Polícia Federal apreende R$ 9,5 bilhões do crime organizado em 2025 e consolida recorde histórico

Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal divulgaram, em evento no Ministério da Justiça e Segurança Pública, um balanço que demonstra a maior ofensiva patrimonial já registrada contra organizações criminosas: ao longo de 2025, a PF retirou R$ 9,5 bilhões em bens de suspeitos, enquanto a PRF impôs perdas adicionais com apreensões nas rodovias.

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Polícia Federal intensifica apreensões patrimoniais

O número divulgado pelo diretor-geral Andrei Rodrigues indica que, entre janeiro e dezembro de 2025, foram confiscados imóveis, veículos, aeronaves, joias e outros ativos avaliados, de forma preliminar, em R$ 9,5 bilhões. Todas as apreensões decorreram de decisões judiciais emitidas no curso de investigações da Polícia Federal. A estratégia, segundo a corporação, concentra-se em desestruturar o poder financeiro de facções ao bloquear bens de alto valor e impedir sua reutilização para fins ilícitos.

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Os itens submetidos a sequestro judicial abrangem patrimônios diversificados. Automóveis e caminhões integraram a lista para impedir mobilidade logística das quadrilhas; imóveis rurais e urbanos foram bloqueados a fim de coibir lavagem de dinheiro; aeronaves foram retidas para reduzir o alcance territorial do tráfico; e joias de elevado valor de revenda foram retiradas de circulação para evitar conversão imediata em capital líquido.

Crescimento anual aponta escalada na descapitalização do crime, diz Polícia Federal

Os R$ 9,5 bilhões de 2025 superam com folga os três anos anteriores. Em 2024, o montante havia chegado a R$ 6,5 bilhões. No ano anterior, 2023, o total ficou pouco acima de R$ 3 bilhões, enquanto em 2022 o saldo era inferior a R$ 1 bilhão. A sequência numérica evidencia um avanço anual consistente na capacidade de rastrear patrimônio, solicitar bloqueios judiciais e efetuar apreensões físicas.

Esta trajetória de crescimento é atribuída, internamente, à consolidação de métodos de investigação financeira, ao cruzamento de dados patrimoniais e à integração de equipes especializadas em lavagem de dinheiro. O aumento de valores sugere, ainda, que as organizações criminosas vêm sendo obrigadas a realocar ou ocultar ativos de forma mais complexa, cenário que a Polícia Federal promete monitorar com o mesmo ritmo.

Operações da Polícia Federal resultam em milhares de mandados e prisões

O esforço patrimonial ocorreu em paralelo a ações ostensivas. Em 2025, a Polícia Federal cumpriu 25.997 prisões autorizadas judicialmente. Adicionalmente, foram executados 11.605 mandados de busca e apreensão dentro de 3.864 operações deflagradas em todo o país. Essas medidas visam coletar provas, capturar foragidos e dar andamento a inquéritos que sustentam denúncias perante o Poder Judiciário.

Entre as múltiplas atribuições da instituição consta ainda a fiscalização de mais de 4,5 milhões de armas de fogo registradas nas categorias de colecionadores, atiradores e caçadores (CACs), profissionais de segurança e demais públicos autorizados. Esse controle envolve auditorias periódicas, conferência de documentação e verificação de armazenamento, compondo um eixo complementar ao combate ao armamento clandestino.

Polícia Rodoviária Federal complementa cerco com bilhões em prejuízo ao tráfico

Durante o mesmo encontro em Brasília, o diretor da Polícia Rodoviária Federal, Antônio Fernando Souza Oliveira, apresentou dados referentes à malha viária federal. A PRF apreendeu 48,3 milhões de maços de cigarros ilegais, gerando prejuízo aproximado de R$ 241 milhões aos grupos que exploram o contrabando desse produto.

Em relação a drogas, a corporação reteve 44,3 toneladas de cocaína, quantidade superior à registrada no ano anterior. Na mesma linha, foram interceptadas 719 toneladas de maconha, reforçando a participação das rodovias como rota de transporte de entorpecentes. Ainda em 2025, 7.294 veículos — incluindo automóveis, motocicletas e caminhões — foram recuperados, o que representa impacto econômico estimado em R$ 400 milhões para as quadrilhas responsáveis por roubos e furtos de carga ou de frota.

Fiscalização rodoviária revela impacto em segurança viária, segundo Polícia Federal e PRF

A atuação da PRF não se restringiu ao contrabando e ao tráfico. A corporação realizou inspeção de 4,67 milhões de veículos, abordou 5,48 milhões de pessoas e aplicou 3,58 milhões de testes de alcoolemia. Mesmo com esse volume de fiscalização, 6.044 mortes foram registradas em sinistros nas rodovias federais, além de 83.483 pessoas feridas. Os dados demonstram que condutas de imperícia, imprudência ou negligência continuam a produzir altos índices de vítimas.

No campo criminal estrito, 41.396 pessoas foram presas pela PRF em 2025. As principais razões foram mandados de prisão em aberto (5.260), flagrante de receptação (4.443) e adulteração veicular (4.333). Esses números reforçam a importância da checagem de documentos e da conferência de identificação de chassis durante as fiscalizações de rotina.

Crimes ambientais também entram na mira das forças federais

As duas corporações registraram resultados relevantes na esfera ambiental. A PRF apreendeu 39.367 metros cúbicos de madeira extraída ilegalmente, volume que indica o uso das estradas federais como corredor logístico para o desmatamento. Houve ainda a retenção de 213,6 quilos de ouro de origem ilícita, material com alto valor de mercado e vinculado a atividades de garimpo não autorizado.

A Polícia Federal, por seu turno, estruturou operações para rastrear a cadeia de custódia de recursos naturais, articulando perícias e bloqueios patrimoniais. A inclusão de crimes ambientais nas estatísticas demonstra a ampliação do escopo de investigações, que agora alcançam desde o tráfico de drogas até a exploração ilegal de madeira e minerais.

Com iniciativas simultâneas no campo investigativo, operacional e patrimonial, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal concluíram 2025 sinalizando continuidade do rigor no bloqueio de recursos ilícitos. O próximo balanço anual deverá indicar se a curva ascendente de apreensões se mantém e qual será o impacto financeiro adicional imposto às organizações criminosas em 2026.

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OrganizaSimples

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou apaixonada por tornar a vida mais leve, prática e organizada — especialmente depois que me tornei mãe. Criei o Organiza Simples como um cantinho acolhedor para compartilhar tudo o que aprendi (e continuo aprendendo!) sobre organização da casa, da rotina e da mente, sem fórmulas impossíveis ou metas inalcançáveis.

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