Corinthians e Arsenal duelam em Londres por título mundial inédito no futebol feminino

Corinthians e Arsenal duelam em Londres por título mundial inédito no futebol feminino

Corinthians e Arsenal entram em campo neste domingo, às 15h (horário de Brasília), no Emirates Stadium, em Londres, para decidir o troféu da Copa das Campeãs da Fifa, torneio apontado como o primeiro campeonato mundial de clubes organizado pela entidade para o futebol feminino. O embate reúne o time brasileiro com maior coleção de conquistas na modalidade e a equipe inglesa que acaba de retornar ao topo da Europa, prometendo um duelo histórico pelo lugar mais alto do pódio.

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Corinthians e Arsenal disputam a Copa das Campeãs da Fifa em Londres

O jogo finaliza a primeira edição do torneio e representa, para os dois lados, a chance de alcançar um objetivo inédito: erguer um título mundial chancelado pela Fifa no futebol feminino. As paulistas, campeãs continentais na América do Sul em várias oportunidades, ainda não tinham medido forças com adversários europeus desde a reativação do departamento em 2016. Já as londrinas, campeãs da recente edição da Liga dos Campeões, tentarão confirmar diante da própria torcida a condição de melhor equipe do planeta reconhecida pela revista France Football, que concedeu às Gunners o prêmio de melhor time feminino na temporada passada.

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Preparação de Corinthians e Arsenal para a decisão

A reta final de preparação foi marcada por um cronograma curto. O Corinthians realizou o último treinamento no sábado, no The Hive Stadium, focado em atividades físicas de recuperação e ajustes táticos liderados pelo técnico Lucas Piccinato. O planejamento levou em conta o intervalo reduzido entre a semifinal e a decisão, privilegiando a reabilitação muscular das atletas. Do lado inglês, o Arsenal de Renee Slegers trabalhou no próprio centro de treinamento colado ao Emirates Stadium, mantendo a rotina que levou o grupo à conquista continental.

A provável escalação brasileira repete a base que atuou na estreia da competição: Letícia; Gi Fernandes, Thais Ferreira, Leticia Teles e Tamires; Duda Sampaio, Andressa, Gabi Zanotti e Ana Vitória; Belén Aquino e Jaqueline Ribeiro. No banco, Piccinato dispõe de opções como Jheniffer, Juliete e Paulina Gramaglia para alterações de velocidade ou força física.

Pelo Arsenal, a tendência é iniciar com Anneke Borbe no gol; linha defensiva formada por Smilla Holmberg, Wubben-Moy, Laia Codina e Taylor Hinds; meio-campo com Frida Maanum, Mariona Caldentey e Victoria Pelova; e ataque composto por Bethany Mead, Olivia Smith e Stina Blackstenius, com possibilidade de entrada de Alessia Russo, artilheira do elenco, durante o jogo.

Caminho de Corinthians e Arsenal até a final

As Brabas chegaram à partida decisiva superando adversárias do continente sul-americano e dos Estados Unidos, sequência que manteve o histórico positivo do clube fora do eixo sul-americano. Desde 2016, em confrontos contra equipes norte-americanas, o retrospecto corintiano registra duas vitórias e uma derrota, desempenho que alimenta a confiança no primeiro duelo contra um oponente europeu.

Do outro lado, o Arsenal atravessou a Liga dos Campeões derrubando favoritos reconhecidos. Nas semifinais, enfrentou o heptacampeão Lyon. Após ser superado por 2 a 1 na França, devolveu o revés com triunfo por 4 a 1 fora de casa, somando 5 a 3 no agregado e garantindo presença na final europeia. O capítulo decisivo veio diante do Barcelona, encerrado em 1 a 0 graças ao gol de Stina Blackstenius, consolidando o segundo título continental do clube inglês 18 anos após o primeiro.

Elencos de Corinthians e Arsenal exibem estrelas internacionais

O elenco corintiano mistura experiência e juventude. Tamires, referência da seleção brasileira em três Copas do Mundo, lidera a linha defensiva com auxílio das jovens Gi Fernandes e Thais Ferreira. No meio, Gabi Zanotti atua como cérebro da criação, distribuindo passes para as avançadas Belén Aquino e Jaqueline Ribeiro, autoras de gols importantes na campanha da equipe em competições nacionais.

No Arsenal, a sueca Blackstenius e a inglesa Russo dividem o protagonismo ofensivo. Russo fechou a temporada anterior com 20 gols e oito tentos na Champions League, liderando a artilharia interna. A espanhola Mariona Caldentey, recém-chegada do Barcelona, encaixou-se como titular em grande parte dos jogos, contribuindo na construção de jogadas. A canadense Olivia Smith, adquirida em 2025 por valor recorde de 1 bilhão de libras, oferece explosão pelos lados do campo. No meio-campo, a norueguesa Frida Maanum e a neerlandesa Victoria Pelova concentram a responsabilidade na transição entre defesa e ataque.

O que está em jogo para Corinthians e Arsenal no Emirates Stadium

Para o Corinthians, a decisão representa a chance de conquistar um dos poucos troféus ausentes na trajetória recente das Brabas. Desde a retomada do departamento feminino em 2016, o clube acumulou títulos nacionais e continentais, mas ainda não adicionou uma taça mundial ao museu do Parque São Jorge. Uma vitória coroaria um ciclo de dez anos de investimentos que transformou o time em referência no futebol feminino sul-americano.

Para o Arsenal, a partida pode ratificar o domínio internacional alcançado após o retorno ao topo europeu. O prêmio de melhor equipe feminina do mundo concedido pela France Football delineou expectativas elevadas para a temporada. Um triunfo diante do público londrino fortaleceria o projeto esportivo que se intensificou com contratações de impacto e elevaria as Gunners a um patamar inalcançado desde 2007, quando ergueram o primeiro troféu continental.

Retrospecto das Brabas reforça confiança para Corinthians e Arsenal

Embora seja a estreia contra um rival europeu, o Corinthians construiu uma reputação competitiva em jogos internacionais. Em três confrontos com clubes norte-americanos, as brasileiras saíram vencedoras em duas ocasiões. Essa experiência, somada à familiaridade com decisões — como conquistas seguidas de Copa Libertadores e Campeonatos Brasileiros —, sustenta o discurso interno de que a equipe pode enfrentar qualquer oponente, mesmo fora de casa.

O Arsenal, por sua vez, sustenta números impressionantes diante da própria torcida. Na campanha da Champions League, manteve 100 % de aproveitamento no Emirates Stadium. A estrutura reforçada do clube, que compartilha instalações com a equipe masculina, proporciona suporte logístico e tecnológico de ponta, citada pela comissão técnica como diferencial decisivo na preparação.

Como os estilos de jogo podem influenciar Corinthians e Arsenal

Lucas Piccinato costuma armar o Corinthians em modelo reativo com linhas compactas e transições rápidas. A vocation ofensiva surge nas inversões de jogo protagonizadas por Gabi Zanotti e nos arranques de Jaqueline Ribeiro. Na marcação, a dupla de zaga Thais Ferreira e Leticia Teles aposta no jogo físico para conter atacantes de referência.

Renee Slegers privilegia posse de bola prolongada, característica reforçada pela versatilidade de Caldentey, que recua para articular, e pela capacidade de Maanum em conduzir a bola entre as linhas. Na fase defensiva, Wubben-Moy comanda a linha central, e a goleira Borbe participa ativamente da construção, atraindo pressão para liberar as laterais em ultrapassagens.

Cenário final e próximos passos

A arbitragem definirá o pontapé inicial às 15h, horário de Brasília, com previsão de público superior a 50 mil torcedores, segundo estimativa do clube inglês. Em caso de empate, o regulamento prevê prorrogação e, se necessário, disputa por pênaltis. O vencedor gravará o nome na história como primeiro campeão mundial de clubes femininos sob organização direta da Fifa, marco que poderá influenciar futuros calendários internacionais.

Após a entrega de medalhas, a temporada seguirá com atenções voltadas ao calendário regular. Para o Corinthians, o próximo compromisso estará no Campeonato Brasileiro, enquanto o Arsenal retomará a Women’s Super League. A repercussão do resultado em Londres deve nortear debates sobre investimentos, intercâmbio entre confederações e expansão do torneio para edições futuras.

OrganizaSimples

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou apaixonada por tornar a vida mais leve, prática e organizada — especialmente depois que me tornei mãe. Criei o Organiza Simples como um cantinho acolhedor para compartilhar tudo o que aprendi (e continuo aprendendo!) sobre organização da casa, da rotina e da mente, sem fórmulas impossíveis ou metas inalcançáveis.

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