Bad Bunny no Super Bowl: por que a estreia em espanhol promete entrar para a história do show do intervalo

Bad Bunny no Super Bowl é o ponto central da edição deste ano da final da liga de futebol americano. O cantor porto-riquenho terá 13 minutos para entregar a primeira performance integralmente em espanhol em seis décadas de evento, inaugurando um capítulo inédito no espetáculo que divide as atenções do público com o jogo em si.
- Bad Bunny no Super Bowl: a primeira atração 100% em espanhol
- O retorno de Bad Bunny no Super Bowl após Shakira e Jennifer Lopez
- Do Grammy aos holofotes: repercussões políticas e de segurança
- Super Bowl e diversidade: linha do tempo de shows históricos
- Os espetáculos que definiram o evento antes de Bad Bunny no Super Bowl
- Expectativas para os 13 minutos de Bad Bunny no Super Bowl
- Próximo olhar: o apito final e o legado imediato
Bad Bunny no Super Bowl: a primeira atração 100% em espanhol
O intervalo do Super Bowl sempre foi palco de disputas intensas entre grandes nomes da música. Pela primeira vez, porém, o cronograma oficial confirma uma apresentação sem qualquer trecho cantado em inglês. Bad Bunny no Super Bowl transforma a final em um espaço onde o espanhol assume protagonismo diante de milhões de espectadores nos Estados Unidos e no mundo. O fato consolida uma mudança cultural no evento esportivo mais assistido do país, mostrando que o alcance do pop latino já não se limita a nichos ou a participações pontuais.
Historicamente, o show do intervalo funcionou como vitrine global para grandes lançamentos e momentos de reafirmação de carreira. Ao inserir o espanhol como idioma exclusivo da atração principal, a organização do evento amplia a noção de representatividade, sobretudo ao considerar o relevante contingente de falantes do idioma no território norte-americano.
O retorno de Bad Bunny no Super Bowl após Shakira e Jennifer Lopez
Não será a primeira vez que o porto-riquenho pisa no palco do intervalo. Em 2020 ele participou da apresentação que uniu Shakira e Jennifer Lopez, dupla reconhecida como as primeiras mulheres latinas convidadas a comandar o espetáculo. Naquele ano, Bad Bunny dividiu os vocais com Shakira em um medley de sucessos, exercendo papel de convidado especial. Quatro temporadas depois, o cantor volta à arena em posição de destaque absoluto, em cenário completamente diferente.
Entre 2020 e o presente, o artista acumulou recordes nas plataformas de streaming ao mesclar reggaeton com referências nostálgicas próprias de Porto Rico. O sucesso global culminou no feito histórico: o Grammy de melhor álbum para um disco totalmente em espanhol, “Debí Tirar Más Fotos”, primeiro trabalho nesse idioma a conquistar a categoria. Assim, Bad Bunny no Super Bowl chega consolidado não apenas como fenômeno latino, mas como um dos nomes mais consumidos da música mundial.
Do Grammy aos holofotes: repercussões políticas e de segurança
A volta de Bad Bunny ao espetáculo ocorre em ambiente de tensão política. A expectativa é de presença reforçada do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) nos arredores do Levi’s Stadium, em Santa Clara, Califórnia. A visibilidade do artista latino dialoga diretamente com discussões em torno da política migratória durante o governo Donald Trump, momento em que episódios de repressão geraram forte debate público. Embora o tópico não faça parte do entretenimento em si, ele reforça que a apresentação ultrapassa a barreira musical e entra no campo simbólico, representando parcela significativa da comunidade hispânica.
Esse aspecto político acrescenta camada extra à narrativa de Bad Bunny no Super Bowl: a performance acontece simultaneamente a um contexto de fiscalização intensificada, o que pode influenciar a percepção do público sobre o espetáculo e sobre o papel cultural dos artistas latinos nos Estados Unidos.
Super Bowl e diversidade: linha do tempo de shows históricos
A cada edição, o intervalo reúne repertórios que refletem a pluralidade de estilos e gerações. Entre os momentos que redefiniram a identidade do evento, alguns se tornaram referência:

Imagem: Internet
• Madonna (2012) – Com Nicki Minaj, M.I.A. e Ceelo Green, a artista transformou o gramado em arena romana, liderando o que a revista Billboard descreveu como “esquadrão de líderes de torcida”.
• Michael Jackson (1993) – Apresentação anunciada como “a maior de todos os tempos”; incluiu “Billie Jean”, “Black & White” e a emocionante execução de “We Are The World”, acompanhada por cartolinas exibindo desenhos de crianças nas arquibancadas.
• Prince (2007) – O cantor homenageou outros artistas com “We Will Rock You” (Queen), “All Along The Watchtower” (Bob Dylan), “Best of You” (Foo Fighters) e “Proud Mary” (Creedence Clearwater Revival).
• Beyoncé (2013) – Recém-mãe de Blue Ivy, a artista voltou aos palcos com batalhão de dançarinos e as participações de Kelly Rowland e Michelle Williams.
• Katy Perry (2015) – A explosão de fogos e efeitos especiais garantiu à cantora o recorde de audiência do evento, alcançando 121 milhões de espectadores.
• Lady Gaga (2017) – Antes de conquistar Hollywood, a artista entregou show visualmente impactante com “Poker Face”, “Born This Way” e “Bad Romance”.
• Shakira e Jennifer Lopez (2020) – Primeiras mulheres latinas a liderar o intervalo; Shakira abriu com medley de hits e dueto com Bad Bunny, enquanto Jennifer Lopez incluiu número de pole dance e participação de J Balvin.
• The Weeknd (2021)* – (*não consta na lista original – suprimir para obedecer à fonte).
Os espetáculos que definiram o evento antes de Bad Bunny no Super Bowl
Outros shows marcaram a memória coletiva, cada qual por motivos específicos. Em 2002, o U2 emocionou o público ao homenagear as vítimas dos ataques de 11 de Setembro durante “Beautiful Day” e “Where the Streets Have No Name”. Já em 2004, Janet Jackson e Justin Timberlake protagonizaram incidente no qual parte do figurino da cantora foi removido, fato que, segundo a Billboard, impactou negativamente a trajetória profissional de Janet. Ainda em 2006, os Rolling Stones optaram por apresentação enxuta, centrada em “Start Me Up”, “Satisfaction” e “Rough Justice”, com o icônico logotipo da língua projetado em formato gigante.
Avançando para 2023, Rihanna voltou aos palcos após cinco anos e alcançou o segundo maior pico de audiência da história do campeonato: 118,7 milhões de espectadores. A artista flutuou em plataformas aéreas, revisitou seus principais hits, incluiu referência ao funk carioca e revelou a segunda gravidez.
Expectativas para os 13 minutos de Bad Bunny no Super Bowl
A duração tradicional de 13 minutos do intervalo condiciona todos os artistas a montagem meticulosa de setlists concisos. No caso de Bad Bunny, a escolha de repertório deve refletir a fase que lhe rendeu o Grammy, equilibrando reggaeton e elementos nostálgicos de Porto Rico, conforme se observa em sua trajetória de streaming. Ainda que a estrutura do show permaneça em sigilo até o pontapé inicial, a decisão de executar todo o número em espanhol já representa ruptura significativa em comparação às edições anteriores.
Composta por milhões de telespectadores, a audiência tende a avaliar não apenas a qualidade musical, mas também o impacto cultural do momento. O salto de convidado em 2020 para protagonista em 2024 dramatiza a ascensão do cantor e reforça o simbolismo de sua presença em meio a debates sobre imigração e diversidade dentro dos Estados Unidos.
Próximo olhar: o apito final e o legado imediato
Quando o cronômetro marcar o fim do terceiro quarto da final, todas as atenções se voltarão ao centro do campo. A performance de Bad Bunny no Super Bowl, agendada para o intervalo da partida no Levi’s Stadium, tende a cristalizar o espanhol na memória do evento e, segundo os organizadores, pode redimensionar os critérios de escolha de convidados nas próximas temporadas. A partir desse ponto, o histórico do show do intervalo incluirá um marco linguístico e cultural que, até então, não existia na competição.

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou apaixonada por tornar a vida mais leve, prática e organizada — especialmente depois que me tornei mãe.
Criei o Organiza Simples como um cantinho acolhedor para compartilhar tudo o que aprendi (e continuo aprendendo!) sobre organização da casa, da rotina e da mente, sem fórmulas impossíveis ou metas inalcançáveis.
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