Comidas da cultura pop: 8 pratos icônicos que saltaram das telas para o imaginário coletivo

No universo do entretenimento existem comidas da cultura pop capazes de ganhar vida própria. Esses pratos aparecem com frequência ou em cenas decisivas e, por isso, gravam-se na memória coletiva, motivando espectadores a imaginar sabores e até tentar replicá-los em casa. A lista a seguir reúne oito exemplos, todos descritos em obras audiovisuais variadas e hoje reconhecidos como símbolos que extrapolam seus respectivos roteiros.
- Como as comidas da cultura pop se transformam em referências além das telas
- Creme gostoso dos Teletubbies
- Hambúrguer de Siri e o impacto das comidas da cultura pop em séries animadas
- Torta de manteiga escocesa: um doce que evidencia o poder das comidas da cultura pop
- Confit Byaldi de Ratatouille (2007)
- Lasanha do Garfield
- Bolo de chocolate de Matilda (1996)
- Rãs de chocolate do universo Harry Potter
- Biscoitos Scooby
Como as comidas da cultura pop se transformam em referências além das telas
Quando um ingrediente, um preparo ou uma sobremesa surge repetidamente em filmes, séries ou desenhos, o público passa a associar aquele prato à identidade do produto cultural. A estratégia narrativa é simples: mostrar o personagem em interação íntima com a comida, enfatizar rituais de preparo ou cercar o item de mistério, como ocorre com receitas secretas. Dessa forma, a produção audiovisual cria um elo emocional que faz o prato sair da ficção para o dia a dia dos fãs. Nos oito casos listados, cada descrição de “quem, o quê, quando, onde, como e por quê” explica por que esses itens deixaram de ser simples adereços de cenário.
Creme gostoso dos Teletubbies
Quem: Tinky-Winky, Dipsy, Laa-Laa e Po, os quatro personagens da série infantil produzida pela BBC Two.
O que: Um creme rosa, batizado na narrativa como “creme gostoso”, preparado por meio de uma engenhoca peculiar.
Quando e onde: A iguaria surge ao longo dos episódios exibidos originalmente no fim dos anos 1990. O cenário é a famosa paisagem colorida da terra dos Teletubbies.
Como: A máquina utilizada pelos personagens produz o creme de forma instantânea, reforçando a atmosfera de curiosidade que atrai o público infantil.
Por quê: A repetição da cena — e o contraste entre a cor vibrante e a consistência desconhecida — despertou o desejo de experimentar o prato, especialmente em crianças que acompanharam o programa. Esse fator transformou o creme em símbolo gastronômico do seriado, hoje disponível para streaming na Netflix.
Hambúrguer de Siri e o impacto das comidas da cultura pop em séries animadas
Quem: Bob Esponja, funcionário exemplar do restaurante Siri Cascudo, e Plâncton, proprietário do rival Balde de Lixo.
O que: O Hambúrguer de Siri, carro-chefe do cardápio do Siri Cascudo.
Quando e onde: A receita aparece desde a estreia de “SpongeBob SquarePants”, exibida pela Nickelodeon a partir de 1999. A trama se passa na Fenda do Biquíni, fundo do mar onde vivem as criaturas antropomorfizadas.
Como: Bob Esponja assume a chapa e prepara o sanduíche com dedicação absoluta, embora o processo detalhado permaneça oculto do público.
Por quê: O centro dramático reside na “fórmula secreta”, alvo constante das tentativas de roubo de Plâncton. O mistério, somado à popularidade global da série, fixou o hambúrguer como um dos alimentos fictícios mais reconhecíveis. A animação pode ser assistida, por exemplo, na Netflix e na plataforma Paramount+.
Torta de manteiga escocesa: um doce que evidencia o poder das comidas da cultura pop
Quem: Pica-Pau na versão de “The New Woody Woodpecker Show” (1999-2002), produzida pela Universal Cartoon Studios.
O que: Uma torta de manteiga escocesa, sobremesa predileta do personagem.
Quando e onde: O doce surge em diferentes episódios da série exibida pelo canal Fox Kids.
Como: A narrativa mostra o pássaro em busca da torta ou em plena degustação, cenário suficiente para encantar espectadores brasileiros, que encontraram na internet tutoriais para reproduzir a receita.
Por quê: O protagonismo do prato no desenho reforça a relação entre personagem e comida, gerando imediata vontade de provar o doce fora da ficção.
Confit Byaldi de Ratatouille (2007)
Quem: Remy, rato cozinheiro, e Anton Ego, crítico gastronômico temido na trama da Pixar.
O que: Um Confit Byaldi, variação do tradicional ratatouille da cozinha francesa.
Quando e onde: A cena decisiva ocorre perto do clímax do longa--metragem, lançado em 2007. O ambiente é a cozinha do restaurante administrado por Linguini.
Como: Remy organiza finas lâminas de legumes, assadas até atingirem textura perfeita, prato servido a Ego que, ao prová-lo, relembra a infância.
Por quê: A lembrança súbita de momentos caseiros mostra a força emotiva da comida, reforçando o conceito de que sabor e memória são inseparáveis. A obra, disponível no Disney+, popularizou o nome do prato e o tornou referência de alta gastronomia mesmo entre espectadores leigos.
Lasanha do Garfield
Quem: Garfield, gato criado nas tirinhas de 1978 por Jim Davis e amplamente adaptado para animações e filmes, como “Garfield: A Tail of Two Kitties” (2006).

Imagem: BBC Two Netflix divulgação
O que: Lasanha, alimento que o felino consome com paixão incomparável.
Quando e onde: A associação começa nas tirinhas e se consolida nas animações televisivas, alcançando novos públicos nos cinemas.
Como: As cenas exibem Garfield saboreando porções generosas, gesto que simboliza seu caráter preguiçoso e hedonista.
Por quê: A repetição transformou a lasanha em sinônimo do personagem. O prato, disponível em qualquer culinária caseira, serve de ponte entre ficção e realidade, levando leitores e espectadores a pensar no gato laranja sempre que provam a receita. O filme pode ser visto em plataformas como Disney+ e Netflix.
Bolo de chocolate de Matilda (1996)
Quem: Bruce, aluno da escola administrada pela diretora Agatha Trunchbull, e os demais colegas, testemunhas da cena.
O que: Um grande bolo de chocolate apresentado como punição.
Quando e onde: A sequência ocorre no longa “Matilda”, adaptação de 1996 da obra de Roald Dahl, distribuída pela Sony Pictures.
Como: Diante de toda a escola, Bruce é forçado a comer o bolo inteiro, tarefa que ele cumpre apesar da pressão psicológica.
Por quê: A cena ao mesmo tempo sinistra e impactante tornou o bolo um marco visual da produção. Aparentemente saboroso, o doce inspirou diversos conteúdos culinários online que buscam reproduzi-lo. O filme está disponível em serviços como HBO Max e Amazon Prime Video.
Rãs de chocolate do universo Harry Potter
Quem: Estudantes e visitantes dos ambientes mágicos presentes em “Harry Potter and the Philosopher’s Stone” (2001).
O que: Rãs de chocolate acompanhadas por cards colecionáveis de bruxos famosos.
Quando e onde: O doce é vendido no Expresso de Hogwarts e em outros pontos do mundo bruxo apresentados no primeiro filme da franquia.
Como: As rãs, feitas inteiramente de chocolate, movem-se brevemente antes de serem consumidas, adicionando elemento lúdico.
Por quê: A combinação entre alimento e item de coleção reforça a atratividade comercial dentro da narrativa e faz com que o público, ao assistir à cena, imagine adquirir ambas as recompensas. O título pode ser visto na plataforma HBO Max.
Biscoitos Scooby
Quem: Scooby-Doo e Salsicha, membros da Mistério S.A.
O que: Biscoitos em formato característico, destinados originalmente a cães, mas consumidos também por Salsicha.
Quando e onde: Ao longo de diversas animações e filmes, incluindo “Scooby-Doo! and Krypto, Too!” (2023), distribuído pela Warner Bros. Home Entertainment.
Como: Os personagens aceitam enfrentar perigos em troca dos petiscos, frequentemente usados pelos amigos como incentivo.
Por quê: A relação entre medo, coragem e comida cria comicidade e fixa o snack no imaginário dos fãs. Os desenhos encontram-se disponíveis no catálogo da HBO Max.
Entre o creme cor-de-rosa e o bolo de chocolate, cada exemplo mostra como as comidas da cultura pop funcionam como recursos narrativos que transcendem o roteiro, alimentam a nostalgia e, ainda hoje, podem ser revisitados em serviços de streaming como Netflix, Disney+, Paramount+ e HBO Max.

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou apaixonada por tornar a vida mais leve, prática e organizada — especialmente depois que me tornei mãe.
Criei o Organiza Simples como um cantinho acolhedor para compartilhar tudo o que aprendi (e continuo aprendendo!) sobre organização da casa, da rotina e da mente, sem fórmulas impossíveis ou metas inalcançáveis.

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