Insetos encontrados na colonoscopia: 7 casos clínicos raros que revelam os limites do trato digestivo

Quando se fala em insetos encontrados na colonoscopia, a primeira reação costuma ser de espanto. Ainda assim, a literatura médica registra situações nas quais esses pequenos artrópodes ultrapassam a acidez estomacal, vencem as enzimas digestivas e são localizados intactos no intestino grosso. A ocorrência, embora extremamente rara, é factual: sete tipos de insetos já foram identificados durante esse exame de rotina para prevenção do câncer colorretal.
- Como insetos encontrados na colonoscopia chegam ao cólon?
- Joaninha preservada torna-se referência para insetos encontrados na colonoscopia
- Barata: o visitante mais temido em exames de colonoscopia
- Mosca inteira em 2023 amplia lista de insetos encontrados na colonoscopia
- Formiga confirma que insetos menores também sobrevivem ao trânsito intestinal
- Vespa no trato digestivo: riscos reduzidos, mas surpresa garantida
- Mariposa: um achado raro e frágil
- Abelha encerra o rol de insetos encontrados na colonoscopia
- Aspectos clínicos e preventivos dos insetos encontrados na colonoscopia
Como insetos encontrados na colonoscopia chegam ao cólon?
Gastroenterologistas descrevem dois caminhos principais para a presença de um inseto vivo ou preservado no organismo humano. O primeiro envolve a ingestão acidental durante o sono, fenômeno favorecido em regiões onde janelas permanecem abertas ou há grande circulação de insetos domiciliares. O segundo caminho relaciona-se à ingestão junto a alimentos ou bebidas, sobretudo quando os itens não são inspecionados antes do consumo. Em ambos os cenários, o preparo intestinal exigido antes do procedimento — à base de dietas líquidas e laxantes potentes — cumpre papel decisivo. A limpeza do tubo digestivo acelera o trânsito e reduz a permanência do material ingerido no estômago, aumentando as chances de o inseto chegar ao cólon sem sofrer digestão completa.
Joaninha preservada torna-se referência para insetos encontrados na colonoscopia
O relato que mais ganhou notoriedade ocorreu em 2019 e envolveu um homem de 59 anos. A equipe responsável localizou uma joaninha intacta no cólon transverso, segmento que atravessa o abdômen da direita para a esquerda. O foco dos pesquisadores recaiu sobre a combinação de dieta líquida e laxantes, utilizada pelo paciente na véspera do exame. Essa preparação forneceu ambiente propício para que o inseto, já presente no trato digestivo, deslizasse sem exposição prolongada aos ácidos gástricos. O registro foi posteriormente incorporado a um periódico especializado, transformando-se em caso-modelo para discussões sobre corpos estranhos no intestino grosso.
Barata: o visitante mais temido em exames de colonoscopia
Duas ocorrências distintas, envolvendo uma mulher de 52 anos e um homem de 38, ilustram como uma barata pode resistir ao ambiente hostil do aparelho digestivo. O exoesqueleto quitinoso da espécie age como armadura, protegendo seus tecidos internos das enzimas que degradam proteínas e lipídeos. Em ambos os episódios, descritos em periódicos endoscópicos, o inseto surgiu intacto durante a progressão do colonoscópio. Não houve indicação de dor abdominal nem sangramento prévio, sinal de que o organismo humano tolerou o passageiro indesejado até o momento do exame. Esses achados reforçam a importância de práticas de higiene alimentar e de ambientes domésticos livres de infestações.
Mosca inteira em 2023 amplia lista de insetos encontrados na colonoscopia
O American Journal of Gastroenterology documentou, em 2023, a remoção de uma mosca preservada no cólon de um paciente submetido ao procedimento. O indivíduo relatou consumo recente de pizza e alface, alimentos que, se expostos antes da ingestão, podem servir de plataforma de pouso para insetos. Ao contrário da barata, a mosca não possui exoesqueleto robusto, fator que torna o achado ainda mais intrigante. A explicação plausível volta a recair sobre o trânsito rápido induzido pelo preparo intestinal, que diminui o tempo de contato com secreções digestivas e facilita a passagem do artrópode para o intestino grosso.
Formiga confirma que insetos menores também sobrevivem ao trânsito intestinal
Registros clínicos compilados por especialistas como o gastroenterologista Keith Siau apontam a detecção de formigas durante procedimentos endoscópicos. Mais frágeis que baratas, esses insetos podem ingressar em alimentos mal protegidos, principalmente aqueles deixados em superfícies sem cobertura. A sobrevivência parcial no tubo digestivo se deve à mesma lógica aplicada aos demais relatos: laxantes poderosos reduzem o tempo de exposição, permitindo que mesmo organismos de exoesqueleto delgado cheguem ao final do cólon com segmentos corporais reconhecíveis ao exame.
Vespa no trato digestivo: riscos reduzidos, mas surpresa garantida
Outra ocorrência incomum envolve vespas, popularmente chamadas de yellowjackets. Relatos indicam que o contato inicial dá-se, na maioria das vezes, por meio de líquidos doces armazenados em latas ou garrafas. Esses recipientes, caso não sejam verificados, podem esconder o inseto no momento do gole. Uma vez ingerida, a vespa mantém integridade física graças à sua carapaça rígida. O veneno e o ferrão, embora potencialmente perigosos externamente, perdem eficácia em meio à acidez gástrica. O resultado final é um espécime identificado visualmente durante a colonoscopia, quase sempre sem manifestação clínica anterior.

Imagem: Somogyi Laszlo
Mariposa: um achado raro e frágil
Mariposas também figuram entre os insetos encontrados na colonoscopia, ainda que em frequência menor. A razão da raridade reside na fragilidade das asas, cobertas por escamas que se desprendem facilmente. Mesmo assim, corpos de mariposas já foram observados preservados o suficiente para reconhecimento anatômico. A via de entrada costuma ser a ingestão noturna, período em que o reflexo de deglutição permanece ativo e o controle consciente diminui. Ao contrário do que se imagina, a delgada membrana das asas pode resistir parcialmente quando a jornada pelo tubo digestivo é rápida, cenário típico de pacientes em preparo pré-exame.
Abelha encerra o rol de insetos encontrados na colonoscopia
Com comportamento similar ao da vespa na ocasião da ingestão, a abelha já foi recuperada intacta em colonoscopias. O processo digestivo neutraliza as proteínas do ferrão e a toxina relacionada ao veneno, mas a estrutura rígida externa permanece. O caso é relevante porque ilustra como fatores como o tipo de alimento — frutas ricas em açúcar ou sucos — aumentam a probabilidade de contato humano com esse insecto. Até o momento, não há registros de reação alérgica sistêmica decorrente da presença da abelha no intestino, indicando que a ameaça biológica fica restrita ao desconforto potencial e à surpresa diagnóstica.
Aspectos clínicos e preventivos dos insetos encontrados na colonoscopia
A despeito da raridade, os sete casos descritos fornecem dados importantes para a prática gastroenterológica. Em primeiro lugar, demonstram que a preparação intestinal pode atuar como fator de risco não intencional para a preservação de corpos estranhos biológicos. Segundo, evidenciam a necessidade de orientação pré-exame que vá além do jejum: recomenda-se cobrir alimentos, inspecionar latas e evitar dormir com janelas abertas sem telas de proteção. Por fim, os relatos reforçam a importância de documentar cada achado em revistas científicas, permitindo a construção de um banco de dados robusto sobre eventos pouco usuais.
Até o momento, todos os pacientes citados recuperaram-se sem complicações, e os insetos foram removidos com sucesso durante o próprio procedimento. A literatura continua aberta à notificação de novos casos, sobretudo porque a expansão dos programas de rastreamento de câncer colorretal tende a aumentar o número absoluto de colonoscopias realizadas em todo o mundo.

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou apaixonada por tornar a vida mais leve, prática e organizada — especialmente depois que me tornei mãe.
Criei o Organiza Simples como um cantinho acolhedor para compartilhar tudo o que aprendi (e continuo aprendendo!) sobre organização da casa, da rotina e da mente, sem fórmulas impossíveis ou metas inalcançáveis.

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