Piores shows do intervalo do Super Bowl: os 5 maiores desastres que ainda ecoam nos estádios

À medida que o Super Bowl LX se aproxima, com início marcado para 8 de fevereiro às 18h30 (horário da Costa Leste dos EUA) e o rapper porto-riquenho Bad Bunny escalado como atração principal, vale relembrar que nem todos os espetáculos no intervalo do jogo alcançaram o mesmo nível de aclamação. Os piores shows do intervalo do Super Bowl permanecem gravados na memória coletiva dos fãs de música e de esportes por motivos nada edificantes, contrastando com a sequência recente de sucessos que incluiu performances de Kendrick Lamar (2025), Usher (2024), Rihanna (2023) e o elenco hip-hop capitaneado por Dr. Dre em 2022.
- Metodologia e critérios: por que estes são os piores shows do intervalo do Super Bowl
- Panorama recente dos shows do intervalo do Super Bowl
- 5º lugar – The Black Eyed Peas tropeçam no Super Bowl XLV (2011)
- 4º lugar – Blues Brothers confusos no Super Bowl XXXI (1997)
- 3º lugar – Janet Jackson e Justin Timberlake dividem (e complicam) o palco no Super Bowl XXXVIII (2004)
- 2º lugar – A trilogia Disney: Super Bowls XXV, XXIX e XXXIV (1991, 1995, 2000)
- 1º lugar – Maroon 5 protagoniza o fiasco do Super Bowl LIII (2019)
- Próximo capítulo: Bad Bunny assume o palco em 2026
Metodologia e critérios: por que estes são os piores shows do intervalo do Super Bowl
Para estabelecer o ranking, apenas apresentações realizadas a partir da década de 1990 foram consideradas. Esse recorte temporal reflete o momento em que o intervalo do Super Bowl se consolidou como um espetáculo musical grandioso, estrelado por celebridades. Shows anteriores, pautados por bandas marciais ou conjuntos locais, diferem tanto em escala quanto em propósito e, portanto, não entram nesta análise. Além disso, artistas que simplesmente enfrentaram o desgaste natural do tempo — como o The Who, lembrado mas não listado — foram excluídos, uma vez que a idade, por si só, não caracteriza um fiasco.
Panorama recente dos shows do intervalo do Super Bowl
O histórico imediato ajuda a dimensionar o contraste entre êxitos e fracassos. De 2022 para cá, o intervalo ganhou novo fôlego. Em 2022, Dr. Dre liderou um megacast de hip-hop que reuniu nomes consagrados do gênero. Rihanna assumiu o palco em 2023 com performance bastante elogiada, seguida pelo show de Usher em 2024 e por Kendrick Lamar em 2025. Esse ciclo de apresentações acertadas eleva a expectativa sobre Bad Bunny em 2026, reforçando o interesse do público e a pressão para repetir o êxito. Contudo, essa sequência positiva também evidencia como determinadas edições anteriores se destacam — negativamente — quando comparadas ao padrão atual.
5º lugar – The Black Eyed Peas tropeçam no Super Bowl XLV (2011)
Em 2011, o grupo The Black Eyed Peas liderou o intervalo do Super Bowl XLV. O show começou sob forte expectativa, mas uma série de falhas técnicas rapidamente comprometeu a experiência. O microfone de Fergie não foi ativado em sua primeira linha solo, estabelecendo o tom para o restante da apresentação. Enquanto will.i.am demonstrou pouco empenho, apl.de.ap e Taboo exibiram ainda menos energia. Mesmo o esforço extra de Fergie não compensou os problemas; sua tentativa de emular Axl Rose, durante participação especial de Slash, acabou agravando o desconforto.
No que se refere à produção, a aposta foi em elementos tecnológicos, como os trajes com luzes LED utilizados pelo batalhão de dançarinos. Esses recursos criaram efeitos visuais de larga escala e anteciparam o uso intenso de iluminação eletrônica visto em anos posteriores. Apesar disso, a ausência de coreografia significativa dos próprios integrantes do grupo, somada aos figurinos volumosos, resultou em uma atmosfera de ensaio inacabado. A aparição de Usher, já na metade da performance, trouxe fôlego momentâneo, mas não reverteu a percepção geral de espetáculo desarticulado.
4º lugar – Blues Brothers confusos no Super Bowl XXXI (1997)
O retorno dos Blues Brothers ao palco, quase duas décadas após o lançamento do filme original e mais de 15 anos depois da morte de John Belushi, gerou estranhamento em 1997. A apresentação, batizada de “Blues Brothers Bash”, sucedeu o show histórico de Diana Ross em 1996 e, na prática, funcionou como ação promocional de “Blues Brothers 2000”, longa-metragem que chegaria aos cinemas em 1998. O desempenho de Dan Aykroyd, John Goodman e Jim Belushi, embora bem-intencionado, mostrou-se inadequado para a escala do evento.
A falta de coesão foi o principal problema. Convidados de peso foram convocados para tentar sustentar o espetáculo: James Brown adicionou magnetismo inquestionável, e o grupo ZZ Top cumpriu sua parte. Entretanto, as intervenções não se integraram de forma orgânica à proposta central. O resultado foi um mosaico de números musicais que lembrava um flash mob mal planejado, incapaz de manter ritmo ou lógica temática.
3º lugar – Janet Jackson e Justin Timberlake dividem (e complicam) o palco no Super Bowl XXXVIII (2004)
A edição de 2004 entrou para a história pelos motivos errados. A performance intensa de Janet Jackson colidiu com a participação de Justin Timberlake, culminando no famoso “wardrobe malfunction”. O momento em que Timberlake arrancou parte do figurino de Jackson, revelando um seio em rede nacional, provocou repercussão imediata. Timberlake acabou isento das consequências mais severas, enquanto Jackson enfrentou boicote público e profissional, evidenciando disparidades de tratamento.
Mesmo antes do incidente, o show apresentava sinais de desalinhamento. Timberlake não exibia o mesmo nível de presença de palco de Jackson; seu figurino casual reforçava a impressão de inadequação. Outras participações, como Kid Rock envolto numa bandeira dos EUA, ampliaram a sensação de contraste entre estilos. A soma de fatores — desde o desequilíbrio de carisma até a forma como o episódio impactou a carreira de Jackson — coloca 2004 entre os piores shows do intervalo do Super Bowl.

Imagem: Getty
2º lugar – A trilogia Disney: Super Bowls XXV, XXIX e XXXIV (1991, 1995, 2000)
A parceria entre NFL e Disney rendeu três espetáculos que, embora separados no tempo, compartilham problemas similares. Em 1991, a atração destacou New Kids on the Block e enfatizou mensagens infantis sobre comunidade global. A temática “as crianças são o futuro” era simpática, mas o resultado foi um show considerado tecnicamente fraco e musicalmente inconsistente.
Quatro anos depois, em 1995, a companhia recorreu a um enredo inspirado em “Indiana Jones” para celebrar nada menos que a abertura de uma nova atração nos parques da marca. Tony Bennett e Patti LaBelle foram chamados para emprestar prestígio, porém não conseguiram contornar a estrutura narrativa confusa e o tom, por vezes, desconexo.
O encerramento da trilogia, no Super Bowl XXXIV em 2000, buscou saudar a chegada de um novo milênio. Phil Collins, Christina Aguilera e Enrique Iglesias lideraram o repertório, que ironicamente continha mais músicas inéditas do que clássicos Disney. Collins se destacou ao interpretar canção da trilha de “Tarzan”, mas o conjunto da obra foi descrito como “trem desgovernado”, refletindo falta de alinhamento entre setlist, coreografia e identidade da marca.
1º lugar – Maroon 5 protagoniza o fiasco do Super Bowl LIII (2019)
A apresentação de 2019 reúne o que de pior pode acontecer em um intervalo do Super Bowl. O show nasceu sob controvérsia: diversos artistas recusaram o convite em apoio ao ex-quarterback Colin Kaepernick, deixando o palco para Maroon 5, Travis Scott e um breve cameo de Big Boi. A ausência de autotune revelou falhas vocais de Scott, mas foi a performance de Maroon 5 que concentrou as críticas mais severas.
Adam Levine demonstrou insegurança coreográfica, alternando gestos descoordenados que lembravam “primeiro baile colegial”, conforme a repercussão do evento. A insistência em improvisar linhas melódicas, alterando notas consagradas dos próprios hits, resultou em interpretações inferiores às versões de estúdio. Em determinado momento, Levine tirou a camisa, expondo o torso em plena transmissão. A cena reavivou debates sobre padrões duplos, já que a polêmica de 2004 gerara sanções muito mais fortes para Janet Jackson.
Travis Scott, por sua vez, apresentou vocais descritos como “gritados”, e Big Boi limitou-se a lembrar que o jogo acontecia em Atlanta, casa do Outkast. Sem coesão artística ou narrativa, a atração culminou em câmera giratória no número “Girls Like You” e na auto-declaração de Levine sobre possuir “movimentos como Jagger” — frase que, àquela altura, soava particularmente vazia. O consenso sobre o Super Bowl LIII define-o como o maior fracasso do intervalo, fechando o ranking.
Próximo capítulo: Bad Bunny assume o palco em 2026
Com a memória desses cinco desastres ainda viva, a organização do Super Bowl deposita grandes expectativas no show de Bad Bunny. O artista, fenômeno global do reggaeton e do trap latino, se apresentará no intervalo do Super Bowl LX no dia 8 de fevereiro de 2026, às 18h30 (ET). O público aguarda para ver se a sequência de espetáculos bem-sucedidos iniciada em 2022 continuará ou se a lista dos piores shows do intervalo do Super Bowl ganhará um novo integrante.

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou apaixonada por tornar a vida mais leve, prática e organizada — especialmente depois que me tornei mãe.
Criei o Organiza Simples como um cantinho acolhedor para compartilhar tudo o que aprendi (e continuo aprendendo!) sobre organização da casa, da rotina e da mente, sem fórmulas impossíveis ou metas inalcançáveis.

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