Moncler patrocina Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno 2026 e redefine disputa por visibilidade

Moncler assumiu a posição incomum de apoiar a delegação brasileira nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026, preferindo uma nação sem tradição no gelo às potências habituais, e transformou essa decisão em pilar central de sua comunicação de alta performance.

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A convergência de moda, esporte e sede olímpica

Milão, referência internacional para nomes como Prada e Dolce & Gabbana, ficará novamente sob os holofotes entre 14 e 16 de fevereiro de 2026, quando serão disputadas as provas de esqui alpino da próxima edição olímpica de inverno. Na cidade que dita tendências nas passarelas, as marcas utilizam o megaevento esportivo para exibir criações, equipar atletas e aprofundar posicionamento. Dentro desse cenário amplamente dominado por contratos com nações de tradição centenária, Moncler decidiu estabelecer uma narrativa própria ao se vincular ao Brasil, país que ainda não conquistou medalhas em competições olímpicas de inverno.

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Por que a Moncler escolheu o Brasil em vez das potências tradicionais

A opção pelo Brasil se relaciona a três fatores apresentados pela marca e por especialistas do mercado. Primeiro, o custo-benefício: delegações líderes no quadro de medalhas são disputadas por vários patrocinadores, o que eleva o investimento necessário e dilui a exposição. Segundo, o ineditismo: ao ingressar em uma equipe menos visada, Moncler tem maior autonomia criativa na confecção de uniformes e ocupa espaço midiático sem competir diretamente com outras grifes. Terceiro, a identificação cultural: o Brasil é considerado mercado estratégico em expansão para bens de luxo, oferecendo retorno potencial a longo prazo por meio de aproximação com consumidores locais.

Como consequência, a parceria entrega à marca visibilidade global por meio de uma história que combina superação, multiculturalidade e possibilidade de conquista inédita. Mesmo que não haja medalha, a associação a uma narrativa diferente já garante presença constante em conversas sobre diversidade no esporte.

Lucas Pinheiro Braathen: o rosto da aposta da Moncler

A decisão da grife italiana se personifica em Lucas Pinheiro Braathen, nascido na Noruega e filho de mãe brasileira. Até 2023, o atleta era considerado promessa do esqui alpino, especialmente nas modalidades slalom e slalom gigante. Naquele ano, anunciou aposentadoria prematura após divergências com a federação norueguesa sobre contratos de patrocínio. Depois de doze meses afastado das pistas, resolveu retornar ao circuito mundial, desta vez competindo pelo Brasil, país no qual viveu parte da infância, domina o português e mantém laços familiares.

No momento, Braathen ocupa a vice-liderança da Copa do Mundo nas duas provas que disputará em Milão-Cortina. O desempenho técnico, associado à chance histórica de conquistar a primeira medalha olímpica de inverno do Brasil, converge com a meta de Moncler de se diferenciar no mercado de performance. Para especialistas em marketing esportivo, a trajetória que rompe padrões tradicionais amplia o valor simbólico da parceria.

Linha Moncler Grenoble resgata tradição olímpica

O patrocínio está ancorado na Moncler Grenoble, divisão criada para unir design de luxo e exigências do esporte de montanha. O nome homenageia Grenoble, cidade francesa que sediou os Jogos Olímpicos de Inverno de 1968, última edição na qual a marca teve ligação direta com a competição. Ao retomar essa referência histórica, a empresa reconecta passado e futuro e reforça sua presença em um segmento hoje dominado por marcas puramente técnicas.

Por meio da Grenoble, a companhia italiana busca demonstrar que itens de alto padrão estético podem coexistir com funcionalidades exigidas pelos atletas de elite. O desempenho recente de Braathen fornece validação prática a essa proposta de valor, funcionando como vitrine global para a linha.

Uniformes brasileiros assinados pela Moncler

Além de patrocinar o esquiador, Moncler será responsável pelos trajes oficiais da equipe brasileira nos Jogos de 2026. As peças trazem elementos nacionais discretos, como estrelas inspiradas na bandeira do Brasil integradas ao design técnico dos macacões utilizados nas provas. Esse cuidado visual visa criar identificação sem comprometer a aerodinâmica e o isolamento térmico fundamentais para competições em baixa temperatura.

O conjunto de uniformes reforça o posicionamento de luxo funcional: cada detalhe de acabamento deve atender a critérios de performance e, simultaneamente, comunicar pertencimento cultural. Dentro de um evento que mescla audiência esportiva e cobertura de lifestyle, o design tenderá a circular tanto em transmissões ao vivo quanto em publicações de moda, ampliando o alcance da grife.

Riscos e benefícios da estratégia da Moncler

Especialistas apontam que o principal risco está ligado à visibilidade limitada que seleções sem histórico de pódios costumam receber. Resultados competitivos tendem a determinar tempo de exposição em transmissões e repercussão em veículos esportivos. Ainda assim, a leitura de mercado indica que o ganho narrativo pode superar essa condição, pois a marca passa a ser percebida como agente de novos caminhos no esporte, não apenas patrocinadora de favoritos previsíveis.

Adicionalmente, o investimento estimado para garantir exclusividade em uma delegação de menor destaque é relativamente menor do que o valor requisitado por superpotências do gelo. Isso possibilita à Moncler destinar recursos a ativações diferenciadas, como campanhas voltadas ao público brasileiro e ações digitais que explorem a história multicultural de Braathen.

Alcance no mercado brasileiro e consolidação global

O Brasil figura entre os maiores consumidores de artigos premium da América Latina, característica que atrai empresas interessadas em expansão regional. Ao patrocinar um atleta que compartilha identidade brasileira, Moncler potencializa conexões emocionais com esse público, ao mesmo tempo em que mantém projeção internacional por meio da exposição olímpica. Essa estratégia de duplo alcance — local e global — segue tendência crescente de valorização de narrativas autênticas para fidelização de novos segmentos.

Próximos passos até as provas de esqui em Milão-Cortina

Entre 14 e 16 de fevereiro de 2026, Lucas Pinheiro Braathen disputará o slalom e o slalom gigante na etapa olímpica italiana. Se conquistar medalha, selará o primeiro pódio de inverno do Brasil e ampliará o retorno de visibilidade para Moncler. Até lá, a marca seguirá ativando a história que combina moda, alta performance e identidade multicultural, enquanto o atleta compete nas etapas da Copa do Mundo que antecedem o torneio olímpico.

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OrganizaSimples

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou apaixonada por tornar a vida mais leve, prática e organizada — especialmente depois que me tornei mãe. Criei o Organiza Simples como um cantinho acolhedor para compartilhar tudo o que aprendi (e continuo aprendendo!) sobre organização da casa, da rotina e da mente, sem fórmulas impossíveis ou metas inalcançáveis.

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