Coco Austin detalha opção por amamentação prolongada até os seis anos e destaca respaldo de entidades médicas

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A modelo e personalidade de TV Coco Austin, conhecida pelo trabalho ao lado do marido Ice-T, voltou a comentar publicamente a decisão de amamentar a filha Chanel durante seis anos. Aos nove anos, a criança já está completamente desmamada, e a mãe afirma não ter arrependimentos sobre o período considerado longo para os padrões norte-americanos. O tema, que gerou críticas e apoio nas redes sociais, é amparado por recomendações de entidades como a Academia Americana de Pediatria (AAP) e a Organização Mundial da Saúde (OMS), que indicam que a amamentação pode estender-se por pelo menos dois anos e seguir enquanto for desejado por mãe e filho.
- Quem é Coco Austin e qual o contexto familiar
- O que motivou a amamentação até os seis anos
- Quando e como ocorreu o desmame
- Reações do público e debate nas redes sociais
- O que dizem as diretrizes médicas sobre amamentação prolongada
- Evidências sobre segurança e benefícios
- Fatores culturais e prevalência nos Estados Unidos
- Experiência de Austin à luz das recomendações oficiais
- Críticas, apoio e o tema do “parent shaming”
- A importância da decisão informada
- Possíveis desafios da amamentação prolongada
- Panorama final do caso
Quem é Coco Austin e qual o contexto familiar
Nascida nos Estados Unidos, Coco Austin construiu carreira como modelo, atriz e personalidade de reality shows. Ela é casada com o rapper e ator Ice-T, e o casal tem uma filha, Chanel, atualmente com nove anos. Desde o nascimento da menina, em 2015, a rotina familiar atrai atenção do público, principalmente nas redes sociais do casal, que somam milhões de seguidores. Nesse espaço, Austin compartilhou etapas da maternidade, incluindo a escolha de manter a amamentação por um período mais extenso do que a maioria das famílias norte-americanas costuma praticar.
O que motivou a amamentação até os seis anos
De acordo com relato recente em podcast, Coco Austin explica que, após o primeiro ano de vida, a filha já consumia alimentos sólidos normalmente. Portanto, o leite materno deixou de ser a única fonte nutricional e passou a funcionar, sobretudo, como um recurso de conforto para o adormecer. A apresentadora descreve que a criança solicitava o seio principalmente ao dormir, como forma de proximidade com a mãe. Com base nessa dinâmica, Austin decidiu permitir que Chanel interrompesse o hábito quando se sentisse pronta, sem impor um prazo predeterminado.
Quando e como ocorreu o desmame
A prática manteve-se até por volta dos seis anos de idade. Segundo a mãe, a própria criança percebeu gradualmente que não precisava mais mamar e deixou de pedir o seio. Para Austin, esse processo reforçou a autonomia da filha e encerrou-se sem conflito. A apresentadora aponta que nunca imaginou prolongar a amamentação até a adolescência e acreditava que, em algum momento, o costume pareceria “estranho” para a própria menina, o que de fato aconteceu.
Reações do público e debate nas redes sociais
O hábito de amamentar crianças maiores não é comum nos Estados Unidos, e Coco Austin passou a receber comentários de apoio e de reprovação já em 2020, quando publicou foto amamentando Chanel aos quatro anos. Parte dos seguidores considerou a prática “esquisita” ou “exagerada”, enquanto outros defenderam o direito da família de conduzir a experiência conforme julgasse melhor. Entre as manifestações positivas, mães que por motivos diversos não conseguiram amamentar destacaram que cada família possui necessidades distintas e que críticas ao cuidado alheio são inadequadas.
O que dizem as diretrizes médicas sobre amamentação prolongada
Academia Americana de Pediatria (AAP)
A AAP recomenda amamentação exclusiva pelos primeiros seis meses de vida, sem oferta de água ou outros alimentos. Após esse período, orienta a introdução de alimentos complementares e mantém o incentivo ao aleitamento por pelo menos dois anos ou pelo tempo que mães e filhos desejarem.
Organização Mundial da Saúde (OMS)
O órgão internacional apresenta diretriz semelhante: aleitamento exclusivo por cerca de seis meses e continuação até, no mínimo, dois anos, com oferta de outros alimentos adequados à idade. A OMS ressalta benefícios nutricionais, imunológicos e emocionais que persistem mesmo após o segundo ano.
Diretrizes Alimentares para Americanos

Imagem: Parents
O documento 2020-2025 que norteia políticas públicas de nutrição nos Estados Unidos endossa a manutenção do leite materno para crianças pequenas, reforçando a orientação da AAP e da OMS sobre amamentação continuada.
Evidências sobre segurança e benefícios
A Academia Americana de Médicos de Família (AAFP) declara não existir evidência de que a prática prolongada cause danos à mãe ou ao filho. A entidade enfatiza que a decisão deve ser respeitada, ainda que a maioria das famílias no país opte pelo desmame antes dos dois anos. Organizações de apoio a lactantes, como a La Leche League, complementam que, em geral, as crianças desmamam naturalmente quando não sentem mais necessidade, sem prejuízos ao desenvolvimento.
Fatores culturais e prevalência nos Estados Unidos
Embora aceitável do ponto de vista médico, amamentar crianças em idade pré-escolar ainda é exceção na cultura norte-americana. Pesquisas nacionais indicam que a taxa de aleitamento cai acentuadamente após o primeiro ano, refletindo questões sociais, retorno ao trabalho e percepções públicas sobre o tema. Esse cenário ajuda a explicar a surpresa ou reprovação registrada nos comentários às postagens de Coco Austin.
Experiência de Austin à luz das recomendações oficiais
Comparando o relato da apresentadora com as diretrizes, observa-se que a amamentação de Chanel foi exclusiva até os seis meses, seguiu com alimentação complementar depois do primeiro ano e estendeu-se além dos dois anos, dentro dos parâmetros propostos por AAP e OMS. Dessa forma, a escolha da família encontra respaldo científico, mesmo destoando de práticas predominantes em seu país.
Críticas, apoio e o tema do “parent shaming”
O episódio ilustra como decisões sobre alimentação infantil podem suscitar julgamentos externos. Ao compartilhar a rotina, Coco Austin recebeu mensagens que consideravam a amamentação prolongada inadequada e outras que aplaudiam a disponibilidade de tempo e de leite. Entre os elogios, diversas seguidoras relataram dificuldade em produzir leite ou manter o aleitamento, reforçando que cada trajetória é única. O debate também traz à tona a discussão sobre “parent shaming”, expressão em inglês usada para indicar críticas públicas à forma como pais e mães conduzem a criação dos filhos.
A importância da decisão informada
Especialistas em saúde infantil enfatizam que, diante de recomendações amplas, o ideal é que cada família avalie condições de trabalho, disponibilidade e bem-estar emocional. A mensagem central das entidades médicas permanece: o leite materno é altamente benéfico, mas, quando a amamentação não é possível ou desejada, fórmulas lácteas garantem nutrição adequada. Em qualquer cenário, a prioridade é que a criança receba alimentação segura e equilibrada.
Possíveis desafios da amamentação prolongada
Apesar dos benefícios comprovados, mulheres que decidem manter o aleitamento por vários anos podem enfrentar questionamentos sociais, necessidade de conciliar trabalho e vida doméstica e cansaço físico. O suporte de familiares, profissionais de saúde e redes de apoio é crucial para que o processo ocorra de maneira saudável. No caso de Coco Austin, a visibilidade pública amplificou esse desafio, expondo-a tanto a incentivos quanto a críticas de desconhecidos.
Panorama final do caso
A experiência de Coco Austin ilustra como a amamentação além dos dois anos, embora respaldada por entidades médicas, ainda gera debate. O percurso de Chanel, desmamada aos seis anos por iniciativa própria, coincide com as orientações de organismos nacionais e internacionais que asseguram não haver prejuízo em manter o aleitamento enquanto for conveniente para mãe e filho. Ao revelar detalhes desse processo, a família contribui para ampliar a discussão sobre escolhas parentais e evidencia que, na presença de informação confiável, diferentes caminhos podem ser saudáveis e adequados.

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou apaixonada por tornar a vida mais leve, prática e organizada — especialmente depois que me tornei mãe.
Criei o Organiza Simples como um cantinho acolhedor para compartilhar tudo o que aprendi (e continuo aprendendo!) sobre organização da casa, da rotina e da mente, sem fórmulas impossíveis ou metas inalcançáveis.

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