Os 12 Melhores Programas de Comédia da HBO: ranking completo e contextualizado

Desde o início de sua trajetória, a HBO acumulou prestígio com dramas de alto impacto, mas o catálogo de comédia do canal se revelou igualmente marcante. A lista a seguir organiza, do 12º ao 1º lugar, as principais produções humorísticas exibidas pela emissora e por sua plataforma HBO Max. Cada posição traz informações sobre enredo, elenco, anos de exibição e legado, compondo um panorama que demonstra como a empresa se tornou referência também no riso, mesmo quando as séries se aventuram por gêneros híbridos ou tratam de temas densos.
12.º Flight of the Conchords
A neozelandesa “Flight of the Conchords” chegou ao canal em 2007 e permaneceu por duas temporadas. Jemaine Clement e Bret McKenzie interpretam versões fictícias de si mesmos, artistas que tentam sobreviver como banda de dois integrantes na competitiva Nova York. Sob a gestão atrapalhada do empresário Murray, vivido por Rhys Darby, a dupla explora o estereótipo do “artista faminto” em chave musical. A produção também funcionou como vitrine para outros nomes da comédia: Kristen Schaal, que encarna a fã obsessiva Mel, ganhou projeção, e Clement, junto ao frequente colaborador Taika Waititi, viria a cocriar o fenômeno “What We Do in the Shadows”. Curiosamente, a série não foi a primeira da HBO a retratar um duo humorístico musical; a precursora “Tenacious D” estreou dez anos antes.
11.º Insecure
“Insecure” marcou uma inflexão no modelo de desenvolvimento da HBO ao transformar o web show “Awkward Black Girl”, de Issa Rae, em série televisiva. Lançada em 2016, acompanha Issa — alter ego da criadora — e sua amiga Molly (Yvonne Orji) no cotidiano de mulheres negras na Los Angeles contemporânea. Além de retratar as relações afetivas e profissionais de millennials, a narrativa aborda saúde mental, incluindo bipolaridade, ansiedade e depressão, sem abrir mão do humor. A personagem Kelli, interpretada por Natasha Rothwell, expandiu o alívio cômico. Após cinco temporadas consistentes, o episódio final contrariou apostas românticas do público e enfatizou o tema central: a amizade que sustenta as protagonistas, consolidando a série como pilar da comédia do canal na segunda metade da década de 2010.
10.º Hacks
Com quatro temporadas já exibidas, “Hacks” caminha para um quinto — e anunciado último — ciclo. Hannah Einbinder vive Ava, roteirista cancelada por um tweet e contratada para revitalizar o show de stand-up da lendária Deborah Vance, papel de Jean Smart. O convívio entre as duas evolui de necessidade profissional a co-dependência tóxica, permitindo que a trama satirize tanto o show business de Las Vegas quanto a luta para “vingar” em Los Angeles. O quarto ano ainda mergulha no bastidor da televisão noturna, reforçando o debate sobre fama e reinvenção. O andamento consistente até aqui sustenta a expectativa para o desfecho.
9.º The Rehearsal
Nathan Fielder levou à HBO a experimentação iniciada em “Nathan For You”. Na primeira temporada de “The Rehearsal”, ele oferece a desconhecidos simulações detalhadas de eventos pessoais, bancadas pelo orçamento da emissora. O segundo ano, exibido em 2025, amplia a premissa: investigando acidentes aéreos, Fielder conclui que a comunicação entre pilotos é crucial e decide comprovar a teoria tornando-se piloto de Boeing 737. O clímax envolve o voo real de um avião comercial sobre o Deserto de Mojave, seguido de um episódio em que o apresentador reencena toda a vida de Sully Sullenberger, do berço ao pouso no rio Hudson. A fronteira entre realidade e espetáculo torna-se, aqui, praticamente inexistente.
8.º The Comeback
Lançada em 2005, apenas um ano após o fim de “Friends”, “The Comeback” exibe Lisa Kudrow no papel da atriz Valerie Cherish, que documenta sua tentativa de retorno à fama enquanto grava uma sitcom de rede aberta. O formato mistura sitcom e mockumentary, algo incomum na época. Apesar do acolhimento morno inicial, a série ganhou segunda temporada nove anos depois, em 2014, ambientada uma década após os eventos originais. Nesta fase, Valerie explora o boom dos realities enquanto protagoniza uma produção da própria HBO inspirada em sua vida, recurso que discute envelhecimento e o tratamento dado às mulheres na indústria. Um terceiro e último ano foi confirmado para 2026, prometendo explorar o turbulento ciclo de controvérsias de Hollywood dos doze anos subsequentes.
7.º Sex and the City
Estreante em 1998, “Sex and the City” fincou a HBO como líder de comédia para o grande público. A série acompanha a colunista Carrie Bradshaw e suas amigas Samantha, Charlotte e Miranda enquanto navegam o universo dos relacionamentos em Nova York, na efervescente década de 1990. A franqueza sexual e a nudez — muitas vezes capitaneadas pela postura positiva de Samantha, interpretada por Kim Cattrall — foram revolucionárias na televisão aberta e a cabo. Ainda que certos momentos revelem limitações de época, a produção equilibra comédia escrachada e drama emocional, oferecendo um quarteto feminino tão icônico quanto o de “The Golden Girls” e influenciando sucessoras como “Girls”.
6.º Curb Your Enthusiasm
“Curb Your Enthusiasm” surgiu em 1999 como piloto especial, um ano após o fim de “Seinfeld”. Ao longo de 12 temporadas, finalizadas em 2024, Larry David interpreta uma versão ficcional de si, um sujeito que questiona normas sociais e arca com as consequências. A liberdade criativa da HBO permitiu ultrapassar limites jamais contemplados na NBC. Entre os episódios memoráveis estão o conflito com Michael J. Fox, a entrada do futuro colega de apartamento Leon Black (J.B. Smoove) e a temporada em que David reúne o elenco de “Seinfeld” com o único propósito de reconquistar a ex-esposa. O capítulo derradeiro ecoa o polêmico final de “Seinfeld”, fechando o arco de autocrítica com ironia.

Imagem: Internet
5.º Barry
Bill Hader surpreendeu ao estrear “Barry” em 2018. Na trama, o matador de aluguel deprimido Barry encontra novo sentido ao ingressar na aula de teatro do egocêntrico Gene Cousineau, vivido por Henry Winkler. Abandonar o submundo criminoso, contudo, exige confrontos constantes com a máfia chechena e agentes da lei, colocando amigos e colegas em risco. O elenco inclui Sarah Goldberg como a ambiciosa Sally, Anthony Carrigan como o afável mafioso NoHo Hank e Stephen Root como o manipulador Fuches. Os dois primeiros anos enfatizam o contraste entre a superficialidade hollywoodiana e a violência real; os dois finais aprofundam o tom sombrio sem sacrificar o humor, confirmando a habilidade de Hader em equilibrar gêneros.
4.º The Larry Sanders Show
Exibida de 1992 a 1998, “The Larry Sanders Show” satiriza os bastidores de um talk show noturno comandado pelo neurótico Larry Sanders, papel de Garry Shandling. A produção recebeu 56 indicações ao Emmy e venceu três, cifras que não refletem totalmente sua influência. Celebridades interpretam versões de si mesmas, recurso que inspirou futuras séries cômicas sobre meta-televisão, como “30 Rock” e “Curb Your Enthusiasm”. No campo técnico, a adoção de câmera única ágil, diálogos sobrepostos e longos planos em deslocamento influenciaram anche produções dramáticas, entre elas “The West Wing”. O programa é considerado marco na evolução da comédia de bastidores.
3.º Girls
“Girls” foi ao ar de 2012 a 2017 e dividiu opiniões ao retratar jovens adultas do Brooklyn em busca de propósito. Lena Dunham interpreta a escritora Hannah Horvath, cercada por um elenco que inclui Allison Williams (Marnie), Adam Driver (Adam), Jemima Kirke (Jessa), Zosia Mamet (Shoshanna), Andrew Rannells (Elijah), Alex Karpovsky (Ray) e Ebon Moss-Bachrach (Desi). A série explora privilégios, falta de autoconhecimento e ambições artísticas, mantendo humor afiado e sem complacência. Com seis temporadas sem grandes oscilações de qualidade, “Girls” envelheceu bem, sobretudo pela representação de falhas humanas reconhecíveis na década de 2020.
2.º Mr. Show w/ Bob & David
Lançado em 1995, “Mr. Show w/ Bob & David” teve quatro temporadas e tornou-se referência entre programas de esquetes. Bob Odenkirk, então roteirista de “SNL” e presença recorrente em “The Larry Sanders Show”, uniu-se a David Cross para criar transições fluidas entre quadros humorísticos. O elenco rotativo incluiu Paul F. Tompkins, Sarah Silverman, Mary Lynn Rajskub e Tom Kenny. Esquetes como “The Audition”, “Lie Detector” e “Pre-Taped Call-In Show” ainda figuram em listas de melhores de todos os tempos. A produção influenciou gerações posteriores de comediantes televisivos, mesmo sem alcançar popularidade massiva equivalente à de “Saturday Night Live”.
1.º Veep
No topo do ranking está “Veep”, que estreou em 2012 com Julia Louis-Dreyfus no papel da vice-presidente Selina Meyer. Ao lado de assessores submissos — vividos por Anna Chlumsky, Tony Hale e Timothy Simons, entre outros —, Meyer atravessa escândalos, humilhações públicas e embates internos pelo poder. Criada por Armando Iannucci, a série apresenta políticos mordazes e palavrões em profusão, alternativa satírica ao drama político convencional. Louis-Dreyfus recebeu seis prêmios Emmy consecutivos pela atuação, coroando uma performance que aliou timing cômico e crueldade verbal. Encerrada antes de ter de enfrentar circunstâncias políticas ainda mais complexas, “Veep” tornou-se símbolo de irreverência na década de 2010 e, de acordo com este levantamento, a melhor comédia já exibida pela HBO.

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou apaixonada por tornar a vida mais leve, prática e organizada — especialmente depois que me tornei mãe.
Criei o Organiza Simples como um cantinho acolhedor para compartilhar tudo o que aprendi (e continuo aprendendo!) sobre organização da casa, da rotina e da mente, sem fórmulas impossíveis ou metas inalcançáveis.

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