PIX: 6 mudanças previstas para 2026 e 2027 que prometem transformar o sistema de pagamentos instantâneos

O PIX, criado e mantido pelo Banco Central, consolidou-se desde 2020 como a principal via de transferências no Brasil e, segundo relatório recente da própria autarquia, movimentou mais de R$ 35 trilhões apenas em 2025. Agora, o órgão divulgou a lista de inovações que devem chegar ao sistema entre 2026 e 2027, marcando um novo ciclo de funcionalidades destinadas a expandir seu alcance e a simplificar ainda mais o cotidiano de pessoas físicas, empresas e órgãos públicos.
- PIX: adoção recorde e volume superior a R$ 35 trilhões em 2025
- Como o PIX evoluiu desde 2020: funções já disponíveis
- PIX Cobrança e a substituição do boleto tradicional
- Novo ciclo de inovações: 6 recursos do PIX previstos para 2026 e 2027
- O que muda para empresas com a obrigatoriedade da cobrança híbrida via PIX
- PIX Internacional e aproximação off-line: expansão além das fronteiras digitais
PIX: adoção recorde e volume superior a R$ 35 trilhões em 2025
Em pouco mais de cinco anos de existência, o PIX deixou de ser apenas uma alternativa aos métodos tradicionais de pagamento para assumir a posição de infraestrutura central nos serviços financeiros brasileiros. O levantamento do Banco Central aponta que, em 2025, o arranjo processou cifras que superam R$ 35 trilhões, resultado que evidencia a confiança do mercado e a ampla adesão de correntistas, estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços. Esse patamar de movimentação reforça o compromisso da autoridade monetária em manter o sistema ágil, seguro e economicamente acessível.
Como o PIX evoluiu desde 2020: funções já disponíveis
Quando entrou em operação, o PIX priorizava dois objetivos: zerar ou reduzir drasticamente tarifas de transferências e garantir liquidação em segundos, 24 horas por dia. Ao longo do tempo, novas modalidades foram incorporadas para atender demandas específicas dos usuários:
PIX Cobrança — permite que credores emitam um QR Code para receber valores instantaneamente, dispensando boletos e simplificando o controle de inadimplência.
PIX Saque — autoriza correntistas a encaminhar um pagamento a um ponto credenciado (como caixas eletrônicos, lotéricas ou padarias) e retirar o equivalente em espécie, reduzindo a dependência de terminais bancários.
PIX Troco — une pagamento digital e retirada de dinheiro: o consumidor envia um valor superior ao da compra e recebe a diferença em espécie, facilitando o acesso a notas físicas sem operações adicionais.
PIX Agendado — libera a programação de transferências para datas futuras, seja informando a chave do destinatário ou escaneando um QR Code, recurso útil para compromissos recorrentes como aluguéis e mensalidades.
PIX por Aproximação — integrado a carteiras digitais de celulares com tecnologia contactless; basta aproximar o dispositivo da maquininha para autorizar a transferência, reduzindo passos manuais.
PIX Automático — permite que o cliente conceda permissão a uma empresa para debitar valores em frequência definida (semelhante ao débito automático), com liquidação imediata no ato da cobrança.
Integração com Open Finance — possibilita que diversas instituições compartilhem informações de saldo, viabilizando pagamentos efetuados em um banco com recursos mantidos em outro, dando ao usuário maior flexibilidade de gestão.
PIX Cobrança e a substituição do boleto tradicional
Entre as funcionalidades já consolidadas, a PIX Cobrança se tornou especialmente relevante para empresas que dependem de recebíveis recorrentes. Ao transformar um QR Code em instrumento de pagamento, ela reduz custos operacionais ligados à emissão de boletos, elimina a compensação que podia levar dias úteis e melhora o fluxo de caixa. Pela ótica do consumidor, o pagamento instantâneo diminui o risco de multas ou juros por atraso, pois a liquidação ocorre em tempo real.
Novo ciclo de inovações: 6 recursos do PIX previstos para 2026 e 2027
O Banco Central listou seis projetos em estágio avançado de estudo ou implementação que devem chegar ao PIX até 2027. Cada um deles atende a necessidades específicas identificadas pelo próprio mercado, mantendo a lógica de simplicidade e liquidação imediata:

Imagem: Internet
Obrigatoriedade da Cobrança Híbrida — todo boleto digital deverá vir acompanhado de QR Code do PIX. Embora muitas empresas já enviem ambos os formatos, a imposição tornará o QR Code um item padrão em cobranças eletrônicas, evitando falhas nas tentativas de pagamento e estimulando migração gradual dos consumidores para o método instantâneo.
Pagamento de duplicatas por PIX — a duplicata, título de crédito tradicional em transações entre empresas, poderá ser liquidada diretamente no sistema instantâneo. A substituição da TED ou de outros meios retardados pela quitação imediata ajuda a controlar o fluxo de caixa das companhias e diminui as incertezas de recebimento.
Split Tributário — hoje, o lojista recebe o valor total de uma venda e precisa separar manualmente a parcela correspondente a impostos. Com o split, o PIX fará a distribuição automática: parte do montante seguirá direto para os cofres públicos e o restante ficará com o comerciante, reduzindo riscos de erro humano e atrasos na arrecadação.
PIX Internacional — funcionalidade que almeja ampliar pagamentos instantâneos em moeda local brasileira em estabelecimentos estrangeiros selecionados. Embora a operação transfronteiriça exista de forma limitada, o plano é expandir o alcance para mais países e redes de lojas.
PIX em Garantia — modalidade em que recebíveis futuros via PIX servem como colateral para empréstimos. Caso um varejista com alto volume de vendas instantâneas precise de crédito, poderá apresentar esses fluxos como garantia, trazendo previsibilidade à instituição financiadora.
PIX por Aproximação Off-line — evolução do pagamento por NFC; a transação será autorizada mesmo que o celular do pagador esteja sem conexão de dados ou Wi-Fi. A liquidação ocorrerá assim que o dispositivo reconectar, mantendo a experiência de compra fluida em ambientes com cobertura instável.
O que muda para empresas com a obrigatoriedade da cobrança híbrida via PIX
Quando a exigência da cobrança híbrida entrar em vigor, organizações de todos os portes precisarão atualizar seus sistemas de faturamento para incorporar o QR Code ao layout dos boletos digitais. A medida simplifica a conciliação, pois o pagamento pelo PIX chega identificado de forma padronizada, minimizando divergências contábeis. Adicionalmente, a instantaneidade mitiga perdas financeiras relacionadas a atrasos de compensação bancária, elevando a previsibilidade de caixa.
PIX Internacional e aproximação off-line: expansão além das fronteiras digitais
A proposta do PIX Internacional visa tornar o método tão familiar para brasileiros em viagem quanto dentro do território nacional. A adoção mais ampla em lojas no exterior facilitaria compras sem a necessidade de cartão de crédito internacional ou câmbio prévio, relegando ao sistema a conversão cambial. Já o pagamento por aproximação off-line responderá a um obstáculo recorrente: a indisponibilidade de internet. Ao permitir que a transação seja capturada e armazenada no dispositivo até que a comunicação seja restabelecida, o Banco Central reforça a intenção de eliminar barreiras tecnológicas residuais.
No conjunto, cada funcionalidade — da cobrança híbrida ao split tributário, passando pela garantia de empréstimos — foi desenhada para simplificar processos que exigiam etapas adicionais ou dependiam de prazos extensos. A expansão prevista entre 2026 e 2027 reforça a trajetória de inovação contínua do PIX e sinaliza que o sistema de pagamentos instantâneos continuará evoluindo para atender às demandas de um ecossistema financeiro cada vez mais dinâmico.

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou apaixonada por tornar a vida mais leve, prática e organizada — especialmente depois que me tornei mãe.
Criei o Organiza Simples como um cantinho acolhedor para compartilhar tudo o que aprendi (e continuo aprendendo!) sobre organização da casa, da rotina e da mente, sem fórmulas impossíveis ou metas inalcançáveis.
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