PF solicita suspeição de Toffoli em inquérito sobre fraudes no Banco Master

A Polícia Federal (PF) pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, a suspeição de Toffoli como relator do inquérito que apura fraudes no Banco Master, instituição que foi alvo de liquidação pelo Banco Central. O pedido, encaminhado na segunda-feira, 9, baseia-se em menção ao nome do ministro Dias Toffoli encontrada em mensagem localizada no telefone celular do banqueiro Daniel Vorcaro, sócio do banco investigado e alvo de busca e apreensão. O teor da mensagem está protegido por sigilo judicial.

Índice

Quem são os protagonistas no pedido de suspeição de Toffoli

Quatro entidades concentram os fatos descritos no processo. A Polícia Federal figura como autora do requerimento; o ministro Edson Fachin, na qualidade de presidente do STF, recebeu a solicitação; o ministro Dias Toffoli atua como relator do inquérito e afirma não haver legitimidade da PF para o pleito; e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, consta como investigado cujo aparelho celular originou o indício que motivou a medida. Cada um desses atores detém participação decisiva no andamento da investigação sobre possíveis fraudes que, segundo informações constantes no inquérito, podem alcançar R$ 17 bilhões.

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Além desses protagonistas, aparecem o Banco Central, responsável pela liquidação do Banco Master, e o Banco de Brasília (BRB), instituição pública que, de acordo com o inquérito, chegou a negociar a compra do banco investigado. Todos esses elementos estão interligados à Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro de 2025.

Como a investigação do Banco Master culminou no questionamento da suspeição de Toffoli

A suspeição de Toffoli foi solicitada depois de a PF informar a Fachin que localizou referência ao nome do ministro no aparelho de Daniel Vorcaro. Essa referência, mantida em segredo de Justiça, desencadeou o ofício policial. Ao receber a comunicação, o presidente do STF abriu processo interno específico e determinou a notificação do ministro para apresentação de defesa. De acordo com o rito descrito, caberá exclusivamente a Fachin decidir se Toffoli permanece ou não na relatoria do caso Banco Master.

O inquérito concentra-se em suposta concessão de créditos falsos pelo Banco Master, prática que, segundo a investigação, teria sido adotada inclusive durante tratativas para venda da instituição ao BRB. A apreensão do celular do banqueiro ocorreu durante diligências da Operação Compliance Zero, operação que também atingiu outros investigados ligados ao banco.

Quando e onde ocorreram os principais marcos da investigação

Os eventos que sustentam o avanço do inquérito se distribuíram em três momentos. Em novembro de 2025, a Operação Compliance Zero foi executada pela PF em diferentes localidades, efetivando buscas e apreensões, entre elas a que resultou na coleta do telefone de Vorcaro. Na segunda-feira, 9 (mês não detalhado no processo), a corporação encaminhou o pedido de suspeição de Toffoli ao gabinete da presidência do Supremo. Logo depois, o ministro Edson Fachin determinou a abertura de processo interno, fato que centraliza os debates atuais no STF, localizado em Brasília.

Outro ponto temporal relevante data do mês anterior ao pedido, quando matérias jornalísticas apontaram questionamentos sobre a continuidade de Toffoli na relatoria. Esse debate foi impulsionado por menções de supostas irregularidades envolvendo um fundo de investimento ligado ao Banco Master, o qual teria adquirido participação em um resort no Paraná anteriormente pertencente a familiares do ministro.

Por que a Polícia Federal defende a suspeição de Toffoli

No documento enviado a Fachin, a corporação sustenta que a presença do nome do ministro em conversa no celular do investigado justificaria o afastamento preventivo de Toffoli da relatoria. A suspeição de Toffoli, na ótica da PF, asseguraria imparcialidade do processo, pois evitaria eventual conflito de interesses. Entretanto, o conteúdo exato da mensagem que ligaria o ministro ao banqueiro permanece confidencial, impedindo, por ora, divulgação pública dos argumentos completos.

Em nota, o gabinete do ministro rebateu o requerimento. A assessoria reafirmou que a Polícia Federal, por não figurar como parte no inquérito, não possuiria legitimidade legal para solicitar suspeição, mencionando o artigo 145 do Código de Processo Civil. O texto classifica o pedido como formado por ilações e informa que os esclarecimentos formais serão apresentados diretamente ao presidente da Corte.

Consequências potenciais para o inquérito do Banco Master

O desfecho do pedido de suspeição de Toffoli criará dois cenários. Caso Fachin decida pelo afastamento, o processo deverá ser redistribuído a novo relator, seguindo critérios regimentais do STF. Essa mudança pode alterar prazos e estratégias processuais na investigação das fraudes estimadas em R$ 17 bilhões. Se o presidente do Supremo rejeitar o requerimento, Toffoli retomará normalmente a condução dos autos, mantendo controle de todos os despachos e diligências futuras.

Independentemente da decisão, a investigação continuará centralizada nos eventos apurados pela Operação Compliance Zero. Entre os pontos já explicitados constam a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB, a emissão de créditos supostamente fictícios e a consequente liquidação da instituição pelo Banco Central. Cada um desses fatos sustenta o interesse público e financeiro sobre o caso.

Próximos passos e prazos esperados no STF

Com o processo interno em andamento, o ministro Dias Toffoli deverá enviar defesa ao presidente Edson Fachin dentro do prazo que for estabelecido nos autos. Somente após receber a manifestação, Fachin deliberará sobre a permanência ou substituição do relator. Até lá, o inquérito permanece parado quanto a despachos substanciais, pois a discussão sobre a legitimidade do relator antecede qualquer medida investigativa adicional.

A decisão de Fachin marcará o próximo ponto de inflexão no caso e orientará a continuidade das apurações sobre as fraudes atribuídas ao Banco Master, aos investigados da Operação Compliance Zero e às operações financeiras que, segundo a própria investigação, alcançam patamar bilionário.

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Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou apaixonada por tornar a vida mais leve, prática e organizada — especialmente depois que me tornei mãe. Criei o Organiza Simples como um cantinho acolhedor para compartilhar tudo o que aprendi (e continuo aprendendo!) sobre organização da casa, da rotina e da mente, sem fórmulas impossíveis ou metas inalcançáveis.

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