Incêndio no Icesp leva à morte de paciente transferido e acende alerta sobre protocolos de segurança hospitalar

Incêndio no Icesp leva à morte de paciente transferido e acende alerta sobre protocolos de segurança hospitalar

incêndio no Icesp resultou na transferência emergencial de oito pacientes em estado crítico, um deles não resistiu e morreu após apresentar instabilidade clínica enquanto era deslocado entre unidades do complexo hospitalar da Universidade de São Paulo.

Índice

Entenda o que provocou o incêndio no Icesp

O foco do problema teve início na tarde de sexta-feira, 30, quando um gerador que abastece o prédio do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo apresentou chamas. A presença de fogo dentro de um equipamento de geração própria de energia liberou fumaça em setores próximos, situação que motivou a evacuação imediata de pessoas nas áreas afetadas. As equipes técnicas e assistenciais do hospital atuaram para conter o incêndio e restringir o deslocamento da fumaça, seguindo os procedimentos internos de contingência diante de ocorrências envolvendo fogo.

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Simultaneamente, o fornecimento de energia elétrica pela concessionária Enel foi interrompido como parte de um trabalho emergencial que acontecia na região. Dessa forma, o instituto passou a depender de fontes alternativas de alimentação elétrica justamente no momento em que o equipamento reserva apresentava falha, cenário que acentuou o grau de risco para pacientes internados em Unidades de Tratamento Intensivo.

Como o incêndio no Icesp afetou o fornecimento de energia

De acordo com informação oficial do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, responsável pelo Icesp, a concessionária Enel desligou a rede externa para executar um serviço de urgência. O corte coincidiu com o incêndio no gerador interno, provocando um duplo ponto de falha na energia. Nesses casos, protocolos do complexo médico determinam a transferência de pacientes dependentes de ventilação mecânica para setores onde haja alimentação elétrica garantida e equipamentos plenamente funcionais.

A soma de falta de energia externa e comprometimento do sistema gerador impôs à administração hospitalar a adoção do chamado “protocolo de transferência”. Esse procedimento envolve, entre outros passos, a avaliação clínica imediata de cada paciente crítico, liberação de rotas de acesso, mobilização de equipes multiprofissionais e comunicação contínua entre as unidades que irão receber os doentes.

Transferência de pacientes após o incêndio no Icesp

No total, oito pessoas que estavam na UTI do instituto foram transferidas. Cinco seguiram para o Instituto do Coração (InCor) e três foram encaminhadas ao Instituto Central do Hospital das Clínicas (ICHC), ambos localizados no mesmo complexo universitário. A escolha desses destinos obedece ao critério de proximidade geográfica e à disponibilidade imediata de leitos equipados com ventilação mecânica, monitorização avançada e equipes habilitadas para receber pacientes em estado grave.

A logística de deslocamento envolveu ambulâncias internas, profissionais de enfermagem, fisioterapia, equipe médica e apoio de segurança patrimonial. Durante o processo, um dos oito pacientes — descrito como portador de condição prévia extremamente crítica — apresentou súbita instabilidade. Houve intervenção clínica imediata, com manobras de estabilização e reversão temporária do quadro. Apesar desses esforços, a pessoa evoluiu a óbito horas depois, já na unidade que a recebeu.

Avaliação de profissionais expostos ao incêndio no Icesp

Além dos doentes, trabalhadores que participaram diretamente do combate inicial ao fogo e do transporte dos internados foram submetidos a avaliação médica. Dez profissionais receberam atendimento por possível inalação de fumaça. Destes, sete permaneceram em observação até a manhã de sábado, 31, como medida de precaução, e obtiveram alta na sequência. Não há registro de complicações respiratórias graves ou de necessidade de internação prolongada entre os colaboradores.

A adoção desse monitoramento demonstra a aplicação do princípio de proteger tanto pacientes quanto equipes de saúde, visto que a exposição à fumaça, mesmo por intervalos curtos, pode provocar irritação das vias aéreas, tosse ou outros sintomas que exigem acompanhamento imediato.

Medidas investigativas e preventivas depois do incêndio no Icesp

O Hospital das Clínicas instaurou procedimento interno para esclarecer as circunstâncias completas do evento, desde as causas do incêndio no gerador até o impacto da interrupção externa de energia. Concomitantemente, foi anunciada revisão e reforço dos protocolos de segurança, abarcando rotinas de manutenção de equipamentos, rotas de evacuação e planos de contingência para falta de energia.

Segundo nota divulgada pela instituição, o objetivo das medidas é aprimorar, de forma contínua, a proteção de pacientes, acompanhantes e profissionais. A diretriz compreende também auditoria focada na interação entre sistemas próprios de geração elétrica e a concessionária, buscando reduzir vulnerabilidades que possam resultar em situações de risco semelhante.

Situação atual do atendimento e posicionamento da Enel

Mesmo diante do episódio, todas as alas do Instituto do Câncer permanecem operando normalmente desde a manhã de sábado, informa o complexo hospitalar. Consultórios, setores de quimioterapia, radioterapia e demais internações seguem dentro da rotina estabelecida.

Já a distribuidora Enel comunicou que o desligamento da rede foi necessário para realizar serviço emergencial na área onde está situado o Icesp, e que o restabelecimento ocorreu após a conclusão dos trabalhos. A empresa reiterou que o incêndio ocorreu em equipamento de propriedade do hospital, não em rede pertencente à concessionária.

Enquanto avançam as apurações internas sobre o incêndio no Icesp, o Hospital das Clínicas mantém a operação regular de todos os seus institutos e aguarda o resultado das análises técnicas para eventual implementação adicional de melhorias nos sistemas de energia e segurança.

OrganizaSimples

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou apaixonada por tornar a vida mais leve, prática e organizada — especialmente depois que me tornei mãe. Criei o Organiza Simples como um cantinho acolhedor para compartilhar tudo o que aprendi (e continuo aprendendo!) sobre organização da casa, da rotina e da mente, sem fórmulas impossíveis ou metas inalcançáveis.

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