Pacientes no Sambódromo: balanço oficial registra 2.843 atendimentos e 167 transferências no Carnaval 2026

O Carnaval 2026 do Rio de Janeiro terminou com um levantamento detalhado da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) sobre pacientes no Sambódromo. Entre a noite de estreia, em 24 de janeiro, e a Quarta-Feira de Cinzas, em 18 de fevereiro, os seis postos médicos instalados na Marquês de Sapucaí registraram 2.843 atendimentos, dos quais 167 evoluíram para transferência hospitalar. A última noite de desfiles do Grupo Especial, encerrada na madrugada de 18 de fevereiro, concentrou 800 atendimentos e 37 remoções para unidades da rede pública.

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Pacientes no Sambódromo: como foi montada a estrutura de assistência

Para absorver a alta demanda típica do maior espetáculo a céu aberto do país, a SMS organizou seis módulos de pronto atendimento dentro e no entorno do Sambódromo. Cada módulo contou com equipes multiprofissionais, incluindo médicos clínicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e suporte de ambulâncias para remoções imediatas. O objetivo foi reduzir o tempo entre a ocorrência de um episódio agudo e o primeiro atendimento, prática que se mostrou decisiva para evitar complicações em casos de descompensação de doenças crônicas ou intoxicação alcoólica.

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Os plantões foram escalonados de acordo com o cronograma oficial dos desfiles: Pré-Carnaval, Série Ouro, Grupo Especial e Desfile das Campeãs. Durante o pico de público, na noite de 17 para 18 de fevereiro, todas as salas de observação permaneceram operando em capacidade máxima para garantir resposta rápida aos foliões que precisaram de socorro.

Pacientes no Sambódromo: perfil clínico dos 2.843 atendimentos

O balanço divulgado pela SMS indica que a maioria dos atendimentos esteve relacionada a quadros de mal-estar e fadiga provocados pelo esforço físico do desfile, peso das fantasias e altas temperaturas. Houve também registros expressivos de picos hipertensivos, descompensação de doenças crônicas, dores de cabeça, cortes superficiais, entorses, contusões e lesões ortopédicas decorrentes de quedas.

A intoxicação por consumo excessivo de bebidas alcoólicas apareceu como causa frequente de procura pelos postos médicos. A combinação de longas horas em pé, calor intenso e ingestão de álcool favoreceu episódios de tontura, náusea e perda de consciência, demandando monitoramento clínico até a estabilização dos pacientes.

Dos 167 foliões transferidos a hospitais, 37 necessitaram de remoção justamente na última noite do Grupo Especial. Essas remoções ocorreram principalmente por necessidade de exames complementares ou observação prolongada fora do escopo dos módulos temporários.

Atendimentos nos blocos de rua complementam demanda assistencial

Paralelamente ao fluxo de pacientes no Sambódromo, quatro postos médicos temporários foram instalados pela SMS em áreas estratégicas do Centro e da Zona Sul, focando o carnaval de rua. Entre 24 de janeiro e 17 de fevereiro, esses pontos totalizaram 694 atendimentos, com 89 transferências para hospitais municipais. Os quadros clínicos foram semelhantes aos observados na Sapucaí, mas com predominância de traumas leves, já que blocos de rua costumam envolver deslocamento constante dos foliões entre diferentes trajetos.

Para garantir cobertura integral, a secretaria distribuiu ambulâncias de suporte avançado nos principais circuitos, acionadas sempre que a equipe de plantão avaliava necessidade de remoção para exames de imagem ou suturas não realizáveis nos postos temporários.

Fiscalização sanitária: nove autuações e correções imediatas

O Instituto Municipal de Vigilância Sanitária (Ivisa-Rio) atuou diariamente no Sambódromo para assegurar padrões higiênico-sanitários em cozinhas, bares e depósitos de alimentos. Ao longo do evento, fiscais lavraram nove autos de infração, motivados por ausência de documentação obrigatória ou condições insatisfatórias de higiene. Em todos os casos, as equipes orientaram responsáveis e determinaram ajustes imediatos, evitando interdições que poderiam prejudicar fornecedores e público.

A presença contínua do órgão se mostrou essencial para mitigar riscos de surtos alimentares em um ambiente que, mesmo temporário, manipula grande volume de comidas e bebidas. O controle preventivo reforça a integração entre assistência médica e vigilância sanitária durante festas de grande porte.

Operação de limpeza recolhe 1,4 mil toneladas desde o pré-carnaval

Enquanto a SMS cuidava dos pacientes no Sambódromo, a Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) executava a Operação Carnaval 2026, focada no recolhimento e destinação adequada de resíduos gerados por desfiles e blocos. Apenas na terça-feira, 17 de fevereiro, as equipes removeram 296,3 toneladas de lixo em todos os pontos de folia.

Do total diário, 55,5 toneladas vieram da última noite do Grupo Especial na Sapucaí, sendo 35,4 toneladas na área interna e 20,1 toneladas no entorno. Somados os cinco dias de desfiles oficiais, o Sambódromo gerou 242,2 toneladas de resíduos.

Nos blocos de rua, bailes populares e desfiles de embalo, a terça-feira respondeu por 217,1 toneladas, com destaque para o Bloco Cordão do Carrapato, que sozinho produziu 17,2 toneladas. Desde o início do pré-carnaval, esses eventos acumulam 1.100 toneladas removidas.

A Passarela Popular da Intendente Magalhães registrou mais 23,7 toneladas na noite de terça, totalizando 79 toneladas em quatro dias. Ao fim do período festivo, a Comlurb contabilizou 1.421,2 toneladas de resíduos — indicador que serve de base para planejamento de logística e equipes em carnavais futuros.

Próximos marcos no calendário municipal após o Carnaval 2026

Com o encerramento dos desfiles e o retorno da rotina urbana, a SMS e a Comlurb concentram-se agora na avaliação pós-evento. Relatórios consolidados serão apresentados às respectivas secretarias, contendo dados de atendimentos clínicos, eficiência das transferências, desempenho das equipes de limpeza e cumprimento de normas sanitárias. Esses documentos devem orientar ajustes nas operações para o Carnaval 2027, cuja preparação inicia-se nos próximos meses, logo após a divulgação oficial dos resultados completos pelos órgãos municipais.

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Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou apaixonada por tornar a vida mais leve, prática e organizada — especialmente depois que me tornei mãe. Criei o Organiza Simples como um cantinho acolhedor para compartilhar tudo o que aprendi (e continuo aprendendo!) sobre organização da casa, da rotina e da mente, sem fórmulas impossíveis ou metas inalcançáveis.

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