Os 15 piores episódios de The Office: ranking completo e motivos das quedas

Os 15 piores episódios de The Office: ranking completo e motivos das quedas

A longeva sitcom da NBC endereçada ao cotidiano de uma pequena empresa de papel em Scranton construiu sua fama com humor afiado, personagens icônicos e expressões que ainda ecoam na cultura pop. Ainda assim, nem tudo foram acertos: os piores episódios de The Office surgem como exceções em meio a nove temporadas de sucesso, lembrando que até grandes séries tropeçam. A seguir, o ranking do 15º ao 1º pior capítulo, explorando onde, quando, como e por que cada história falhou.

Índice

Por que alguns capítulos caem na lista dos piores episódios de The Office

Divergências de tom, saídas de elenco e decisões criativas contestáveis são fatores centrais. A ausência de Steve Carell após a sétima temporada, por exemplo, abriu lacunas difíceis de preencher, levando roteiristas a forçar características em personagens que não sustentaram a pressão. Resultados disso se refletem na maioria dos títulos listados, sobretudo nas temporadas finais. Ao mesmo tempo, esporádicas quedas de rendimento já existiam antes, como ilustram capítulos das temporadas seis e até mesmo da inaugural. Em cada caso, a combinação de roteiro, direção e desenvolvimento de personagem explica por que entraram na seleção dos piores episódios de The Office.

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Do 15º ao 13º lugar: início da lista dos piores episódios de The Office

15º – “Scott’s Tots” (temporada 6, episódio 12) – Dez anos antes, Michael Scott prometeu custear a faculdade de uma turma de estudantes caso eles se formassem. Quando o grupo finalmente atinge a meta, o gerente descobre não ter fundos para cumprir a palavra, propondo pagar apenas baterias de laptop. O enredo transforma o desconforto usual do personagem em frustração genuína dos alunos, elevando a tensão a um ponto que beira a crueldade, sem retorno cômico suficiente.

14º – “Couples Discount” (temporada 9, episódio 15) – Depois de três meses longe do trabalho, Andy Bernard volta com comportamento mesquinho e agressivo, abalando sua relação com Erin e deturpando a personalidade que havia adotado ao assumir o comando da filial. A tentativa de repetir a ingenuidade de Michael Scott não convence e ainda mina arcos preparados para a reta final da série.

13º – “Vandalism” (temporada 9, episódio 14) – Pam Beesly descobre um desenho ofensivo sobre seu mural no depósito e parte em busca do responsável, iniciando um plano infantil de revanche. Ao mesmo tempo, a festa de aniversário do filho de Angela força Oscar a conversar com o senador Robert Lipton, seu amante secreto. A presença do operador de boom Brian, que intervém fisicamente quando Pam é ameaçada por Frank, adiciona drama artificial que destoa do estilo original.

Da 12ª à 9ª posição: tropeços de meio de série entre os piores episódios de The Office

12º – “St. Patrick’s Day” (temporada 6, episódio 19) – Num feriado tradicionalmente leve, Michael fica preso no escritório por receio de pedir liberação à nova diretora Jo Bennett. A trama paralela mostra Jim lutando para retomar o ritmo após licença-paternidade. O capítulo entrega um Michael inconsistentes entre competência e caos, enquanto o retorno de Jim pouco acrescenta à narrativa principal.

11º – “Get the Girl” (temporada 8, episódio 19) – Andy falta ao trabalho, atravessa estados de carro até a Flórida para reconquistar Erin e se depara com uma situação estranha envolvendo uma senhora excêntrica. Enquanto isso, Nellie Bertram chega à filial, senta-se na cadeira da gerência e simplesmente assume o posto, sem resistência plausível dos colegas, quebrando a lógica interna do ambiente corporativo mostrado até então.

10º – “Here Comes Treble” (temporada 9, episódio 5) – No especial de Halloween, Andy tenta reviver a glória universitária ao receber seu antigo grupo a cappella, Here Comes Treble. O retorno é frustrante: ele é ignorado pelos ex-colegas, sobrepujado pelo rival Broccoli Rob e descoberto sem herança depois que os pais perdem dinheiro. Paralelamente, Jim investe dez mil dólares em um novo negócio, gerando discussão pública com Pam, e Dwight inicia caça a um comprimido ansiolítico encontrado no chão.

9º – “Angry Andy” (temporada 8, episódio 21) – Resultado direto da ausência de liderança clara, o episódio transforma a filial em dramalhão de ciúmes, términos e crises emocionais. Andy retorna da Flórida e encontra Nellie no comando, situação chancelada por Robert California. Humilhado, ele enfrenta problemas de desempenho sexual em tramas que lembram mais uma novela do que a comédia de escritório estabelecida nas primeiras fases.

Da 8ª à 5ª colocação: problemas de tom e de personagem

8º – “Hot Girl” (temporada 1, episódio 6) – Conclusão da temporada inicial, apresenta a vendedora de bolsas Katy, interpretada por Amy Adams, recebendo avanços insistentes dos funcionários. Com personagens ainda rascunhados e um Michael mais próximo do amargo David Brent da versão britânica, o capítulo resulta em humor ríspido e enredo raso.

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Imagem: Internet

7º – “Christening” (temporada 7, episódio 7) – A cerimônia de batismo de Cecelia, filha de Jim e Pam, tinha potencial emotivo, mas cede a situações exageradas. Michael decide, num impulso, seguir um grupo missionário em viagem de ônibus para o México, arrepende-se imediatamente e nada acrescenta ao arco pessoal. Jim, por sua vez, entra em pânico ao suspeitar que Angela pegou seu bebê, criando confusão sem payoff satisfatório.

6º – “Gettysburg” (temporada 8, episódio 8) – Andy leva a equipe a Gettysburg para motivá-la, enquanto Dwight procura provar a Oscar a veracidade da suposta Batalha de Schrute Farms. No escritório, Robert California solicita ideias inovadoras e, ao fim, considera Kevin um gênio criativo. A aventura histórica não rende piadas marcantes; nem mesmo a performance de Gabe como Abraham Lincoln salva o conceito disperso.

5º – “Pilot” (temporada 1, episódio 1) – A estreia da versão americana segue de perto o piloto britânico, exibindo um Michael exibicionista e insensível, funcionários pouco desenvolvidos e estética cinzenta. A recepção morna quase encerrou o projeto, revertido apenas quando a série ganhou tempo para reformular tons e personagens na segunda temporada.

Top 4: a essência dos piores episódios de The Office

4º – “The Banker” (temporada 6, episódio 14) – O bancário Eric Ward chega para avaliar as finanças da empresa, permitindo que cenas antigas sejam reutilizadas. O formato de “clip show” reduz produção inédita ao mínimo e pouco contribui para a narrativa que, naquele momento, envolvia a co-gestão de Jim e Michael.

3º – “Roy’s Wedding” (temporada 9, episódio 2) – O ex-noivo de Pam reaparece, agora bem-sucedido, durante seu casamento com outra mulher. Surpresos ao descobrir que Roy toca piano, possui casa confortável e administra uma construtora de cascalho, Pam e Jim refletem sobre estagnação pessoal. Jim assina, sem aprovação de Pam, contrato para participar de uma start-up, inaugurando sequência de episódios focados em conflitos conjugais.

2º – “Andy’s Ancestry” (temporada 9, episódio 3) – Nellie engana Andy afirmando que ele tem parentesco com Michelle Obama. Depois, confessa a farsa, e ele responde investigando segredos dos colegas. A trama paralela mostra Dwight ensinando Dothraki a Erin para impressionar os pais de Andy, enquanto o arco empresarial de Jim em marketing esportivo continua sem avanços expressivos.

1º – “Jury Duty” (temporada 8, episódio 13) – O pior entre os piores episódios de The Office decorre de uma mentira banal: Jim é dispensado cedo do serviço de júri, mas prolonga a ausência para ajudar Pam em casa. Dwight percebe inconsistências e força a revelação. O conflito possui baixas apostas e soluções que descaracterizam Jim, antes o “coração” moral da série, agora reduzido a artifícios como desenhos infantis forjados para sustentar a mentira.

Com “Jury Duty” ocupando a primeira posição, encerra-se o levantamento dos 15 capítulos menos inspirados da produção ambientada em Scranton, que, apesar dos deslizes, consolidou-se como uma das comédias de ambiente de trabalho mais influentes da televisão.

OrganizaSimples

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou apaixonada por tornar a vida mais leve, prática e organizada — especialmente depois que me tornei mãe. Criei o Organiza Simples como um cantinho acolhedor para compartilhar tudo o que aprendi (e continuo aprendendo!) sobre organização da casa, da rotina e da mente, sem fórmulas impossíveis ou metas inalcançáveis.

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