Bloco do Amor transforma o carnaval de Brasília em referência de respeito e diversidade

Em pleno sábado de Carnaval de 2026, o Bloco do Amor voltou a ocupar o centro de Brasília, cercando a Biblioteca e o Museu Nacional com cores, glitter e um público plural que se espalhou pela Esplanada. Criado em 2015 e reconhecido pelos foliões como um território livre de preconceitos, o bloco reforçou nesta edição o lema “Sonhar como Ato de Existência”, mantendo a proposta de transformar a festa em manifesto de respeito, diversidade e afeto coletivo.
- Histórico do Bloco do Amor: de via secundária ao coração da capital
- Bloco do Amor em 2026: organização, lema e estrutura monumental
- Diversidade sonora, visual e humana marca presença no Bloco do Amor
- Segurança e respeito: protocolos que zeraram registros de violência em 2024
- Relatos de foliões reforçam ambiente de acolhimento no Distrito Federal
- Famílias, crianças e educação para a diversidade
- Da nostalgia à transformação social: por que “Sonhar” é ato político
- Números e reconhecimento institucional
- Próximos dias na Plataforma Monumental
Histórico do Bloco do Amor: de via secundária ao coração da capital
A trajetória do bloco começou há 11 anos em um trabalho voluntário na Via S2 do Plano Piloto, região que concentrava profissionais que “vendiam amor”, segundo os organizadores. Com o rápido crescimento do público, o espaço inicial tornou-se insuficiente e a festa migrou para a área externa do Museu Nacional de Brasília. Em 2025, o número de participantes foi estimado em quase 70 mil pessoas, marca que consolidou a festa como uma das maiores manifestações culturais do Distrito Federal.
Bloco do Amor em 2026: organização, lema e estrutura monumental
Para comportar a multidão prevista neste ano, a coordenação integrou o bloco à Plataforma Monumental, estrutura planejada para receber vários eventos ao longo de quatro dias. Com isso, a logística de palco, som e segurança ganhou reforço especial. A coordenadora geral, Letícia Helena — produtora cultural, cantora, figurinista e graduada em Artes Cênicas pela Universidade de Brasília — explica que o lema de 2026 reafirma o ato de sonhar como ferramenta de resistência social em um cenário de convívio pacífico entre diferenças.
Diversidade sonora, visual e humana marca presença no Bloco do Amor
A pluralidade aparece também na seleção musical. Do axé retrô ao eletrônico, passando por pop, MPB e forró, os ritmos se alternam para atender a um público que inclui representantes de toda a comunidade LGBTQIAPN+. Dançarinos no palco refletem essa variedade com coreografias que mesclam referências tradicionais de carnaval e movimentos contemporâneos. A estética vibrante, alimentada por roupas cheias de brilho, bandeiras e pintura corporal, transformou o entorno do Museu Nacional em uma passarela espontânea de expressões identitárias.
Segurança e respeito: protocolos que zeraram registros de violência em 2024
Ao longo de 11 anos, a equipe do bloco aperfeiçoou protocolos de acolhimento que indicam aos colaboradores como agir em situações de assédio ou violência. O resultado mais emblemático foi registrado em 2024, quando a Secretaria de Segurança Pública do DF não contabilizou ocorrências de agressão ou assédio a mulheres durante o desfile. Para 2026, o mesmo padrão foi mantido: orientadores treinados circulam entre os foliões, postos de apoio psicológico funcionam próximos ao palco e mensagens de conscientização são transmitidas nos intervalos das atrações musicais.
Relatos de foliões reforçam ambiente de acolhimento no Distrito Federal
Entre a plateia, histórias pessoais ilustram o impacto do evento. O casal Fernando Franq, 34 anos, e Ana Flávia Garcia, 53, descreve o bloco como “espaço do coração” porque reúne amigos artistas e garante segurança à comunidade LGBT. A bióloga recém-formada Clarisse Pontes, 22, escolheu o desfile para viver seu primeiro carnaval, motivada pela reputação de respeito e paz. Já o estudante Alasca Ricarte, 23, frequenta o Bloco do Amor pela quarta vez e comparece fantasiado de Dionísio com as cores da bandeira da bissexualidade, destacando a liberdade para “ser quem quiser”.

Imagem: Internet
Famílias, crianças e educação para a diversidade
O caráter inclusivo também atrai famílias. O servidor público Ricardo Maurício, 41, levou a filha de sete anos para mostrar na prática a riqueza da convivência entre diferentes orientações e identidades. Ele relata que a menina está acostumada a interagir com casais gays e pessoas trans, tornando a experiência carnavalesca uma extensão natural do cotidiano. Para a estudante Ana Luíza, 25, o critério de escolha do bloco foi justamente a combinação de animação com segurança, após ter presenciado desrespeito a mulheres em outros eventos.
O slogan deste ano aprofunda a visão político-poética que acompanha o Bloco do Amor desde a fundação. Para a organização, a simples possibilidade de compartilhar alegria em um ambiente livre de preconceitos demonstra que o sonho pode resultar em mudanças concretas — como a queda de registros de violência e a ampliação do espaço urbano para corpos historicamente marginalizados. A música nostálgica do axé dos anos 1990 se funde com batidas eletrônicas modernas, criando ponte simbólica entre passado e futuro de um carnaval que reivindica pluralidade.
Números e reconhecimento institucional
Embora ainda não haja balanço oficial do público em 2026, a estimativa informal dos organizadores indica que a marca de 70 mil foliões alcançada no ano anterior deve ser repetida ou até superada. A relevância cultural do bloco já é reconhecida por órgãos como a Secretaria de Cultura do DF, que incluiu o desfile na programação oficial, e pela própria Secretaria de Segurança, envolvida no desenvolvimento dos protocolos de atendimento. Esses dados reforçam a consolidação da festa como eixo de turismo e economia criativa na capital federal.
Próximos dias na Plataforma Monumental
A programação da Plataforma Monumental segue até o fim do feriado, reunindo outros blocos e apresentações artísticas que compartilharão a mesma infraestrutura montada para o Bloco do Amor. Nos próximos dias, os visitantes poderão acompanhar novas atrações musicais, cortejos performáticos e rodas de conversa sobre cidadania e carnaval seguro, sempre no mesmo perímetro que circunda o Museu Nacional de Brasília.

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou apaixonada por tornar a vida mais leve, prática e organizada — especialmente depois que me tornei mãe.
Criei o Organiza Simples como um cantinho acolhedor para compartilhar tudo o que aprendi (e continuo aprendendo!) sobre organização da casa, da rotina e da mente, sem fórmulas impossíveis ou metas inalcançáveis.
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