O que acontece com o corpo ao ser atingido por um raio: efeitos, riscos e prevenção

O que acontece com o corpo ao ser atingido por um raio: efeitos, riscos e prevenção

Ser atingido por um raio representa a interação direta entre um fluxo de eletricidade atmosférica de altíssima energia e o organismo humano. Embora seja um cenário estatisticamente incomum, os resultados podem variar de lesões leves a consequências fatais, dependendo da intensidade da descarga, do caminho percorrido pela corrente no corpo e da rapidez no atendimento médico.

Índice

Como se origina um raio e por que ele chega ao solo

Um raio é uma descarga elétrica provocada pela forte atração entre cargas positivas e negativas acumuladas durante uma tempestade. Esse desequilíbrio se resolve através de um canal condutor que pode conectar nuvem a nuvem ou nuvem ao solo. O fenômeno costuma ocorrer no mesmo período em que há chuva intensa, vento e grande formação de nuvens, fatores que favorecem o choque de partículas de gelo e água, aumentando a separação de cargas. O Brasil, por seu clima predominantemente tropical, apresenta elevada incidência desse tipo de descarga, o que amplia a necessidade de entender os efeitos e os mecanismos de proteção.

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O que acontece no corpo ao ser atingido por um raio

No instante em que a corrente entra no organismo, três elementos interagem de forma simultânea: eletricidade, calor e força mecânica. A intensidade elétrica percorre preferencialmente superfícies úmidas ou objetos condutores, e dentro do corpo humano ela pode seguir vias como o sistema nervoso, vasos sanguíneos ou camadas superficiais da pele. O calor gerado em milésimos de segundo é capaz de provocar queimaduras externas e, em menor frequência, danos internos, pois o contato dura apenas alguns milissegundos. Além disso, a onda de choque associada à descarga cria uma força mecânica responsável por arremessar a vítima ou causar ruptura de tecidos.

Lesões imediatas em pessoas atingidas por um raio

Os danos primários concentram-se em dois sistemas vitais: respiratório e cardiovascular. Aproximadamente 10 % das vítimas evoluem para óbito principalmente pela interrupção simultânea das batidas do coração e da respiração. Mesmo que o coração retome o ritmo espontaneamente, a falta de oxigenação breve pode desencadear nova parada cardíaca. Qualquer atraso no socorro agrava esse quadro.

O comprometimento neurológico é outra consequência direta. A passagem da corrente pelo cérebro pode provocar perda de consciência, convulsões e outras disfunções do sistema nervoso central. As vias neuromusculares também sofrem descargas, resultando em espasmos musculares intensos que podem projetar a pessoa longe do ponto de impacto.

Quanto às queimaduras, elas se manifestam com maior frequência na pele, delineando caminhos ramificados conhecidos popularmente por figuras semelhantes a “folhas” ou “galhos”. Lesões internas são menos comuns porque o contato é rápido, mas não podem ser descartadas quando a descarga segue trajetos mais profundos.

Complicações de médio e longo prazo em atingidos por um raio

Sobreviventes podem desenvolver sequelas que se estendem por semanas ou meses. Entre as possibilidades estão dores crônicas, problemas motores, déficit de memória e alterações de humor relacionadas a danos encefálicos. No sistema cardiovascular, arritmias tardias e insuficiência de bombeamento podem surgir em decorrência do estresse elétrico sofrido pelo coração. Já o sistema tegumentar pode apresentar cicatrizes extensas, hiperqueratose e sensibilidade reduzida em áreas queimadas.

Lesões auditivas também figuram entre os efeitos persistentes, pois a explosão sonora da descarga próxima ao ouvido interno pode danificar estruturas responsáveis pelo equilíbrio e pela audição. Portanto, mesmo quem recebe alta hospitalar sem ferimentos visíveis deve manter acompanhamento médico para avaliação neurológica, cardíaca e dermatológica.

Primeiros socorros para quem foi atingido por um raio

Um aspecto fundamental é que a vítima não retém eletricidade após o evento. Dessa forma, quem presta socorro não corre risco de choque secundário. As ações imediatas incluem verificar a respiração, pulsação e nível de consciência. Caso não haja movimentos respiratórios, inicia-se a ventilação de resgate; se não houver pulso, procede-se à compressão torácica dentro das técnicas de reanimação cardiopulmonar (RCP). Paralelamente, é indispensável acionar o serviço de emergência pelo número 193 e manter a pessoa deitada, protegida de novo contato com áreas expostas.

Queimaduras devem ser avaliadas apenas após estabilização das funções vitais. Lençóis limpos e secos podem cobrir as lesões até a chegada de equipe especializada. Convulsões exigem afastar objetos que possam ferir a vítima, sem tentar contê-la à força. Todas essas medidas aumentam significativamente a taxa de sobrevivência, sobretudo quando aplicadas nos primeiros minutos.

Como reduzir o risco de ser atingido por um raio

A prevenção começa com a busca de abrigo ao sinal de uma tempestade. Estruturas fechadas de alvenaria são consideradas as mais seguras. No interior de residências, recomenda-se afastar-se de portas e janelas metálicas, evitar o uso de equipamentos conectados à rede elétrica e suspender o banho até que a tempestade cesse. A condução de água e fios metálicos facilita a propagação de corrente caso um raio atinja a instalação externa.

Quando não há edificação acessível, um veículo com carroceria metálica fechada oferece proteção razoável se as janelas forem mantidas fechadas e as partes metálicas internas não forem tocadas. Sob nenhuma circunstância o abrigo deve ser buscado sob árvores isoladas, pois elas funcionam como para-raios naturais. Piscinas, praias, lagos ou qualquer corpo d’água devem ser abandonados de imediato, já que a água conduz eletricidade com elevada eficiência.

Em áreas abertas, a orientação é manter distância de cercas, postes, tratores e outros objetos condutores. Se surpreendido em campo aberto sem locais seguros próximos, a postura mais indicada consiste em agachar-se com os pés juntos, reduzindo a área de contato com o solo e minimizando a diferença de potencial entre pontos do corpo.

Situações indiretas e descargas laterais

Uma pessoa não precisa receber o impacto direto para sofrer consequências. Objetos metálicos, troncos de árvores e até o solo ao redor podem conduzir parte da corrente, caracterizando as chamadas descargas laterais. O risco é particularmente elevado para quem toca ou se encontra próximo a estruturas atingidas. Entretanto, uma vez cessado o fenômeno, o indivíduo afetado não oferece perigo de transmissão elétrica, reforçando a importância de prestação de socorro imediato sem hesitação.

Em síntese, conhecer os mecanismos físicos do raio, compreender os danos que ele inflige ao corpo humano e aplicar medidas corretas de prevenção formam o tripé que eleva a segurança em regiões sujeitas a tempestades. Ao primeiro sinal de mau tempo, buscar abrigo apropriado, evitar condutores metálicos e acionar assistência quando necessário são as condutas que efetivamente reduzem o número de vítimas e a gravidade dos ferimentos.

OrganizaSimples

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou apaixonada por tornar a vida mais leve, prática e organizada — especialmente depois que me tornei mãe. Criei o Organiza Simples como um cantinho acolhedor para compartilhar tudo o que aprendi (e continuo aprendendo!) sobre organização da casa, da rotina e da mente, sem fórmulas impossíveis ou metas inalcançáveis.

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