Assassinato de criança venezuelana no Paraná: tornozeleira de suspeito sem bateria 3 dias antes do crime

O assassinato de criança venezuelana em São Manoel do Paraná expôs falhas no acompanhamento de detentos monitorados e mobilizou três forças de segurança estaduais. O caso envolve Daniel Luiz Ferrari, de 25 anos, que teve a tornozeleira eletrônica sem sinal por falta de bateria três dias antes dos crimes registrados em 12 de fevereiro. A vítima, Miratzi Kairelis Perez Mejias, de oito anos, foi sequestrada e encontrada morta em área de mata no noroeste do estado em 15 de fevereiro, data em que o suspeito morreu em confronto com a Polícia Militar do Paraná (PM-PR).
- Contexto do assassinato de criança venezuelana no Paraná
- Interrupção da tornozeleira: cronologia e medidas adotadas
- Sequência dos crimes: tentativa de feminicídio, sequestro e a repercussão
- Busca pela vítima e confronto que encerrou a perseguição
- Descoberta do corpo da menina e primeiros laudos
- Perfil das principais vítimas e do autor dos crimes
- Repercussões institucionais e lacunas apontadas
- Desdobramentos do inquérito e próximos passos
Contexto do assassinato de criança venezuelana no Paraná
O município de São Manoel do Paraná, situado na região Noroeste e com pouco mais de dois mil habitantes, foi palco de uma sequência de crimes que começou em 12 de fevereiro. Naquele dia, segundo a Polícia Civil do Paraná (PC-PR), Daniel Luiz Ferrari pediu que a companheira saísse para comprar cigarros e ficou sozinho com a enteada, Miratzi. Antes disso, ele teria ido à casa da ex-companheira, grávida, e a esfaqueado na barriga. A mulher foi submetida a cirurgia e, conforme a PM, nem ela nem o bebê correm risco de morte. Horas depois, já sem a presença da mãe, a criança venezuelana desapareceu com o homem, dando início a uma operação conjunta entre PM, PC-PR e Corpo de Bombeiros.
Interrupção da tornozeleira: cronologia e medidas adotadas
A tornozeleira eletrônica usada por Daniel registrou “fim de bateria” em 9 de fevereiro, três dias antes do sequestro. A Polícia Penal do Paraná afirmou ter seguido o protocolo previsto: tentativas de contato com o monitorado e comunicação imediata ao juízo responsável. O órgão destacou, em nota, que somente o Poder Judiciário pode expedir mandados de prisão nesses casos. Questionada se Daniel já era considerado foragido logo após a falha do equipamento, a Justiça não respondeu até a última atualização disponível. Quando o corpo do suspeito foi encontrado, ele já não portava o dispositivo, recuperado em sua residência e rompido, de acordo com o delegado Wagner Quintão.
Sequência dos crimes: tentativa de feminicídio, sequestro e a repercussão
No âmbito policial, o inquérito instaurado apura tentativa de feminicídio contra a ex-companheira, lesão corporal e feminicídio consumado contra a menina. A agressão à ex ocorreu antes do sequestro, evidenciando uma escalada de violência que se estendeu entre dois endereços e culminou na zona rural da cidade. A repercussão mobilizou autoridades locais e gerou buscas intensivas em estradas, trilhas e áreas de mata fechada. O carro de Daniel foi localizado abandonado em 13 de fevereiro, indicando rota de fuga utilizada para despistar perseguidores na região.
Busca pela vítima e confronto que encerrou a perseguição
Pelo segundo dia seguido, equipes da PM, da PC-PR e do Corpo de Bombeiros avançaram por mata densa em 15 de fevereiro. Durante a varredura, Daniel Luiz Ferrari surgiu armado com uma faca e investiu contra os agentes. Segundo a versão policial, ele foi neutralizado a tiros. O confronto encerrou uma perseguição de três dias. Poucas horas mais tarde, o corpo de Miratzi foi localizado na mesma área de vegetação, próximo ao ponto onde o veículo havia sido encontrado dois dias antes.
Descoberta do corpo da menina e primeiros laudos
Miratzi Kairelis Perez Mejias foi achada sem vida e em estado avançado de decomposição, o que, conforme o major João Francisco Gimenez, permite supor que a morte tenha ocorrido ainda no primeiro dia do sequestro. A Polícia Científica coletou vestígios e encaminhou o material para exame complementar, considerado essencial porque a causa da morte foi classificada como inconclusiva no laudo inicial. Não há prazo divulgado para a conclusão dessa perícia, que deverá definir se houve outros tipos de violência além da perfuração por objeto cortante.

Imagem: Internet
Perfil das principais vítimas e do autor dos crimes
• Miratzi Kairelis Perez Mejias: cidadã venezuelana de oito anos, morava no Brasil com a mãe, atual companheira de Daniel. Seu histórico escolar e de integração à comunidade local não foi detalhado pela polícia, mas a menina tornou-se símbolo de mobilização social na cidade durante as buscas.
• Mãe de Miratzi: namorada do suspeito, não teve a identidade divulgada. Foi quem recebeu o pedido para comprar cigarros pouco antes do desaparecimento da filha.
• Ex-companheira de Daniel: grávida, sofreu facada na barriga. Passou por cirurgia e, segundo boletim médico citado pela PM, permanece fora de risco.
• Daniel Luiz Ferrari: paranaense de 25 anos, estava sob monitoramento eletrônico imputado pela Justiça (motivo da medida não informado na nota oficial). Rompeu a tornozeleira entre 9 e 12 de fevereiro e, durante fuga, agiu de forma violenta contra à ex, a enteada e agentes públicos.
Repercussões institucionais e lacunas apontadas
Uma das principais discussões levantadas foi a efetividade do monitoramento eletrônico. A Polícia Penal reforçou que seus agentes tentaram reestabelecer o contato ao identificar a bateria descarregada, mas não detalhou a quantidade de tentativas ou o tempo decorrido entre a falha e a comunicação ao Judiciário. Também não houve indicação de datas sobre eventual pedido de prisão feito pelo juiz responsável. O fato de Daniel não estar com a tornozeleira no momento do confronto evidencia possível remoção deliberada do equipamento após o rompimento.
Desdobramentos do inquérito e próximos passos
O delegado Wagner Quintão mantém apurações sobre três frentes: tentativa de feminicídio, lesão corporal e feminicídio. Testemunhas, sobretudo policiais que participaram do confronto e familiares das vítimas, estão sendo ouvidas. A perícia complementar sobre a morte de Miratzi deverá nortear a tipificação penal definitiva. Embora o autor tenha morrido, a conclusão do inquérito é necessária para esclarecer a dinâmica do crime e servir de base a eventuais responsabilizações cíveis.
Não há datas definidas para a divulgação do laudo complementar nem para o encerramento das investigações, mantendo o assassinato de criança venezuelana no centro das atenções jurídicas e policiais no Paraná.

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou apaixonada por tornar a vida mais leve, prática e organizada — especialmente depois que me tornei mãe.
Criei o Organiza Simples como um cantinho acolhedor para compartilhar tudo o que aprendi (e continuo aprendendo!) sobre organização da casa, da rotina e da mente, sem fórmulas impossíveis ou metas inalcançáveis.
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