Cirurgias eletivas no SUS batem recorde: 14,7 milhões de procedimentos em 2025 e nova estratégia federal

Cirurgias eletivas no SUS batem recorde: 14,7 milhões de procedimentos em 2025 e nova estratégia federal

O Sistema Único de Saúde (SUS) realizou 14,7 milhões de cirurgias eletivas em 2025, quantidade inédita para um único ano e celebrada pelo governo federal como resultado direto de políticas públicas direcionadas à redução de filas e à ampliação de acesso da população a procedimentos programados.

Índice

Avanço nas cirurgias eletivas: recorde histórico em 2025

O dado central divulgado em Salvador indica crescimento consistente no volume de cirurgias eletivas ofertadas pelo SUS. Em 2024 haviam sido 13,6 milhões de procedimentos, marca até então recorde. O salto de aproximadamente 1,1 milhão de operações no intervalo de um ano estabelece novo parâmetro para a rede pública, demonstrando capacidade de expansão mesmo após superar o patamar anterior.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, presente ao evento que oficializou os números, atribuiu o avanço ao compromisso governamental de eliminar filas e garantir “respeito ao povo pobre”, conforme declarado no ato. Já o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, detalhou que a conquista só foi possível graças a um arranjo federativo de grande amplitude, que envolveu estados, municípios, hospitais filantrópicos e unidades privadas credenciadas.

Política pública e financiamento das cirurgias eletivas

Segundo o Ministério da Saúde, a execução de 14,7 milhões de cirurgias eletivas está diretamente relacionada ao programa Agora Tem Especialistas. A iniciativa introduziu uma nova tabela de pagamento que remunera procedimentos com valores superiores aos praticados anteriormente pelo Tabela SUS tradicional. Esse reajuste, conforme a pasta, funciona como estímulo financeiro para que gestores estaduais, municipais e instituições parceiras ampliem sua capacidade cirúrgica.

Ao lado do incremento de repasses, o plano estabelece metas de produção e acompanhamento de resultados. O modelo, ainda de acordo com o ministério, cria ambiente de maior previsibilidade orçamentária, permitindo que hospitais planejem agendas, reforcem equipes e otimizem salas cirúrgicas. Assim, os recursos adicionais convertem-se em aumento efetivo da oferta à população.

Parcerias federativas ampliam acesso às cirurgias eletivas

De forma reiterada, a cúpula da Saúde destacou que o recorde de cirurgias eletivas decorre de esforço coletivo. A coordenação federal atua na definição de critérios de financiamento, enquanto unidades da federação definem prioridades locais e articulam a execução. Hospitais filantrópicos, historicamente responsáveis por parcela relevante da assistência, aderiram em massa ao programa, fortalecendo sua participação.

Também participaram estabelecimentos particulares contratados pelo SUS. Ao receber remuneração ajustada, essas organizações destinaram horários de centro cirúrgico a pacientes da rede pública, especialmente em procedimentos de média complexidade — parte expressiva da fila nacional. O desenho colaborativo buscou distribuir a demanda conforme a capacidade instalada em cada região.

Fortalecimento da atenção básica com novos combos de equipamentos

Além da meta de 150 “combos cirúrgicos” voltados à assistência hospitalar, o Ministério da Saúde prevê a entrega de 10 mil conjuntos adicionais para unidades básicas. A distribuição de equipamentos tem por objetivo elevar a resolutividade da Atenção Primária, evitando que condições menores evoluam para casos cirúrgicos mais complexos.

Na Bahia, 1.030 desses combos já foram entregues. Entre os itens presentes figuram câmara fria para armazenamento de vacinas, balança digital e laser terapêutico destinado ao tratamento de feridas e ações de reabilitação. Esses dispositivos, ao reforçar consultas iniciais, podem reduzir a pressão sobre a média e alta complexidade, beneficiando a programação de cirurgias eletivas.

Telessaúde e expansão do Samu impulsionam rede de suporte

Outro componente destacado foi o envio de 575 mil kits de telessaúde às prefeituras. O recurso tecnológico amplia a conectividade entre profissionais da ponta e especialistas, permitindo segunda opinião qualificada e acompanhamento pós-operatório remoto. A medida pode diminuir deslocamentos, otimizar diagnóstico e facilitar triagem de candidatos a procedimentos cirúrgicos.

No mesmo pacote de investimentos, o estado da Bahia recebeu 107 novas ambulâncias para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Com a frota, a cobertura estadual passou a 100%, reforçando o transporte de pacientes em condição de urgência antes e depois de intervenções cirúrgicas. A integração entre atendimento pré-hospitalar e rede de unidades de saúde completa o ciclo assistencial sustentado pelo SUS.

Como o resultado se conecta à estratégia nacional de saúde

O marco de 14,7 milhões de cirurgias eletivas em 2025 sinaliza convergência entre financiamento, gestão e oferta de serviços. A nova tabela do Agora Tem Especialistas alia incentivo financeiro à pactuação de metas, enquanto a entrega de combos cirúrgicos e equipamentos de atenção básica fortalece a base do sistema. Telessaúde e Samu, por sua vez, ampliam o alcance e a integração da rede.

Com a conjunção dessas frentes, o Ministério da Saúde busca criar um ciclo virtuoso: diagnóstico precoce, encaminhamento ágil, realização do procedimento e acompanhamento pós-operatório. A redução de filas e a elevação da qualidade assistencial aparecem como resultados pretendidos e, segundo a pasta, já palpáveis diante do volume de procedimentos alcançado.

Próximos passos na expansão dos serviços cirúrgicos

Para 2026, o governo federal mantém a projeção de distribuir a totalidade dos 150 combos hospitalares e dos 10 mil destinados à Atenção Primária, mantendo vigilância sobre a execução das metas estaduais. A expectativa expressa no evento de Salvador é que, com a infraestrutura em implantação e a remuneração reforçada, o ritmo de cirurgias eletivas se sustente, evitando novo acúmulo de demandas reprimidas.

O Ministério da Saúde informou que continuará monitorando a parceria com hospitais filantrópicos e privados, avaliando a necessidade de ajustes na tabela de procedimentos e na logística de distribuição de insumos. Assim, pretende assegurar que o recorde de 2025 represente não um ápice isolado, mas um patamar mínimo para os anos seguintes.

OrganizaSimples

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou apaixonada por tornar a vida mais leve, prática e organizada — especialmente depois que me tornei mãe. Criei o Organiza Simples como um cantinho acolhedor para compartilhar tudo o que aprendi (e continuo aprendendo!) sobre organização da casa, da rotina e da mente, sem fórmulas impossíveis ou metas inalcançáveis.

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