As 10 metrópoles mais populosas do mundo em 2025: ranking, números e desafios

Metrópoles mais populosas serão o centro das atenções em 2025, segundo projeções da Organização das Nações Unidas. O relatório World Urbanization Prospects, divulgado recentemente, apresenta uma estimativa de população para os maiores aglomerados urbanos do planeta, revelando mudanças geográficas no eixo do crescimento e apontando os principais desafios que cada cidade deverá enfrentar.
Panorama global das metrópoles mais populosas em 2025
A ONU listou as dez cidades que concentrarão o maior número de habitantes em 2025. A liderança é de Jacarta, capital da Indonésia, com 41,9 milhões de moradores projetados. O ranking segue com Daca, Bangladesh, estimada em 36,6 milhões; Tóquio, Japão, com 33,4 milhões; Nova Délhi, Índia, com 30,2 milhões; Xangai, China, com 29,6 milhões; Cantão (Guangzhou), China, com 27,6 milhões; Cairo, Egito, com 25,6 milhões; Manila, Filipinas, com 24,7 milhões; Calcutá, Índia, com 22,6 milhões; e Seul, Coreia do Sul, com 22,5 milhões. Fora do top 10, São Paulo aparece em 13.º lugar, somando 19 milhões de habitantes e ocupando a posição de maior metrópole das Américas.
Predominância asiática entre as metrópoles mais populosas
Das dez metrópoles mais populosas previstas para 2025, nove se encontram na Ásia. A única exceção é o Cairo, situado no norte da África. Esse domínio asiático confirma a tendência de que o atual século seja marcado pelo crescimento urbano acelerado em países em desenvolvimento do continente, deslocando o foco populacional de regiões consideradas potências tradicionais.
O cenário asiático reflete a soma de três fatores destacados no relatório: elevada densidade populacional de base, expansão econômica contínua e migração interna do campo para a cidade. Esse movimento provoca pressões simultâneas sobre infraestrutura, meio ambiente e oferta de serviços públicos, questões que aparecem de forma recorrente em todas as análises específicas de cada cidade.
Os dez casos emblemáticos de 2025
A liderança de Jacarta ilustra desafios extremos. A capital indonésia chegará a quase 42 milhões de habitantes e enfrenta uma crise ambiental provocada pela retirada excessiva de água subterrânea, processo que faz o solo afundar em diversas áreas. A gravidade levou o governo nacional a iniciar a construção de uma nova capital para aliviar a pressão sobre a atual sede administrativa.
No segundo lugar, Daca concentra 36,6 milhões de moradores em uma área limitada, resultado de crescimento veloz e pouco planejado. A densidade já alta se soma a dificuldades em saneamento, habitação e mobilidade. Bangladesh, país onde a capital se localiza, passa de 170 milhões de habitantes; portanto, a pressão sobre serviços urbanos tende a se intensificar.
Tóquio, terceira colocada, mantém 33,4 milhões de habitantes e apresenta expansão populacional moderada. Seu modelo de transporte público, organização territorial e serviços é frequentemente citado como referência. Entretanto, o envelhecimento populacional reduz o ritmo de crescimento, diferindo do padrão observado em outras megacidades asiáticas.
Nova Délhi, na quarta posição com 30,2 milhões, reflete o forte êxodo rural indiano. Com crescimento acelerado, a metrópole registra aumento na poluição do ar, congestionamentos extensos e desigualdade social. Esses fatores compõem o quadro urbano desafiador do país que em breve poderá ultrapassar a China como o mais populoso do mundo.
Xangai, quinto lugar com 29,6 milhões, é o maior centro financeiro chinês. Seu crescimento, embora rápido, é balizado por forte planejamento urbano e investimentos em tecnologia e infraestrutura, o que permite absorver a expansão de forma estruturada. Ainda assim, a dimensão populacional impõe vigilância constante sobre questões de mobilidade e habitação.
Guangzhou, chamada Cantão, ocupa a sexta colocação com 27,6 milhões. A cidade se insere no Delta do Rio das Pérolas, um dos polos industriais de maior produção na China, impulsionando tanto o comércio interno quanto o internacional. A expansão econômica da região explica a forte atração de mão de obra e o consequente aumento de residentes.
O Cairo, sétimo lugar com 25,6 milhões, é a maior aglomeração urbana da África e do mundo árabe. Situado às margens do Nilo, o centro político e cultural egípcio teve sua ocupação expandida para além do leito do rio, pressionando recursos naturais e serviços públicos em meio a um crescimento populacional rápido.

Imagem: Wikimedia reprodução
Manila, Filipinas, na oitava posição com 24,7 milhões, figura entre as cidades de maior densidade demográfica do planeta. A megacidade convive com riscos frequentes de enchentes e eventos climáticos severos, além de carências em transporte, saneamento e moradia, agravadas pelo aumento populacional acelerado.
Calcutá, nona colocada com 22,6 milhões, combina importância cultural e industrial na Índia com obstáculos históricos de pobreza e informalidade. O acesso a serviços básicos continua um ponto crítico, exigindo políticas direcionadas que acompanhem o ritmo de crescimento da cidade.
Seul fecha a lista em décimo, com 22,5 milhões de habitantes. A capital sul-coreana apresenta expansão demográfica mais controlada, característica associada a políticas públicas consolidadas e a uma economia madura. A infraestrutura urbana eficiente e a elevada incorporação de tecnologia diferenciam Seul das demais megacidades do ranking.
Desafios urbanos comuns às metrópoles mais populosas
Apesar das diferenças culturais e econômicas, as dez metrópoles mais populosas compartilham obstáculos semelhantes. Um deles é a pressão sobre a infraestrutura, que inclui sistemas de transporte, redes de abastecimento de água, energia e saneamento. Outro ponto recorrente é a desigualdade social, evidenciada por contrastes entre áreas nobres e bairros carentes em todas as cidades listadas.
Questões ambientais também ganham destaque. O afundamento do solo em Jacarta, as enchentes em Manila e a poluição atmosférica em Nova Délhi exemplificam como fatores naturais e atividades humanas se combinam para agravar riscos. A maioria das megacidades enfrenta limitações geográficas — rios, mares ou linhas costeiras — que intensificam a vulnerabilidade a eventos climáticos extremos.
São Paulo e as Américas fora do topo do ranking
Em 2025, São Paulo será a 13.ª colocada no panorama mundial, com 19 milhões de habitantes. O crescimento da metrópole brasileira é considerado estável desde o início dos anos 2000, resultado de uma base populacional já consolidada e de um ritmo de expansão menos acelerado que o observado em cidades asiáticas. Ainda assim, a capital paulista permanece a mais populosa das Américas, superando a Cidade do México.
O fato de nenhuma cidade do continente americano figurar entre as dez metrópoles mais populosas indica um deslocamento consistente do eixo demográfico global. O fenômeno sugere que questões relacionadas à urbanização extrema, antes associadas a grandes capitais das Américas e da Europa, tendem a se concentrar em países asiáticos em desenvolvimento.
A próxima referência temporal destacada no relatório é o próprio ano de 2025, quando esses números deverão servir de base para novas análises demográficas e para a avaliação das políticas urbanas em curso.

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou apaixonada por tornar a vida mais leve, prática e organizada — especialmente depois que me tornei mãe.
Criei o Organiza Simples como um cantinho acolhedor para compartilhar tudo o que aprendi (e continuo aprendendo!) sobre organização da casa, da rotina e da mente, sem fórmulas impossíveis ou metas inalcançáveis.

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