Os 15 Melhores Programas de TV sobre Detetives, do Clássico ao Contemporâneo

Programas de TV centrados em investigações criminais ocupam um lugar singular na história do entretenimento. Entre dramas policiais, thrillers e produções baseadas em crimes reais, o subgênero das séries de detetive mantém, há décadas, um apelo constante. De protagonistas solitários a equipes inteiras, de procedimentos formais a investigações clandestinas, o formato evoluiu sem perder o fascínio por mistérios, métodos dedutivos e confrontos com criminosos. A lista a seguir reúne, em ordem decrescente, os 15 títulos considerados essenciais, contemplando diferentes épocas, estilos narrativos e emissoras.
- 15. Psych – Leveza e dedução na Califórnia
- 14. The Rockford Files – O detetive informal dos anos 1970
- 13. Foyle’s War – Crime e contrainformação em plena Segunda Guerra
- 12. Monk – Transtorno obsessivo como ferramenta investigativa
- 11. Vera – Longevidade e perspicácia no norte da Inglaterra
- 10. Murder, She Wrote – A escritora que desvenda crimes
- 9. The Outsider – O terror latente de Stephen King na TV
- 8. Happy Valley – Vingança e realismo social em Yorkshire
- 7. Columbo – O mestre da dedução inversa
- 6. Poirot – A era de ouro de Agatha Christie na TV
- 5. Poker Face – A peregrinação de uma detectora de mentiras humana
- 4. True Detective – Antologia de mistério e decadência moral
- 3. Luther – O submundo violento de Londres
- 2. Broadchurch – Impacto comunitário de um crime hediondo
- 1. Mindhunter – A gênese do perfil criminal no FBI
15. Psych – Leveza e dedução na Califórnia
Exibida pelo USA Network a partir de 2006, “Psych” propõe uma abordagem cômica ao acompanhar Shawn Spencer (James Roday Rodriguez) e Gus Guster (Dulé Hill) em Santa Barbara. Shawn, dotado de observação aguçada, finge ser médium para justificar suas façanhas investigativas e atua como consultor da polícia local. A parceria dos dois protagonistas, reforçada por oito temporadas e seguida de telefilmes, demonstra como um tom descontraído pode coexistir com enredos de assassinato sem apelar para o clima sombrio tão comum no gênero.
14. The Rockford Files – O detetive informal dos anos 1970
Em 1974, a NBC apresentou Jim Rockford, interpretado por James Garner. Diferente do detetive truculento, Rockford trabalha em um trailer estacionado em Malibu, busca casos de menor repercussão e evita violência sempre que possível. A série, celebrada por essa postura mais “pé no chão”, originou telefilmes na década de 1990, reafirmando a identificação do público com um investigador que equilibra carisma e vulnerabilidade.
13. Foyle’s War – Crime e contrainformação em plena Segunda Guerra
A ITV lançou, em 2002, a produção ambientada na Inglaterra dos anos 1940, período em que muitos policiais estão mobilizados no esforço bélico. Christopher Foyle (Michael Kitchen) assume investigações com recursos escassos e, nas duas temporadas finais, lida com intrigas do início da Guerra Fria. A presença de Sam Stewart (Honeysuckle Weeks) como assistente reforça a dinâmica de uma narrativa que explora crimes domésticos enquanto o país enfrenta conflitos internacionais.
12. Monk – Transtorno obsessivo como ferramenta investigativa
Adrian Monk, vivido por Tony Shalhoub desde 2002, tornou-se sinônimo de genialidade atrelada a fobias. O ex-detetive de San Francisco, afastado após o assassinato da esposa, retorna como investigador particular e consultor policial. Suas obsessões se convertem em método de análise, um mecanismo que sustenta oito temporadas e um telefilme conclusivo disponibilizado pelo Peacock.
11. Vera – Longevidade e perspicácia no norte da Inglaterra
Inspirada nos romances de Ann Cleeves, “Vera” chegou à ITV em 2011 com Brenda Blethyn interpretando a detetive Vera Stanhope. À beira da aposentadoria, a personagem exibe aparência descuidada, mas impressiona pelo olhar minucioso e liderança sobre a equipe. Foram 14 temporadas, encerradas em 2025, com participações de nomes como Wunmi Mosaku e Kingsley Ben-Adir, comprovando a força desse modelo britânico de whodunit contemporâneo.
10. Murder, She Wrote – A escritora que desvenda crimes
Lançada pela CBS em 1984, a série acompanha Jessica Fletcher (Angela Lansbury), autora de livros policiais que, na fictícia Cabot Cove e depois em Manhattan, vê-se repetidamente envolvida em investigações de homicídio. Ao longo de 12 temporadas, sua lógica implacável atraiu público de diversas faixas etárias. Um filme está em desenvolvimento, embora a identificação da audiência com Lansbury seja um dos maiores desafios para qualquer adaptação futura.
9. The Outsider – O terror latente de Stephen King na TV
Em 2020, a HBO adaptou o romance homônimo de Stephen King. O detetive Ralph Anderson (Ben Mendelsohn) lidera o inquérito sobre o assassinato de um garoto na Geórgia, inicialmente atribuído ao treinador Terry Maitland (Jason Bateman). Quando provas contraditórias surgem, a consultora psíquica Holly Gibney (Cynthia Erivo) intensifica a investigação. O clima ameaçador e a narrativa fechada configuram um exemplo de minissérie de prestígio ancorada em crime e paranormalidade.
Criada por Sally Wainwright, a produção da BBC mostra Catherine Cawood (Sarah Lancashire) perseguindo Tommy Lee Royce (James Norton), responsável por devastar sua família. A trama inicial envolve sequestro; temporadas posteriores incluem novos homicídios e o ressentimento crescente entre os rivais. Reconhecida pela representação crua da violência, a série utiliza o interior inglês como cenário que contrasta com o título irônico.
7. Columbo – O mestre da dedução inversa
Pioneiro dos anos 1970 na NBC, com retorno nos anos 1990 pela ABC, “Columbo” apresenta Peter Falk no papel do aparentemente desleixado tenente de casaco amarrotado. A estratégia da série revela o criminoso logo no início, deslocando o suspense para a forma como o detetive desmonta álibis. O resultado é um ícone cultural respaldado por décadas de exibição e pela atuação marcante de Falk.

Imagem: Internet
6. Poirot – A era de ouro de Agatha Christie na TV
“Agatha Christie’s Poirot”, exibida pela ITV entre 1989 e 2013, adaptou praticamente toda a obra dedicada ao detetive belga. Ambientada majoritariamente na década de 1930, a produção acompanha Hercule Poirot, interpretado por David Suchet, cuja sobriedade evita transformar o personagem em alívio cômico. O tom ficou mais sombrio ao longo dos anos, mas a fidelidade de Suchet garantiu coerência do início ao fim.
5. Poker Face – A peregrinação de uma detectora de mentiras humana
Produzida para o Peacock, a série de Rian Johnson segue Charlie Cale (Natasha Lyonne) após sua fuga de um cassino. Dotada de habilidade infalível para perceber falsidades, ela viaja pelos Estados Unidos em um Plymouth Barracuda 1969, solucionando assassinatos que cruzam seu caminho. A estrutura episódica permitiu variações de formato em duas temporadas, mas o serviço de streaming optou pelo cancelamento posteriormente.
4. True Detective – Antologia de mistério e decadência moral
Desde 2014, a HBO exibe temporadas independentes sob o guarda-chuva de “True Detective”. Cada arco acompanha grupos reduzidos de policiais diante de crimes complexos: uma investigação de 17 anos na Louisiana, outra trama multidecenal nos Ozarks e, mais recentemente, um caso aterrorizante no Alasca no ciclo intitulado “Night Country”. A reputação da série reside na atmosfera neo-noir e em elencos de alto calibre, como o que incluiu Jodie Foster na quarta temporada.
3. Luther – O submundo violento de Londres
Idris Elba protagoniza, desde 2010, o detetive John Luther, que enfrenta assassinos seriais sofisticados em Londres. O envolvimento pessoal com os casos, o assassinato de sua esposa e a relação ambígua com a criminosa Alice Morgan (Ruth Wilson) intensificam o drama. Após cinco temporadas, a história avançou em um filme da Netflix, preparando terreno para uma nova produção cinematográfica já anunciada.
2. Broadchurch – Impacto comunitário de um crime hediondo
Estreada em 2013 na ITV, a série de Chris Chibnall retrata o assassinato de uma criança em uma cidade costeira inglesa. Os detetives Alec Hardy (David Tennant) e Ellie Miller (Olivia Colman) conduzem o caso, e o enredo destaca como a investigação afeta moradores e família da vítima. No terceiro ciclo, os mesmos investigadores voltam a atuar diante de um caso de estupro que provoca abalo semelhante. A combinação de drama humano e narrativa investigativa conferiu à produção reconhecimento internacional.
1. Mindhunter – A gênese do perfil criminal no FBI
Ambientada no final dos anos 1970 e início dos anos 1980, a série da Netflix acompanha os agentes Holden Ford (Jonathan Groff) e Bill Tench (Holt McCallany) enquanto entrevistam presos célebres, entre eles Charles Manson e David Berkowitz. O conhecimento extraído dessas conversas é aplicado a investigações em andamento. A estética meticulosa reflete a participação de David Fincher como produtor executivo e diretor de episódios. Com duas temporadas aclamadas, a produção permanece sem continuação oficial, mobilizando uma base de fãs que pleiteia o retorno.
Da comédia policial ao thriller psicológico, do formato episódico às antologias, a seleção demonstra a vitalidade de um subgênero que atravessa décadas sem perder relevância. Cada série citada acrescenta características próprias ao cânone investigativo televisivo, consolidando modelos narrativos que inspiram produções posteriores e sustentam o interesse do público por histórias de investigação meticulosamente construídas.

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou apaixonada por tornar a vida mais leve, prática e organizada — especialmente depois que me tornei mãe.
Criei o Organiza Simples como um cantinho acolhedor para compartilhar tudo o que aprendi (e continuo aprendendo!) sobre organização da casa, da rotina e da mente, sem fórmulas impossíveis ou metas inalcançáveis.

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