Comerciais polêmicos do Super Bowl: os 10 anúncios que abalaram marcas e audiência

Comerciais polêmicos do Super Bowl: os 10 anúncios que abalaram marcas e audiência

Na noite em que o futebol americano para os Estados Unidos – e boa parte do planeta – a atenção se divide entre a disputa em campo, o show do intervalo e, inevitavelmente, os anúncios milionários exibidos no intervalo. A cada edição, a expectativa em torno dos comerciais polêmicos do Super Bowl cresce, pois o histórico da final da NFL mostra que nem sempre a busca por viralização termina bem. Com valores que ultrapassam os sete milhões de dólares por apenas 30 segundos, um erro de avaliação pode custar caro às marcas, como revelam os dez casos mais controversos já veiculados durante o evento.

Índice

Por que os comerciais polêmicos do Super Bowl chamam tanta atenção?

O Super Bowl é uma das raras ocasiões em que o público aguarda pelos intervalos comerciais com genuína curiosidade. Para as empresas, isso representa vitrine global e, ao mesmo tempo, exposição a críticas instantâneas. A combinação de audiência massiva, investimentos astronômicos e timing cultural sensível faz com que qualquer deslize seja amplificado. Os comerciais polêmicos do Super Bowl, portanto, tornam-se exemplos didáticos de como decisões criativas, referências culturais e representações sociais podem desencadear reações que vão de notas de repúdio a boicotes organizados.

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Comerciais polêmicos do Super Bowl: lista completa dos 10 casos emblemáticos

A seguir, os principais fatos sobre cada um dos dez anúncios que entraram para a história pelo motivo errado.

1. Snickers – “Kiss” (2007): exibido no Super Bowl XLI, mostra dois mecânicos que, ao morderem a mesma barra, tocam os lábios por acidente e entram em pânico. A reação de “restaurar a masculinidade” foi criticada por entidades como GLAAD e Human Rights Campaign.

2. GoDaddy – “Shower” (2009): durante o Super Bowl XLIII, a empresa de hospedagem de sites recorreu a erotização e humor raso ao mostrar universitários assistindo à piloto Danica Patrick no chuveiro. A peça provocou manifestação da National Organization for Women.

3. Focus on the Family – “Celebrate Family” (2010): no Super Bowl XLIV, a organização religiosa trouxe Pam Tebow relatando dificuldades na gravidez de Tim Tebow. O subtexto antiaborto gerou reação imediata de grupos pró-direitos reprodutivos.

4. General Motors – “Robot” (2007): também em 2007, a montadora veiculou história de um robô de linha de montagem que, após falhar, sonha em se suicidar. A American Foundation for Suicide Prevention solicitou a retirada do anúncio.

5. Salesgenie – “Pandas” (2008): exibido no Super Bowl XLII, mostrava pandas caricatos com sotaque estereotipado. Acusada de racismo, a InfoUSA retirou o comercial.

6. Groupon – “Tibet” (2011): no Super Bowl XLV, Timothy Hutton citava a crise humanitária tibetana para em seguida promover cupons de restaurante. A indignação popular fez a companhia rever a campanha.

7. Nuveen – “The Future” (2000): no Super Bowl XXXIV, a peça especulava curas para AIDS e câncer em prazos curtos e trazia o ator Christopher Reeve, por computação gráfica, caminhando após lesão medular. Muitos espectadores entenderam a cena como fato.

8. SodaStream – “Sorry” (2014): para o Super Bowl XLVIII, Scarlett Johansson promovia o gaseificador caseiro e provocava Coca-Cola e Pepsi. O canal exibidor vetou a menção às rivais; já ativistas criticaram a presença da empresa em território ocupado na Cisjordânia.

9. Holiday Inn – “Class Reunion” (1997): no Super Bowl XXXI, o hotel usou a transição de gênero como piada, atribuindo preços a cirurgias estéticas e chocando tanto organizações religiosas quanto defensores dos direitos trans.

10. Just for Feet – “Kenyan Runner” (1999): transmitido no Super Bowl XXXIII, apresentava caçadores brancos “capturando” um atleta africano e calçando-o à força. A acusação de racismo foi tão destrutiva que a rede faliu menos de um ano depois.

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Imagem: Internet

Repercussão de cada comercial polêmico do Super Bowl e consequências para as marcas

As respostas variaram de simples desculpas públicas a impactos corporativos irreversíveis. A Mars, proprietária de Snickers, retirou o anúncio “Kiss” rapidamente, mas manteve intacta sua reputação graças a campanhas subsequentes de sucesso, como “Você não é você quando está com fome”. Já a GoDaddy demorou para modificar a estratégia centrada em sexualização; ainda assim, a empresa sobreviveu e migrou para peças mais convencionais, como o comercial protagonizado por Walton Goggins em 2025.

No caso de Focus on the Family, a peça reforçou a agenda antiaborto do grupo, mobilizando tanto apoiadores quanto opositores. General Motors, após queixas de associações de prevenção ao suicídio, editou versões futuras do comercial para excluir a cena da ponte, mas o debate sobre saúde mental já havia tomado conta das manchetes.

A InfoUSA, responsável pelo Salesgenie, não só removeu o vídeo dos pandas como reavaliou a decisão de produzir internamente suas peças. Groupon precisou ajustar a campanha “Save the Money”, inserindo links de doação para ONGs antes de arquivar totalmente o material. Nuveen, por sua vez, foi acusada de enganar o público; embora não tenha sofrido sanções legais, a empresa encarou questionamentos éticos que influenciaram futuras comunicações.

O impacto mais severo recaiu sobre Just for Feet. A reação negativa ao “Kenyan Runner” foi tão grande que a companhia entrou em litígio contra a agência de criação, mas não evitou a concordata. Em cenário oposto, SodaStream conseguiu transformar a censura da frase “Sorry, Coke and Pepsi” em buzz positivo, apesar de perder a embaixadora Scarlett Johansson na ONG Oxfam. Holiday Inn reformulou toda a campanha de renovação de hotéis após a acusação de transfobia.

Entidades envolvidas e histórico profissional dos protagonistas

Para compreender a dimensão dos comerciais polêmicos do Super Bowl é útil analisar quem estava por trás de cada peça. Mars Incorporated, dona da Snickers, ocupa há décadas posição de destaque no segmento de confeitos, com ampla experiência em campanhas memoráveis. GoDaddy, fundada em 1997, expandiu sua atuação de registro de domínios para hospedagem e segurança digital, mas enfrentou resistência ao usar uma abordagem de marketing inspirada em estereótipos sexuais.

Focus on the Family, organização evangélica criada em 1977, tem longo histórico de posicionamentos conservadores sobre família e sexualidade. General Motors, gigante do setor automotivo, costuma usar o Super Bowl para reforçar inovações tecnológicas e garantias de fábrica, mas em 2007 descobriu o limite da personificação de máquinas.

A InfoUSA, depois rebatizada de InfoGroup, era liderada por Vinod Gupta quando decidiu produzir sozinho o material de Salesgenie, atitude fora do padrão em campanhas desse porte. Groupon, fundada em 2008, revolucionou o mercado de cupons online, porém subestimou a sensibilidade do público ao misturar causa humanitária e promoção de descontos.

Nuveen Investments atua desde 1898 na gestão de ativos e aposentadorias, tendo apostado em tom futurista que soou ilusório. SodaStream, empresa israelense criada em 1903, vinha se reposicionando no segmento de bebidas caseiras quando recorreu à força de uma estrela de cinema. Holiday Inn, pertencente ao InterContinental Hotels Group, é rede hoteleira mundial com tradição em publicidade familiar; a escolha do tom sarcástico em 1997 destoou de sua linha usual. Já Just for Feet, varejista esportiva fundada em 1977, pretendia competir com gigantes do setor, mas tropeçou ao associar marca a narrativa racista.

O que os comerciais polêmicos do Super Bowl ensinam para 2026

Com o Super Bowl LX agendado para 8 de fevereiro, onde o New England Patriots do quarterback Drake Maye tentará superar o Seattle Seahawks, e Bad Bunny preparado para o espetáculo do intervalo, as marcas se veem diante do mesmo dilema: apostar no humor afiado ou jogar no terreno seguro. Os comerciais polêmicos do Super Bowl demonstram que, embora a ousadia possa render atenção instantânea, a linha entre irreverência e ofensa é tênue. As reações de 2007 a 2014 mostram que fatores como representatividade LGBTQIA+, sensibilidade racial, saúde mental e direitos reprodutivos figuram entre os temas cujo tratamento exige responsabilidade redobrada.

Além disso, a velocidade das redes sociais amplia a repercussão em segundos, fazendo com que organizações de defesa – de GLAAD à National Organization for Women – respondam praticamente em tempo real. Para 2026, agências e anunciantes tendem a revisitar sua governança de diversidade e inclusão antes de submeter roteiros finais. O passado prova que a resposta do público pode variar de um simples “dislike” a perdas financeiras, ações judiciais e, em casos extremos, falência.

Resta acompanhar, portanto, como as empresas pretendem equilibrar criatividade e responsabilidade na próxima final da NFL. Se a história servir de guia, cada segundo de tela continuará a ser avaliado não apenas pela originalidade, mas pela capacidade de respeitar a pluralidade do público global que, ano após ano, permanece de olhos fixos no evento televisivo mais assistido do país.

OrganizaSimples

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou apaixonada por tornar a vida mais leve, prática e organizada — especialmente depois que me tornei mãe. Criei o Organiza Simples como um cantinho acolhedor para compartilhar tudo o que aprendi (e continuo aprendendo!) sobre organização da casa, da rotina e da mente, sem fórmulas impossíveis ou metas inalcançáveis.

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