Exoplanetas: avanços de 2025 elevam total confirmado pela NASA e revelam variedade inédita

Exoplanetas: avanços de 2025 elevam total confirmado pela NASA e revelam variedade inédita

O estudo de exoplanetas deu outro salto em 2025. O catálogo oficial da NASA ultrapassou a marca de 6.000 mundos confirmados fora do Sistema Solar, enquanto milhares de candidatos seguem em análise. Novas observações detalharam planetas que orbitam dois sóis, corpos em processo de desintegração e atmosferas possivelmente portadoras de compostos ligados à vida. Esses resultados consolidam três décadas de investigação iniciada em 1995, quando 51 Pegasi b se tornou o primeiro planeta já identificado ao redor de uma estrela semelhante ao Sol.

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Exoplanetas: contagem oficial ultrapassa 6.000 mundos

O registro de mais de 6.000 exoplanetas confirmados marca um ponto de inflexão para a astronomia moderna. O salto numérico é fruto de observações acumuladas desde a detecção inaugural de 51 Pegasi b, corpo 47 % menos massivo e 50 % maior que Júpiter. De lá para cá, missões dedicadas ampliaram de forma sistemática o banco de dados. Ao mesmo tempo, os milhares de candidatos ainda pendentes de validação sugerem que a contagem crescerá nos próximos anos, consolidando o entendimento de que planetas são comuns na Via Láctea.

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A marca atual resume um processo de confirmação rigoroso, que envolve detecção inicial, observações complementares e revisões independentes. A cada inclusão, o catálogo público da agência espacial norte-americana passa a retratar com mais clareza a complexidade de sistemas planetários distribuídos pela galáxia.

Como telescópios dedicados detectam exoplanetas

A maioria dos exoplanetas foi identificada por missões espaciais especializadas. Dois satélites são centrais para esse esforço: o telescópio Kepler, encerrado após quase nove anos de operação, e o Satélite de Pesquisa de Exoplanetas em Trânsito (TESS), ainda ativo. Ambos monitoram o brilho de milhares de estrelas simultaneamente em busca da assinatura chamada trânsito planetário.

O método baseia-se na medição de diminuições periódicas na luminosidade estelar. Quando um planeta passa diante de sua estrela, bloqueia uma fração ínfima da luz, gerando um sinal mensurável. Ao comparar sucessivos períodos de escurecimento e descartar outras fontes de variação, astrônomos conseguem inferir a presença, o tamanho e o período orbital do corpo oculto. Com o acúmulo de dados, tornou-se possível ainda estimar inclinação, estabilidade orbital e, em casos excepcionais, indícios de atmosfera.

Instrumentos instalados em solo completam a investigação. O Very Large Telescope (VLT) e o Gemini Sul, no Chile, são exemplos de observatórios que fornecem espectroscopia de alta resolução e imagens diretas, confirmando ou refutando candidatos apontados pelo espaço. Essa complementaridade acelera a validação estatística e torna mais robusto o quadro de mundos externos.

Classes de exoplanetas revelam sistemas solares exóticos

Antes das primeiras detecções, o Sistema Solar era tratado como referência de arquitetura planetária. A amostra crescente mostrou que essa configuração é apenas uma entre várias. Entre as categorias hoje documentadas destacam-se:

Super-Terras – planetas maiores que a Terra e menores que Netuno, com massa e raio intermediários entre rochosos e gasosos.

Mini-Netunos – corpos ricos em gases, menores que Netuno, sem análogo local.

Júpiteres quentes – gigantes gasosos em órbitas extremamente próximas de suas estrelas, contradizendo modelos clássicos que previam a formação de planetas dessa massa apenas em regiões externas e frias.

Em muitos sistemas, os planetas exibem órbitas inclinadas ou trajetórias elípticas que indicam migração posterior à formação. Esse rearranjo forçou a revisão de teorias sobre a evolução dinâmica de discos protoplanetários.

Planetas que orbitam dois sóis desafiam modelos tradicionais

Entre os destaques de 2025, ganharam visibilidade planetas situados em sistemas binários, popularmente chamados de mundos tipo Tatooine. Eles oferecem pistas sobre a capacidade de formação planetária em ambientes submetidos a múltiplas fontes gravitacionais.

Um exemplo foi 2M1510 (AB) b, localizado a cerca de 120 anos-luz. O planeta orbita duas anãs marrons, estrelas fracassadas que não sustentam fusão nuclear. Observações com o VLT revelaram oscilações inesperadas nas órbitas das anãs; o comportamento só se explicou mediante a presença de um companheiro planetário. O corpo possui órbita inclinada, movendo-se acima e abaixo dos polos das estrelas, padrão incomum que sugere perturbações antigas provocadas por encontros estelares.

Outro sistema binário, TOI-2267, a apenas 73 anos-luz, apresentou três mundos do tamanho da Terra detectados nos dados do TESS. Os três corpos transitam diante de ambas as estrelas, um arranjo considerado improvável em sistemas tão compactos. A confirmação desses exemplos sustenta a hipótese de que formação planetária pode ocorrer mesmo em cenários anteriormente vistos como instáveis.

Em paralelo, o Gemini Planet Imager registrou diretamente HD 143811 (AB) b, objeto com cerca de seis vezes a massa de Júpiter. Ele circunda um par de estrelas jovens pertencente à região Sco-Cen, a aproximadamente 446 anos-luz. Enquanto o par estelar completa uma órbita mútua em 18 dias, o planeta leva quase 300 anos para percorrer sua trajetória, ilustrando a variedade de escalas temporais em sistemas múltiplos.

Química atmosférica de exoplanetas provoca debate científico

A caracterização atmosférica avançou com a utilização do Telescópio Espacial James Webb (JWST). O caso mais notório envolveu K2-18b, um sub-Netuno de 2,6 vezes o tamanho da Terra originalmente descoberto há uma década. Dados processados por uma equipe britânica apontaram traços compatíveis com sulfeto de dimetila, substância associada à atividade biológica marinha na Terra. As análises levaram à hipótese de um mundo coberto por oceanos.

Pouco depois, estudos independentes contestaram essa interpretação. Pesquisadores mostraram que fontes não biológicas poderiam gerar sinais semelhantes e alertaram para o nível de ruído ainda presente nos espectros coletados. A controvérsia manteve K2-18b na lista de alvos prioritários, mas evidenciou a necessidade de maior precisão para confirmar qualquer bioassinatura.

Outro alvo popular, TRAPPIST-1e, também passou por revisão. Inicialmente se suspeitou de metano em sua atmosfera, porém análises subsequentes apontaram contaminação oriunda da própria anã vermelha hospedeira. Modelagens sugerem rápida destruição do gás pela radiação estelar, reduzindo as chances de atmosfera espessa e, por consequência, de água líquida estável.

Até mesmo o sistema mais próximo do Sol rendeu resultados adicionais. Observações refinadas confirmaram com maior precisão Proxima b, que se encontra na zona habitável de Proxima Centauri, bem como Proxima d. Ao mesmo tempo, os dados ajudaram a descartar a existência de um terceiro planeta que havia sido proposto, estreitando as incertezas sobre essa vizinhança.

Mundos em processo de destruição ilustram ciclos planetários

Nem todos os exoplanetas mantêm estruturas estáveis por bilhões de anos. Alguns se encontram tão próximos de suas estrelas que perdem massa de forma acelerada. O ano de 2025 trouxe dois exemplos marcantes.

O planeta BD+05 4868 Ab, a cerca de 140 anos-luz, completa uma órbita em apenas 30,5 horas. O calor extremo vaporiza sua superfície, criando uma cauda de poeira comparável à de um cometa e com milhões de quilômetros de extensão. Estimativas sugerem que o corpo pode desaparecer em dois milhões de anos, intervalo diminuto em termos cósmicos.

Já o gigante gasoso WASP-121b apresenta perda de atmosfera detectável em formações de hélio captadas pelo JWST. As observações fornecem um retrato de como planetas gigantes podem evoluir e até se desintegrar em escalas temporais curtas, ajudando a calibrar modelos de escape atmosférico.

Casos de erosão planetária complementam o cenário de diversidade porque demonstram não apenas a formação, mas também os estágios finais na vida de um mundo. Ao observar esses processos em tempo real, astrônomos obtêm dados sobre interações extremas entre estrelas e planetas.

Com a soma dessas descobertas, 2025 reforçou a noção de que a Via Láctea abriga uma multiplicidade de configurações planetárias, desde órbitas inclinadas até atmosferas em disputa com radiação intensa. À medida que os candidatos pendentes forem revisados, o catálogo da NASA tende a aumentar, oferecendo novas peças para o quebra-cabeça da formação e da evolução dos sistemas planetários.

OrganizaSimples

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou apaixonada por tornar a vida mais leve, prática e organizada — especialmente depois que me tornei mãe. Criei o Organiza Simples como um cantinho acolhedor para compartilhar tudo o que aprendi (e continuo aprendendo!) sobre organização da casa, da rotina e da mente, sem fórmulas impossíveis ou metas inalcançáveis.

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