Menina de 4 anos desaparecida é resgatada com vida em mata de Jeceaba após 48 h de buscas coordenadas

No início da tarde de sábado, uma operação que mobilizou bombeiros, policiais, Defesa Civil e moradores culminou no resgate da menina de 4 anos desaparecida desde quinta-feira em uma área de mata do povoado de Bituri, no município de Jeceaba, região metropolitana de Belo Horizonte. Localizada por volta das 14 h, a criança foi retirada do local em segurança, apresentando sinais vitais preservados, algumas marcas de capim pelo corpo e encaminhada imediatamente a atendimento hospitalar.
Detalhes do resgate da menina de 4 anos desaparecida
O ponto de virada da ação ocorreu quando voluntários que integravam a força-tarefa visualizaram a criança na vegetação densa. A equipe de moradores, que auxiliava os órgãos oficiais, comunicou o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, permitindo que os militares chegassem ao local exato e realizassem o resgate de forma técnica e rápida. Imagem divulgada pela corporação mostra um socorrista carregando Alice Maciel Lacerda Lisboa nos braços, reforçando o êxito da operação após quase dois dias de buscas ininterruptas.
Assim que a menina foi retirada da mata, os bombeiros procederam à avaliação inicial: verificação de frequência cardíaca, respiração e integridade física. A presença de pequenas marcas de capim indicou contato prolongado com a vegetação, mas nenhum ferimento grave foi relatado. Em seguida, ela foi conduzida a unidade hospitalar para exames complementares, procedimento padrão em ocorrências de desaparecimento infantil.
Operação de busca pela menina de 4 anos desaparecida
A mobilização começou na tarde de quinta-feira, logo após o comunicado de desaparecimento. Aproximadamente 40 militares do Corpo de Bombeiros foram destinados à região, caracterizada pela corporação como “mata de difícil acesso”. A expressão resume o relevo irregular, a densidade vegetal e a limitação de trilhas transitáveis, fatores que exigem equipamentos específicos e estratégia minuciosa de varredura.
Para cobrir a área ampla em tempo hábil, o comando da operação empregou drones de varredura dotados de câmeras térmicas. Essas aeronaves não tripuladas ampliaram o campo de visão dos socorristas, permitindo identificar contrastes de temperatura que entregam a presença humana, mesmo quando a pessoa está imóvel ou parcialmente coberta pela vegetação. A combinação de busca terrestre e monitoramento aéreo manteve as equipes ativas durante as 48 h que separaram o desaparecimento do reencontro.
Condição de saúde e especificidades da criança
Durante o período em que a menina de 4 anos desaparecida esteve fora do convívio da família, a preocupação dos profissionais de resgate foi potencializada por características de saúde particulares. A família informou que a criança apresenta transtorno do espectro autista (TEA) na forma não verbal, o que significa que ela não se comunica por meio da fala. Além disso, a menina faz uso de medicação controlada, outra variável crítica que orientou a urgência da operação, uma vez que o atraso na administração dos medicamentos poderia agravar seu estado clínico.
Essas informações levaram as equipes a ajustar a abordagem durante a varredura. Sabia-se, por exemplo, que a criança poderia não responder a chamadas em voz alta ou apitos de localização. Desse modo, os bombeiros e voluntários precisaram adotar métodos de busca visual constante e explorar pistas físicas, como pegadas, áreas com capim amassado e sinais recentes de passagem. A decisão contribuiu diretamente para o sucesso da operação, já que a localização visual acabou por ser a chave do resgate.
Ação do Amber Alert no caso da menina de 4 anos desaparecida
Enquanto o efetivo atuava em campo, uma ferramenta de alcance nacional reforçava a busca pela criança: a rede Amber Alert. Acionada pelo Ministério da Justiça e da Segurança Pública, a plataforma conecta as polícias civis de todo o país a canais digitais controlados pela Meta — empresas responsáveis por Facebook, Instagram e WhatsApp. Quando disparado, o sistema distribui alertas no raio de até 160 km do local do desaparecimento, maximizando a probabilidade de que alguém identifique a vítima ou forneça pistas relevantes.

Imagem: Internet
No caso de Alice Maciel, a divulgação digital multiplicou o alcance do chamado de urgência em um curto intervalo de tempo, permitindo que moradores, motoristas em trânsito e qualquer pessoa na vizinhança recebessem a notificação diretamente no celular. Embora nenhuma informação da rede de alertas tenha sido relatada como decisiva para a localização final, o uso do instrumento ampliou a conscientização regional e demonstrou a integração entre tecnologia e serviços públicos em cenários de desaparecimento.
Engajamento comunitário e coordenação entre órgãos
Além dos bombeiros e da estrutura policial, moradores de Bituri e regiões próximas desempenharam papel fundamental nas buscas. O dado de que a criança foi inicialmente avistada por voluntários reforça o impacto do engajamento comunitário em ocorrências dessa natureza. A participação popular não apenas aumentou o efetivo humano disponível, mas também trouxe conhecimento empírico das trilhas, cursos d’água e áreas de risco, informações que podem ser decisivas em terreno de difícil navegação.
A coordenação entre instâncias — Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Polícia Militar, Defesa Civil e população local — evidenciou um modelo de resposta integrada a emergências. Cada instituição contribuiu com competências específicas: investigação, segurança perimetral, protocolos de gerenciamento de risco e suporte logístico. Esse arranjo colaborativo acelerou processos, evitou sobreposição de esforços e culminou no resgate com vida, resultado que se torna referência para futuras operações no estado.
No momento em que foi encontrada, a criança apresentava quadro considerado estável pelos socorristas, o que permitiu sua remoção imediata e segura até o hospital mais próximo. A expectativa das equipes era de que, após exames de rotina, ela fosse liberada para retornar ao convívio familiar, uma vez que nenhum sinal de trauma físico grave foi registrado.
Com o fim da busca, o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais encerrou a operação no povoado de Bituri, enquanto parentes aguardavam a liberação hospitalar para reunir-se à criança. A etapa seguinte envolve apenas acompanhamento médico e atenção à administração regular dos medicamentos controlados já indicados à paciente.

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou apaixonada por tornar a vida mais leve, prática e organizada — especialmente depois que me tornei mãe.
Criei o Organiza Simples como um cantinho acolhedor para compartilhar tudo o que aprendi (e continuo aprendendo!) sobre organização da casa, da rotina e da mente, sem fórmulas impossíveis ou metas inalcançáveis.

Conteúdo Relacionado