O Agente Secreto lidera o APCA 2025: Wagner Moura, Tânia Maria e artistas de várias áreas são premiados

A Associação Paulista de Críticos da Arte anunciou os vencedores de 2025 e O Agente Secreto liderou a noite ao ser eleito Melhor Filme, com Wagner Moura consagrado como Melhor Ator e Tânia Maria reconhecida pelo júri. A premiação contemplou ainda arquitetura, artes visuais, música, dança, literatura, rádio, teatro e televisão, reforçando o alcance multidisciplinar da instituição.
- O Agente Secreto e a consagração como Melhor Filme
- Wagner Moura brilha em O Agente Secreto e leva Melhor Ator
- Tânia Maria recebe prêmio especial do júri por O Agente Secreto
- Demais premiados no cinema: direção, roteiro e documentário
- Panorama completo dos vencedores nas demais artes
- Arquitetura, Dança e Literatura: diversidade reconhecida
- Música popular e erudita: Ney Matogrosso, Luedji Luna e Gaby Amarantos
- Rádio, Teatro e Televisão completam a lista
O Agente Secreto e a consagração como Melhor Filme
No segmento cinematográfico, o drama dirigido por Kleber Mendonça Filho destacou-se entre os concorrentes e conquistou o troféu de Melhor Filme. O resultado reafirma a relevância da produção no cenário nacional, já que a obra reuniu elementos de narrativa, atuação e direção que captaram a atenção dos críticos da APCA. Ao vencer, o longa liderou a lista de filmes mencionados, chamando atenção para a força do audiovisual brasileiro dentro da premiação, que tradicionalmente avalia criações de múltiplas linguagens artísticas.
Wagner Moura brilha em O Agente Secreto e leva Melhor Ator
A atuação de Wagner Moura em O Agente Secreto foi apontada pelos críticos como a mais impactante do ano, garantindo ao intérprete o título de Melhor Ator. O reconhecimento consolida a importância do personagem principal na trama e enfatiza a sintonia entre direção e elenco. A distinção obtida por Moura também contribui para o destaque do longa-metragem dentro de um panorama que reuniu produções de diferentes gêneros e estilos na categoria cinematográfica da APCA.
Tânia Maria recebe prêmio especial do júri por O Agente Secreto
A participação de Tânia Maria na mesma produção recebeu o Prêmio Especial do Júri. Mesmo na condição de coadjuvante, a atriz obteve reconhecimento por sua entrega dramática e pela contribuição ao desenvolvimento da história. A distinção reforça o êxito coletivo alcançado por O Agente Secreto: além do filme e de seu protagonista, a performance de Tânia Maria compôs o conjunto de conquistas que posicionou o título como o mais premiado da noite no campo audiovisual.
Demais premiados no cinema: direção, roteiro e documentário
A categoria cinematográfica não se limitou ao trio principal. Na direção, o troféu foi para Erico Rassi pelo trabalho em “Oeste Outra Vez”, reconhecendo a condução narrativa e estética do longa. O prêmio de Melhor Roteiro ficou com Rafaela Camelo, pela escrita de “A Natureza das Coisas Invisíveis”, destacando a construção textual como peça-chave da obra. Em documentário, “A Queda do Céu”, codirigido por Eryk Rocha e Gabriela Carneiro da Cunha, saiu vencedor, evidenciando o compromisso da APCA com formatos variados dentro do cinema. Para a atuação feminina, Shirley Cruz recebeu o título de Melhor Atriz por “A Melhor Mãe do Mundo”, ampliando a lista de profissionais celebrados.
Panorama completo dos vencedores nas demais artes
Fora do audiovisual, a Associação distribuiu prêmios que contemplam o espectro artístico brasileiro. Em arquitetura, a trajetória do escritório Teuba foi destacada, ao lado de projetos como o Memorial de Brumadinho, de Gustavo Penna, e o Sesc Franca, assinado pelos escritórios SIAA e Apiacás. A categoria reconheceu ainda iniciativas de resistência urbana, ativismo, revelação e fronteiras da arquitetura.
Nas artes visuais, uma exposição internacional dedicada a Andy Warhol na Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP) recebeu o prêmio máximo, enquanto a mostra “Fullgás Artes Visuais e Anos 1980 no Brasil”, apresentada no Centro Cultural Banco do Brasil, foi citada como principal exposição nacional. O novo prédio do Museu de Arte de São Paulo (Masp) apareceu entre os destaques do ano, sinalizando a importância de obras de infraestrutura cultural.
Arquitetura, Dança e Literatura: diversidade reconhecida
A dança obteve visibilidade com o espetáculo “Ato”, da Cia Fragmento de Dança, vencedor na categoria principal. A criação coreográfica de Rodrigo Pederneiras e Cassi Abranches em “Piracema”, do Grupo Corpo, também foi laureada, assim como o Balé Teatro Guaíra, premiado pelo elenco reunido em “Contraponto”. A APCA contemplou ainda interpretações individuais, cenografia, difusão de memória e um prêmio especial entregue ao Grupo Corpo.
A literatura apresentou vencedores em múltiplos gêneros. No romance, “Corsária”, de Marilene Felinto, foi o título escolhido. A coletânea de contos “Os Anos de Vidro”, escrita por Mateus Baldi, e o livro de poesia “Noite Devorada”, de Mar Becker, completaram o pódio das obras fictícias. O corpo de jurados destacou ainda tradução, ensaio, reportagem ou biografia e livro infantojuvenil, evidenciando a variedade editorial que passou pelo crivo dos críticos em 2025.

Imagem: Amarantos
Música popular e erudita: Ney Matogrosso, Luedji Luna e Gaby Amarantos
Na música popular, o Grande Prêmio da Crítica foi entregue a Ney Matogrosso. Luedji Luna recebeu o título de Artista do Ano, enquanto o Disco do Ano foi “Rock Doido”, de Gaby Amarantos. Entre as distinções técnicas, o projeto especial mencionado foi a exposição dedicada à cultura hip-hop paulista, organizada no Sesc 24 de Maio, e a Música do Ano foi “Zelite”, de Douglas Germano. Ajulliacosta foi apontada como Artista Revelação, e o Show do Ano coube a Jadsa, pelo espetáculo “Big Buraco”.
No campo erudito, a revista Concerto, que completou 30 anos, obteve destaque da crítica. A ópera “Porgy and Bess”, encenada no Theatro Municipal de São Paulo, venceu sua categoria. A obra “Breathing Blocks”, de Felipe Lara, foi eleita Melhor Estreia. Projetos orquestrais, corais e recitais tiveram seu espaço, com premiações para a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) e o Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo.
Rádio, Teatro e Televisão completam a lista
O segmento de rádio enfatizou a democratização de acesso à informação ao premiar a Web Rádio da Organização Nacional dos Cegos do Brasil. Profissionais como Haisem Abaki, da Eldorado FM, e conteúdos como o podcast “Não Inviabilize”, de Déia Freitas, também foram reconhecidos, mostrando a pluralidade de formatos avaliados.
No teatro, a dramaturgia de Silvia Gomez em “Lady Tempestade” e a direção de Dinho Lima Flor em “Restinga de Canudos” foram celebradas. A lista incluiu ainda os atores Marcelo Medici e Paula Cohen, o espetáculo “(Um) Ensaio Sobre a Cegueira” e prêmios especiais ao Programa Persona e a Caetano Vilela. Para o público infantojuvenil, “Marie e a Descoberta Luminosa” foi o Grande Prêmio da Crítica, acompanhado de seis outras categorias específicas para produções voltadas às crianças e aos adolescentes.
Na televisão, a novela “Guerreiros do Sol”, hospedada no Globoplay, saiu vencedora, tendo Irandhir Santos como Melhor Ator. Suely Franco foi eleita Melhor Atriz por “Dona de Mim”, exibida pela TV Globo. A série de ficção “Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente”, da HBO Max, conquistou seu espaço, assim como o documentário “Chico Anysio: Um Homem à Procura de um Personagem”. O programa Show 60 Anos, da TV Globo, e o Troféu Especial de 75 anos da TV brasileira para Lima Duarte completaram o quadro televisivo.
A cerimônia de entrega dos troféus está agendada para maio, no Teatro Sérgio Cardoso, na capital paulista, quando todos os ganhadores, incluindo a equipe de O Agente Secreto, receberão oficialmente seus reconhecimentos diante do público e da crítica especializada.

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou apaixonada por tornar a vida mais leve, prática e organizada — especialmente depois que me tornei mãe.
Criei o Organiza Simples como um cantinho acolhedor para compartilhar tudo o que aprendi (e continuo aprendendo!) sobre organização da casa, da rotina e da mente, sem fórmulas impossíveis ou metas inalcançáveis.

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