Entrega por drone do iFood reduz tempo pela metade em Aracaju e mira expansão nacional

Entrega por drone do iFood reduz tempo pela metade em Aracaju e mira expansão nacional

Entrega por drone é o centro de uma iniciativa logística que o iFood retomou em Aracaju, no estado de Sergipe, após autorização recebida da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em 2022. O serviço, operado em parceria com a Speedbird Aero, realiza mais de 300 pedidos por mês, reduz o tempo de espera em cerca de 30 minutos e amplia o alcance do delivery onde alternativas terrestres se mostram limitadas.

Índice

Entrega por drone: entenda o ponto de partida do projeto

A trajetória do iFood com entregas aéreas começou em janeiro de 2022, quando a Anac concedeu permissão para que a companhia utilizasse drones no transporte de refeições e produtos. Ainda naquele ano, foram realizados testes em Campinas, no interior de São Paulo. Na fase piloto, mais de 200 entregas foram concluídas em dois meses, cobrindo a curta distância de aproximadamente 400 metros entre dois shoppings da cidade. Essa fase inicial serviu para validar a segurança, a precisão das rotas e a integração entre operadores humanos e sistemas automatizados.

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Os aprendizados do experimento em Campinas permitiram ao iFood reunir dados de desempenho e aprimorar protocolos. Com base nessas informações, a empresa optou por migrar a operação para Aracaju, onde encontrou um cenário geográfico propício à expansão: o rio Sergipe separa a capital do município vizinho Barra dos Coqueiros, criando barreiras para modais convencionais. Retomado em outubro deste ano, o novo projeto passou a contar com percursos mais longos e maior volume de pedidos, consolidando a próxima etapa do modelo de negócio.

Como funciona a operação em três etapas da entrega por drone do iFood

A entrega por drone em Aracaju é executada em um fluxo composto por três fases interdependentes. No primeiro momento, o restaurante participante prepara o pedido e o encaminha a uma estação de drones instalada no Shopping RioMar. Esse deslocamento curto é realizado por um mensageiro, garantindo que o alimento chegue armazenado de forma adequada antes do embarque.

Na segunda etapa, o drone decola da estação e percorre o trecho aéreo que cruza o rio Sergipe até o município de Barra dos Coqueiros. Essa travessia elimina gargalos associados a pontes e vias urbanas, mantendo velocidade constante de 50 km/h a uma altitude de 60 metros, equivalente a um edifício de 20 andares.

O ciclo se encerra no solo, onde um entregador recolhe a encomenda em ponto definido e a leva aos condomínios de Barra dos Coqueiros. Essa fase final permanece dependente de operadores humanos porque a legislação brasileira ainda não autoriza que aeronaves não tripuladas façam a entrega diretamente na porta do cliente. Ainda assim, o percurso completo leva cerca de 30 minutos, contra o tempo médio de uma hora registrado quando a entrega é realizada somente com motocicletas.

Desempenho logístico: tempo, capacidade e volume de pedidos

Os dados mais recentes apontam que a operação aérea atende oito restaurantes cadastrados na plataforma em Aracaju. A demanda, de aproximadamente 300 pedidos mensais, é absorvida em horários fixos, das 11h30 às 21h30, todos os dias da semana. O período noturno dos fins de semana concentra o pico de solicitações, indicando a aderência do serviço a momentos de maior fluxo de consumo.

O ganho de eficiência, quantificado pela redução de 50% no tempo total de entrega, resulta da eliminação de parte dos trajetos terrestres, afetados por sinais de trânsito, velocidade limitada e congestionamentos. Com a integração entre mensageiros, drones e entregadores, o iFood mantém a capacidade de atendimento sem comprometer a agilidade exigida pelo consumidor. A empresa afirma que nenhuma interrupção precisou ser feita desde a retomada em outubro, mesmo em dias de instabilidade climática.

Características técnicas dos drones empregados na entrega por drone

Os equipamentos utilizados pela Speedbird Aero suportam até 5 quilos de carga útil, parâmetros suficientes para a maioria dos pedidos de refeições feitos na plataforma. Esses drones mantêm velocidade de cruzeiro de 50 km/h e operam a 60 metros de altura, combinação que garante eficiência energética e segurança operacional dentro do perímetro urbano.

A robustez também se reflete na tolerância a condições adversas: cada unidade suporta ventos de até 55 km/h e chuva leve. Essa característica é fundamental para assegurar regularidade e evitar cancelamentos, um ponto destacado pelo iFood como diferencial desde a nova fase em Sergipe. A coordenação entre pilotos remotos e sistemas de controle de tráfego aéreo permite que os voos sejam executados com precisão, respeitando os requisitos regulatórios da Anac e mantendo distância segura de edificações e linhas de transmissão.

Impactos ambientais e urbanos da entrega por drone em Aracaju

Um dos benefícios apontados pela companhia refere-se ao trânsito local. Ao substituir parte dos deslocamentos motorizados por trechos aéreos, a entrega por drone contribui para diminuir o fluxo de veículos em vias já sobrecarregadas. A economia de quilômetros rodados tende a reduzir emissões de carbono, alinhando-se a metas corporativas de sustentabilidade.

Além da questão ambiental, o modelo amplia o alcance do serviço de delivery a áreas com infraestrutura viária limitada. Barra dos Coqueiros, por exemplo, depende de travessias para acessar o centro de Aracaju. Com o drone, barreiras naturais como o rio Sergipe deixam de ser um obstáculo logístico considerável. Essa flexibilidade abre caminho para que restaurantes locais ampliem a base de clientes sem elevar custos operacionais.

Próximos passos: novas rotas de entrega por drone previstas para 2026

O iFood confirmou que estuda trajetos adicionais para multiplicar o alcance do serviço no Brasil. Entre as possibilidades, estão condomínios fechados e regiões onde barreiras geográficas dificultam a chegada de motocicletas ou bicicletas. De acordo com Mariana Werneck, diretora sênior de Logística, a empresa pretende integrar drones e robôs autônomos em rotas que não recebem o mesmo nível de eficiência dos modais tradicionais.

O plano considera a expansão para novas rotas até 2026, mantendo o modelo complementar observado em Aracaju. Dessa forma, a entrega por drone permanece associada ao trabalho de operadores humanos nas etapas iniciais e finais, equilibrando inovação tecnológica e atendimento regulatório. Enquanto novos percursos são avaliados, a operação em Sergipe segue como referência prática de que o conceito é viável e escalável dentro das normas brasileiras.

OrganizaSimples

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou apaixonada por tornar a vida mais leve, prática e organizada — especialmente depois que me tornei mãe. Criei o Organiza Simples como um cantinho acolhedor para compartilhar tudo o que aprendi (e continuo aprendendo!) sobre organização da casa, da rotina e da mente, sem fórmulas impossíveis ou metas inalcançáveis.

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