Comidas da cultura pop: 8 pratos icônicos que saltaram das telas para o imaginário coletivo

Comidas da cultura pop: 8 pratos icônicos que saltaram das telas para o imaginário coletivo

No universo do entretenimento existem comidas da cultura pop capazes de ganhar vida própria. Esses pratos aparecem com frequência ou em cenas decisivas e, por isso, gravam-se na memória coletiva, motivando espectadores a imaginar sabores e até tentar replicá-los em casa. A lista a seguir reúne oito exemplos, todos descritos em obras audiovisuais variadas e hoje reconhecidos como símbolos que extrapolam seus respectivos roteiros.

Índice

Como as comidas da cultura pop se transformam em referências além das telas

Quando um ingrediente, um preparo ou uma sobremesa surge repetidamente em filmes, séries ou desenhos, o público passa a associar aquele prato à identidade do produto cultural. A estratégia narrativa é simples: mostrar o personagem em interação íntima com a comida, enfatizar rituais de preparo ou cercar o item de mistério, como ocorre com receitas secretas. Dessa forma, a produção audiovisual cria um elo emocional que faz o prato sair da ficção para o dia a dia dos fãs. Nos oito casos listados, cada descrição de “quem, o quê, quando, onde, como e por quê” explica por que esses itens deixaram de ser simples adereços de cenário.

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Creme gostoso dos Teletubbies

Quem: Tinky-Winky, Dipsy, Laa-Laa e Po, os quatro personagens da série infantil produzida pela BBC Two.

O que: Um creme rosa, batizado na narrativa como “creme gostoso”, preparado por meio de uma engenhoca peculiar.

Quando e onde: A iguaria surge ao longo dos episódios exibidos originalmente no fim dos anos 1990. O cenário é a famosa paisagem colorida da terra dos Teletubbies.

Como: A máquina utilizada pelos personagens produz o creme de forma instantânea, reforçando a atmosfera de curiosidade que atrai o público infantil.

Por quê: A repetição da cena — e o contraste entre a cor vibrante e a consistência desconhecida — despertou o desejo de experimentar o prato, especialmente em crianças que acompanharam o programa. Esse fator transformou o creme em símbolo gastronômico do seriado, hoje disponível para streaming na Netflix.

Hambúrguer de Siri e o impacto das comidas da cultura pop em séries animadas

Quem: Bob Esponja, funcionário exemplar do restaurante Siri Cascudo, e Plâncton, proprietário do rival Balde de Lixo.

O que: O Hambúrguer de Siri, carro-chefe do cardápio do Siri Cascudo.

Quando e onde: A receita aparece desde a estreia de “SpongeBob SquarePants”, exibida pela Nickelodeon a partir de 1999. A trama se passa na Fenda do Biquíni, fundo do mar onde vivem as criaturas antropomorfizadas.

Como: Bob Esponja assume a chapa e prepara o sanduíche com dedicação absoluta, embora o processo detalhado permaneça oculto do público.

Por quê: O centro dramático reside na “fórmula secreta”, alvo constante das tentativas de roubo de Plâncton. O mistério, somado à popularidade global da série, fixou o hambúrguer como um dos alimentos fictícios mais reconhecíveis. A animação pode ser assistida, por exemplo, na Netflix e na plataforma Paramount+.

Torta de manteiga escocesa: um doce que evidencia o poder das comidas da cultura pop

Quem: Pica-Pau na versão de “The New Woody Woodpecker Show” (1999-2002), produzida pela Universal Cartoon Studios.

O que: Uma torta de manteiga escocesa, sobremesa predileta do personagem.

Quando e onde: O doce surge em diferentes episódios da série exibida pelo canal Fox Kids.

Como: A narrativa mostra o pássaro em busca da torta ou em plena degustação, cenário suficiente para encantar espectadores brasileiros, que encontraram na internet tutoriais para reproduzir a receita.

Por quê: O protagonismo do prato no desenho reforça a relação entre personagem e comida, gerando imediata vontade de provar o doce fora da ficção.

Confit Byaldi de Ratatouille (2007)

Quem: Remy, rato cozinheiro, e Anton Ego, crítico gastronômico temido na trama da Pixar.

O que: Um Confit Byaldi, variação do tradicional ratatouille da cozinha francesa.

Quando e onde: A cena decisiva ocorre perto do clímax do longa--metragem, lançado em 2007. O ambiente é a cozinha do restaurante administrado por Linguini.

Como: Remy organiza finas lâminas de legumes, assadas até atingirem textura perfeita, prato servido a Ego que, ao prová-lo, relembra a infância.

Por quê: A lembrança súbita de momentos caseiros mostra a força emotiva da comida, reforçando o conceito de que sabor e memória são inseparáveis. A obra, disponível no Disney+, popularizou o nome do prato e o tornou referência de alta gastronomia mesmo entre espectadores leigos.

Lasanha do Garfield

Quem: Garfield, gato criado nas tirinhas de 1978 por Jim Davis e amplamente adaptado para animações e filmes, como “Garfield: A Tail of Two Kitties” (2006).

O que: Lasanha, alimento que o felino consome com paixão incomparável.

Quando e onde: A associação começa nas tirinhas e se consolida nas animações televisivas, alcançando novos públicos nos cinemas.

Como: As cenas exibem Garfield saboreando porções generosas, gesto que simboliza seu caráter preguiçoso e hedonista.

Por quê: A repetição transformou a lasanha em sinônimo do personagem. O prato, disponível em qualquer culinária caseira, serve de ponte entre ficção e realidade, levando leitores e espectadores a pensar no gato laranja sempre que provam a receita. O filme pode ser visto em plataformas como Disney+ e Netflix.

Bolo de chocolate de Matilda (1996)

Quem: Bruce, aluno da escola administrada pela diretora Agatha Trunchbull, e os demais colegas, testemunhas da cena.

O que: Um grande bolo de chocolate apresentado como punição.

Quando e onde: A sequência ocorre no longa “Matilda”, adaptação de 1996 da obra de Roald Dahl, distribuída pela Sony Pictures.

Como: Diante de toda a escola, Bruce é forçado a comer o bolo inteiro, tarefa que ele cumpre apesar da pressão psicológica.

Por quê: A cena ao mesmo tempo sinistra e impactante tornou o bolo um marco visual da produção. Aparentemente saboroso, o doce inspirou diversos conteúdos culinários online que buscam reproduzi-lo. O filme está disponível em serviços como HBO Max e Amazon Prime Video.

Rãs de chocolate do universo Harry Potter

Quem: Estudantes e visitantes dos ambientes mágicos presentes em “Harry Potter and the Philosopher’s Stone” (2001).

O que: Rãs de chocolate acompanhadas por cards colecionáveis de bruxos famosos.

Quando e onde: O doce é vendido no Expresso de Hogwarts e em outros pontos do mundo bruxo apresentados no primeiro filme da franquia.

Como: As rãs, feitas inteiramente de chocolate, movem-se brevemente antes de serem consumidas, adicionando elemento lúdico.

Por quê: A combinação entre alimento e item de coleção reforça a atratividade comercial dentro da narrativa e faz com que o público, ao assistir à cena, imagine adquirir ambas as recompensas. O título pode ser visto na plataforma HBO Max.

Biscoitos Scooby

Quem: Scooby-Doo e Salsicha, membros da Mistério S.A.

O que: Biscoitos em formato característico, destinados originalmente a cães, mas consumidos também por Salsicha.

Quando e onde: Ao longo de diversas animações e filmes, incluindo “Scooby-Doo! and Krypto, Too!” (2023), distribuído pela Warner Bros. Home Entertainment.

Como: Os personagens aceitam enfrentar perigos em troca dos petiscos, frequentemente usados pelos amigos como incentivo.

Por quê: A relação entre medo, coragem e comida cria comicidade e fixa o snack no imaginário dos fãs. Os desenhos encontram-se disponíveis no catálogo da HBO Max.

Entre o creme cor-de-rosa e o bolo de chocolate, cada exemplo mostra como as comidas da cultura pop funcionam como recursos narrativos que transcendem o roteiro, alimentam a nostalgia e, ainda hoje, podem ser revisitados em serviços de streaming como Netflix, Disney+, Paramount+ e HBO Max.

OrganizaSimples

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou apaixonada por tornar a vida mais leve, prática e organizada — especialmente depois que me tornei mãe. Criei o Organiza Simples como um cantinho acolhedor para compartilhar tudo o que aprendi (e continuo aprendendo!) sobre organização da casa, da rotina e da mente, sem fórmulas impossíveis ou metas inalcançáveis.

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