Botafogo sofre com altitude de 4.200 m e perde para o Nacional Potosí na ida da Libertadores

Botafogo iniciou sua caminhada na segunda fase preliminar da Copa Libertadores da América com derrota fora de casa. A equipe alvinegra foi superada pelo Nacional Potosí por 1 a 0 na noite de quarta-feira (18), no estádio Víctor Agustín Ugarte, situado a 4.200 metros acima do nível do mar, em Potosí, Bolívia. O revés coloca o clube carioca em situação de risco e exige um triunfo expressivo no duelo de volta, agendado para o dia 25 de fevereiro, no Rio de Janeiro.
- Altitude extrema desafia Botafogo em Potosí
- Como o Nacional Potosí construiu o 1 a 0
- O que o técnico Martín Anselmi precisa para o jogo de volta
- Botafogo e o cenário do confronto no Nilton Santos
- Bahia também tropeça e complica situação na Libertadores
- Próximos passos na segunda fase preliminar da Copa Libertadores
Altitude extrema desafia Botafogo em Potosí
O fator geográfico foi o primeiro obstáculo enfrentado pelo Botafogo. A cidade de Potosí, uma das mais altas do planeta, impôs condições físicas adversas a todos os atletas presentes em campo. De acordo com o relato oficial da partida, o desempenho técnico e a intensidade caíram nitidamente devido aos 4.200 metros de altitude. Os jogadores apresentaram desgaste acelerado, o que resultou em ritmo mais lento e dificuldade de execução em lances básicos, como passes curtos e finalizações.
Mesmo ciente do desafio, a delegação carioca não conseguiu neutralizar os efeitos do ambiente, e a partida ganhou contornos de confronto de sobrevivência. O Nacional Potosí, adaptado às condições locais, aproveitou a situação para equilibrar a posse de bola e testar a resistência do adversário, enquanto o Alvinegro buscava poupar energia sempre que possível.
Como o Nacional Potosí construiu o 1 a 0
Em termos de oportunidades, o jogo trouxe chances para ambos os lados. Contudo, a eficiência esteve com o clube boliviano. O gol decisivo saiu logo no início do segundo tempo. O lateral Baldomar avançou pela faixa direita, encontrou espaço e colocou a bola nas redes, selando o placar de 1 a 0. A desatenção defensiva do Botafogo nesse lance foi determinante, já que, na etapa inicial, a equipe tinha conseguido conter as investidas locais.
Depois de abrir vantagem, o Nacional Potosí adotou postura mais cautelosa, apostando em linhas recuadas para preservar o resultado. A formação carioca ainda tentou reagir, porém esbarrou na queda de rendimento físico e na dificuldade de adaptação ao gramado e ao ar rarefeito. Assim, a vantagem mínima permaneceu até o apito final.
O que o técnico Martín Anselmi precisa para o jogo de volta
O cenário na tabela de classificação da fase preliminar é simples, porém desafiador. Orientada pelo treinador argentino Martín Anselmi, a equipe do Botafogo terá de superar o rival em casa para seguir adiante na Libertadores. Se vencer por um gol de diferença, forçará a decisão por pênaltis. Caso triunfe com margem de dois gols ou mais, avança diretamente à fase seguinte sem necessidade de cobranças da marca do cal. Qualquer empate ou nova derrota elimina o time alvinegro.
Para obter o resultado necessário, Anselmi precisará repensar alternativas táticas. No duelo de ida, a lentidão na construção ofensiva foi agravada pela condição atmosférica, mas a volta acontece no estádio Nilton Santos, em nível do mar, onde a equipe carioca historicamente impõe maior velocidade. Ajustes nos setores de criação e finalização, sobretudo para ampliar poder de fogo logo nos minutos iniciais, tornam-se prioridade.
Botafogo e o cenário do confronto no Nilton Santos
A expectativa dos torcedores se volta ao encontro marcado para 21h30 (horário de Brasília) de quarta-feira, 25 de fevereiro. O estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, representa o ambiente favorável ao Alvinegro de General Severiano. Jogando em casa e sem as restrições impostas pela altitude, o clube confia na recuperação das condições físicas de seus atletas e no aproveitamento do gramado conhecido para desenvolver seu estilo habitual de troca de passes.

Imagem: Internet
A missão, entretanto, não se limita a buscar o marcador. A equipe carioca precisa manter atenção às transições defensivas, já que um gol do Nacional Potosí fora de casa complicaria ainda mais o panorama pelos critérios de desempate. O lateral Baldomar, autor do gol em Potosí, surge como peça a ser vigiada de perto. A estratégia passa por pressionar desde o meio-campo, ganhar a segunda bola e converter domínio territorial em oportunidades claras.
Bahia também tropeça e complica situação na Libertadores
O futebol brasileiro registrou outro revés na mesma noite. O Bahia saiu derrotado por 1 a 0 diante do O’Higgins, no estádio El Teniente, em Rancágua, Chile, em partida válida igualmente pela segunda fase preliminar. O gol saiu logo aos três minutos do primeiro tempo, quando o atacante Francisco González acertou arremate preciso que definiu a partida.
O clube nordestino agora carrega a mesma necessidade do Botafogo: alcançar, em casa, diferença de dois gols para avançar diretamente, ou vencer por margem simples e levar a decisão às penalidades. A volta acontecerá em Salvador, na próxima semana, diante de sua torcida, cenário no qual o Tricolor de Aço pretende reverter o placar adverso.
Próximos passos na segunda fase preliminar da Copa Libertadores
Com os resultados desta quarta-feira, o quadro de confrontos segue aberto. As partidas de volta concentrarão as atenções de torcedores e analistas. No Rio de Janeiro, a bola rola às 21h30 de 25 de fevereiro para Botafogo x Nacional Potosí. Já em Salvador, a definição entre Bahia e O’Higgins será no mesmo período da semana, também valendo vaga na terceira etapa qualificatória.
Até lá, as equipes brasileiras priorizarão a recuperação física e ajustes estratégicos. Ambos os clubes dependem do fator casa para alterar o rumo na maior competição continental sul-americana.

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou apaixonada por tornar a vida mais leve, prática e organizada — especialmente depois que me tornei mãe.
Criei o Organiza Simples como um cantinho acolhedor para compartilhar tudo o que aprendi (e continuo aprendendo!) sobre organização da casa, da rotina e da mente, sem fórmulas impossíveis ou metas inalcançáveis.
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