé assinou contrato com a Atlantic Records, gravadora também responsável por Bruno Mars. Informado de que a sul-coreana admirava o seu trabalho, o selo solicitou três faixas para possível colaboração. Inicialmente, a equipe relutou em incluir a canção inspirada no jogo; minutos antes do envio, Rosé trocou uma das escolhas e inseriu o arquivo que mudaria sua carreira.

Mars respondeu imediatamente perguntando o significado do título. Interessado na sonoridade e no conceito, passou a co-produzir a versão final, acrescentando trechos em inglês e refinando a base rítmica. O músico norte-americano participou ainda da concepção do videoclipe, além de opinar no batismo do primeiro álbum de estúdio solo da artista, intitulado “Rosie”.

‘APT.’ quebra recordes de streaming e clipes

Após o lançamento, ‘APT.’ tornou-se a terceira música mais reproduzida mundialmente no Spotify em 2025. No YouTube, o clipe ultrapassou 2,3 bilhões de visualizações e bateu o recorde de “Gangnam Style”, de Psy, ao atingir essa marca no menor intervalo de tempo já registrado pela plataforma. Em agosto do mesmo ano, a canção liderou a Billboard Global 200 por 12 semanas consecutivas, façanha que envolve dados de 200 territórios, entre eles os Estados Unidos.

O reconhecimento também veio em premiações audiovisuais: a obra recebeu o troféu de Canção do Ano no Video Music Awards, onde a categoria costuma privilegiar produções anglófonas. O desempenho confirma a penetração do pop coreano em mercados historicamente dominados por artistas norte-americanos e britânicos.

‘APT.’: bastidores da faixa de Rosé que pode render o primeiro Grammy ao k-pop - Imagem do artigo original

Imagem: Internet

‘APT.’ no Grammy: categorias, concorrentes e impacto cultural

No Grammy, ‘APT.’ está indicada simultaneamente a Música do Ano, Gravação do Ano e Melhor Performance Pop em Duo ou Grupo. A primeira distinção contempla a composição; a segunda, a gravação em si; a terceira valoriza a execução vocal e instrumental de parcerias. A tripla nomeação eleva a expectativa dos fãs, pois cobre os principais focos de avaliação da Academia de Artes e Ciências Fonográficas.

Até o momento, artistas de k-pop receberam poucas indicações e nenhuma vitória. O BTS disputou duas vezes a categoria de Melhor Performance Pop em Duo ou Grupo, com os singles “Dynamite” e “Butter”, ambos em inglês, mas saiu de mãos vazias. A presença de Rosé nas seções mais prestigiadas da cerimônia amplia as chances de uma conquista inédita, ao mesmo tempo em que demonstra a aceitação crescente de músicas não estritamente ocidentais.

Trajetória de Rosé: dos palcos do Blackpink ao sucesso solo

Filha de sul-coreanos, Rosé nasceu na Nova Zelândia e passou a infância na Austrália. Em 2016, ingressou no Blackpink, grupo que se transformou no maior nome feminino do k-pop. Após anos de turnês internacionais, contratos publicitários e recordes digitais, as quatro integrantes encerraram seus acordos individuais com a YG Entertainment em 2023, optando por desenvolver carreiras solo sem descontinuar as atividades coletivas.

Com 28 anos, a vocalista principal do quarteto iniciou sua fase independente ao lado da Atlantic. O convite para acompanhar Bruno Mars em turnê foi estratégico na divulgação de ‘APT.’; no itinerário, constaram apresentações no Brasil, onde o público já demonstrava forte adesão ao universo cultural coreano, seja por meio de dramas televisivos, gastronomia ou moda.

Principais entidades envolvidas fortalecem a narrativa

O sucesso da faixa reúne nomes de peso. Rosé, como intérprete e coautora, carrega a experiência acumulada no Blackpink, recordista de inscritos entre grupos femininos no YouTube. Bruno Mars, parceiro na produção, soma 15 Grammys na carreira, reconhecimento que adiciona credibilidade ao projeto. A Atlantic Records, por sua vez, tem histórico de impulsionar artistas como Ed Sheeran e Cardi B, confirmando a aposta no potencial de alcance global do single.

Próximo passo: performance ao vivo no palco da premiação

A expectativa se concentra na próxima edição do Grammy, marcada para o domingo, dia 1º, quando ‘APT.’ será executada ao vivo. A apresentação unirá Rosé e Bruno Mars, reproduzindo a parceria que transformou uma ideia improvisada num possível divisor de águas para a música sul-coreana.

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Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou apaixonada por tornar a vida mais leve, prática e organizada — especialmente depois que me tornei mãe. Criei o Organiza Simples como um cantinho acolhedor para compartilhar tudo o que aprendi (e continuo aprendendo!) sobre organização da casa, da rotina e da mente, sem fórmulas impossíveis ou metas inalcançáveis.

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