China cobra cooperação dos EUA após acordo de venda do TikTok e reforça exigência de respeito às leis chinesas

China cobra cooperação dos EUA após acordo de venda do TikTok e reforça exigência de respeito às leis chinesas

TikTok volta ao centro das discussões geopolíticas depois que a ByteDance, controladora da plataforma, firmou um acordo para repassar o comando da operação norte-americana a um consórcio liderado por investidores dos Estados Unidos. Em resposta ao negócio, o Ministério do Comércio da China declarou esperar que a transação seja conduzida em conformidade com a legislação chinesa e solicitou colaboração por parte de Washington.

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Pressões que levaram à mudança de controle do TikTok

A venda parcial da operação estadunidense do TikTok surgiu como alternativa a um cenário de iminente banimento. Autoridades norte-americanas alegaram riscos de segurança nacional, citando suspeitas de que dados de mais de 170 milhões de usuários locais poderiam ser acessados pelo governo chinês. Diante da ameaça de bloqueio, a ByteDance aceitou reorganizar a estrutura societária, criando uma empresa independente para atuar no território dos Estados Unidos.

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Essa decisão está alinhada a medidas adotadas anteriormente por Washington contra aplicativos de origem estrangeira considerados sensíveis. O objetivo do governo norte-americano, segundo os documentos oficiais divulgados, é impedir que informações pessoais de cidadãos sejam utilizadas de maneira que possa comprometer a segurança do país.

TikTok USDS Joint Venture: composição e responsabilidades

No centro do novo arranjo está a TikTok USDS Joint Venture LLC, companhia formada especificamente para administrar as atividades consideradas “sensíveis” dentro do mercado norte-americano. O controle da joint venture pertence a um grupo de investidores dos EUA, liderado pela Oracle e pela gestora de tecnologia Silver Lake, com participação do fundo MGX, de Abu Dhabi. A ByteDance permanece como acionista minoritária, detendo menos de 20% das cotas.

A operação da plataforma no país foi avaliada em aproximadamente US$ 14 bilhões, cifra que reflete o potencial de receita da rede social junto ao público norte-americano. A nova estrutura assume tarefas críticas: armazenamento local de dados, segurança do algoritmo, moderação de conteúdo e manutenção do software. Todas essas funções respondem diretamente às exigências levantadas por órgãos federais dos Estados Unidos.

Ministério do Comércio da China defende ambiente de negócios equitativo

Em entrevista coletiva, o porta-voz He Yongqian afirmou que Pequim “espera que as empresas envolvidas alcancem soluções alinhadas às leis chinesas e às necessidades de todas as partes”. O representante acrescentou que o governo chinês aguarda “cooperação na mesma direção” por parte de Washington, solicitando um ambiente comercial “justo, aberto, transparente e não discriminatório” para companhias chinesas que continuem atuando no mercado norte-americano.

A manifestação oficial foi feita alguns dias após a assinatura do acordo e reforça a posição de Pequim de proteger os direitos de suas empresas. O recado sublinha a importância de respeitar regulamentações domésticas, uma vez que a exportação de determinados algoritmos e tecnologias pode depender de autorizações do governo central chinês.

Oracle assume papel de parceira de segurança do TikTok

Um dos pontos-chave do entendimento é a designação da Oracle como “parceira de segurança confiável”. Na prática, a companhia norte-americana fica encarregada de auditar o cumprimento das regras de proteção de dados e de armazenar as informações dos usuários dos Estados Unidos em servidores localizados dentro do próprio país. Essa separação física visa impedir que dados cruzem fronteiras, respondendo a preocupações de interferência estrangeira.

A Oracle também monitorará o funcionamento do algoritmo de recomendação de vídeos, garantindo que eventuais mudanças estejam de acordo com exigências de segurança nacional. Ao transferir essa responsabilidade, a ByteDance busca afastar acusações de que o governo chinês poderia manipular ou acessar conteúdos exibidos para o público dos EUA.

Consequências para usuários, criadores de conteúdo e anunciantes

Do ponto de vista do público, a reorganização societária promete manter o aplicativo disponível sem interrupções. Como a ameaça de banimento foi o principal motivo para a venda, o novo modelo de gestão preserva a presença do TikTok nas lojas de aplicativos e garante continuidade para criadores de conteúdo, marcas e anunciantes registrados nos Estados Unidos.

Para influenciadores e agências, o compromisso de armazenar dados em território norte-americano pode reduzir incertezas jurídicas, sobretudo quanto ao uso de informações pessoais e métricas de desempenho. Já para anunciantes, a permanência da rede social significa acesso a uma base de usuários altamente engajada, elemento considerado estratégico em campanhas de marketing digital.

Próximos passos até a conclusão do acordo

O cronograma divulgado estabelece que todos os trâmites sejam finalizados até 22 de janeiro de 2026. Até lá, a joint venture deverá estruturar equipes, migrar sistemas e comprovar conformidade com as exigências de segurança nacional dos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, a ByteDance seguirá respondendo por frentes comerciais globais, como publicidade, marketing e e-commerce, mantendo a identidade internacional da plataforma.

Enquanto isso, o Ministério do Comércio da China continuará acompanhando a implementação, monitorando se o processo respeita tanto as regras chinesas quanto os compromissos assumidos pelos Estados Unidos. Esse acompanhamento será determinante para verificar se, de fato, o ambiente comercial permanecerá “não discriminatório”, conforme solicita Pequim.

Todos os detalhes operacionais, desde auditorias conduzidas pela Oracle até eventuais ajustes no algoritmo, precisam ser apresentados às autoridades competentes antes da data-limite estipulada.

22 de janeiro de 2026 é, portanto, o próximo marco a ser observado, quando se espera que a estrutura definitiva do TikTok nos Estados Unidos esteja plenamente implementada.

OrganizaSimples

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou apaixonada por tornar a vida mais leve, prática e organizada — especialmente depois que me tornei mãe. Criei o Organiza Simples como um cantinho acolhedor para compartilhar tudo o que aprendi (e continuo aprendendo!) sobre organização da casa, da rotina e da mente, sem fórmulas impossíveis ou metas inalcançáveis.

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