Ranking dos 10 Personagens Mais Engraçados de South Park

Ranking dos 10 Personagens Mais Engraçados de South Park

Um levantamento recente voltou a percorrer quase três décadas de episódios de “South Park” para estabelecer, entre dezenas de figuras irreverentes, quais são os 10 personagens que mais provocaram risadas no público. A animação, lançada em 1997, já ultrapassou 27 temporadas e 300 episódios, além de um longa-metragem e diversos especiais em streaming. Dentro desse vasto material, os responsáveis pela lista priorizaram personagens recorrentes, deixando em segundo plano participações pontuais. O resultado apresenta um panorama que vai da cozinha da escola primária às ruas da fictícia Historic Shi Pa Town, revelando como cada figura conquistou espaço no imaginário popular.

Índice

Metodologia do ranking

Para chegar aos nomes finalistas, o levantamento avaliou longevidade, impacto cultural e consistência cômica. A preferência recaiu sobre personagens que atravessam temporadas inteiras, possibilitando diferentes arcos e evoluções. Outra exigência foi considerar todo o universo oficial da série: episódios regulares, o filme de 1999 e as produções exclusivas da plataforma Paramount+. Ao fim desse processo, chegou-se a uma relação que vai do décimo ao primeiro lugar, refletindo exclusivamente os critérios definidos pela equipe responsável.

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10º lugar – Chef

Jerome “Chef” McElroy figura na base da lista, mas sua importância histórica é incontestável. Voz original do cantor Isaac Hayes, o personagem atuou como conselheiro informal dos alunos até a estreia da décima temporada. A saída de Hayes, anunciada em 2006, envolveu divergências ligadas à retratação da Cientologia; em 2025, o filho do músico declarou que a decisão não teria sido tomada pelo próprio intérprete, que sofrera um AVC no mesmo ano de sua despedida. Na ficção, Chef teve um fim trágico: após ser doutrinado por um grupo semelhante à Cientologia, caiu em um desfiladeiro e foi atacado por animais selvagens. Antes disso, construiu sua fama por canções românticas em ritmo soul e por tentativas desajeitadas de explicar temas adultos às crianças.

9º lugar – Towelie

Criado em 2001 como sátira a mascotes desenvolvidos apenas para merchandising, Towelie superou a intenção original de ser “o personagem mais sem graça possível”. A toalha falante, geneticamente modificada, tornou-se símbolo de humor absurdo. Seu visual inofensivo contrasta com o consumo constante de drogas, intensificado no episódio “Crippled Summer”, da 14ª temporada, em que se vicia em limpador de computador em alusão ao reality show “Intervention”. Momentos como a reprodução da música “Funkytown” em um teclado de segurança e o bordão “No, you’re a towel” firmaram sua presença na memória dos fãs.

8º lugar – Mr. Hankey, o Cocô de Natal

A simplicidade conceitual rendeu a Mr. Hankey um espaço único. Introduzido já na temporada inaugural, ele é um pedaço de fezes que ganha vida para visitar crianças com alto consumo de fibras durante o Natal. O episódio “Mr. Hankey, the Christmas Poo” definiu seu tom: voz aguda, gentileza aparente e piadas escatológicas. A quarta temporada aprofundou o personagem em “A Very Crappy Christmas”, mostrando-o ao lado da esposa alcoólatra e dos filhos, entre eles Cornwallis, que carrega um grão de milho na cabeça. A baixa sofisticação é justamente o recurso que sustenta a comicidade reiterada a cada aparição.

7º lugar – Terrance e Phillip

A dupla de comediantes canadenses iniciou participação discreta na primeira temporada, mas ganhou autonomia já no segundo ano, quando um episódio inteiro substituiu o aguardado anúncio do pai de Cartman por uma aventura focada neles. O humor baseado em flatulência alcançou o filme “South Park: Bigger, Longer & Uncut”, de 1999, cuja canção sobre “tios” se tornou peça central da narrativa. Entre participações posteriores, destacam-se a sátira ao casamento real em “Royal Pudding” (15ª temporada), o conflito com as Q*eef Sisters em “Eat, Pray, Q*eef” (13ª) e um pseudo-documentário sobre a carreira em “Terrance and Phillip: Behind the Blow” (5ª). Ainda que acusados de repetição, mantêm um “tom único”, segundo os critérios do ranking.

6º lugar – Jimmy Valmer

Reconhecido dentro da trama como aspirante a humorista, Jimmy estreou tentando substituir Timmy em um show de talentos e, desde então, evoluiu como um dos alunos mais complexos. Na 7ª temporada, ingressou sem perceber na gangue Crips, gerando um confronto urbano. Posteriormente, buscou perder a virgindade antes de uma apresentação, envolvendo-se com a profissional apelidada Nut-Gobbler, e recorreu a esteroides para competir nas Paralimpíadas, já na 8ª temporada. As situações extremas contrastam com seu bordão “Wow, what a terrific audience”, sempre acompanhado de palmas nervosas, reforçando o humor autorreferencial do personagem.

5º lugar – Mr. Mackey

O conselheiro vocacional da escola é visualmente marcante: cabeça desproporcional, olhos semicerrados e corpo fino. O simples ato de pronunciar “m’kay?” faz dele presença cômica imediata. No longa de 1999, conduziu um número musical explicando substituições para palavrões, reforçando seu papel educativo — ainda que pouco eficaz. Em episódios posteriores, as tensões internas vieram à tona, como o surto durante uma peça infantil sobre cáries (15ª temporada) e o acúmulo de objetos que levou Stan a tentar uma intervenção (14ª). A dualidade entre postura passiva e explosões de fúria sustenta sua posição na lista.

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Imagem: Internet

4º lugar – Butters Stotch

Inocência é a principal ferramenta humorística de Butters. Ele raramente percebe o caos ao redor, o que potencializa situações como a investigação sobre o pai em um “banho turco” ou o desastroso número de sapateado que terminou com mortes acidentais. Entre desventuras memoráveis, constam a administração involuntária de um esquema de prostituição escolar e a venda aos pais de Paris Hilton como animal de estimação humano. A capacidade de manter otimismo inabalável diante de cenários adversos garante seu destaque.

3º lugar – Mr. Garrison

Docente de atitude imprevisível, Mr. Garrison atravessou transformações radicais, mas conservou o tom chocante. Em sala de aula, descreveu a teoria da evolução como “besteira” e alertou contra confiar em algo que “sangra por sete dias e não morre”. Seus assistentes — Mr. Hat, Mr. Twig e Mr. Slave — ampliam o absurdo, assim como a constante mistura de dramas pessoais com o currículo escolar. A guinada política iniciada na 20ª temporada foi apontada como extensão excessiva, porém não a ponto de comprometer décadas de material considerado cômico pelos avaliadores.

2º lugar – Eric Cartman

Eric Cartman reúne os traços mais sombrios de um antagonista: egoísmo, preconceito e crueldade. Paradoxalmente, figura entre as maiores fontes de humor da série. Expressões como “Respect my authoritah!” e “Screw you guys, I’m going home” marcaram as primeiras temporadas. Interessado unicamente em benefício próprio, exibe obsessões passageiras que viraram ícones, como a admiração pelo parque temático Casa Bonita, a recusa em dividir a torta de frango e o ódio direcionado a hippies. Ao longo dos anos, a tensão entre comportamento moralmente questionável e timing cômico manteve Cartman no topo das discussões sobre a série.

1º lugar – Randy Marsh

O geólogo Randy Marsh lidera o ranking graças à disposição ininterrupta para empurrar qualquer ideia ao limite. Entre os exemplos citados, estão a autoinflição de “um pouco de câncer” para receber maconha medicinal, a noite em Wuhan que desencadeou a pandemia de COVID-19 dentro da cronologia do desenho e o pânico provocado por supostos “fantasmas” em um acampamento de refugiados da internet. Sustentam ainda a escolha momentos como o resgate de Stan no universo de “World of Warcraft”, a participação constrangedora em “Wheel of Fortune” e a curta carreira como a cantora pop Lorde. Com o fim de sua fase em Tegridy Farms, Randy reassume o papel de agente do caos na cidade, elemento considerado decisivo para a primeira colocação.

Panorama geral dos escolhidos

Os dez nomes evidenciam múltiplas vertentes do humor desenvolvido pela série: a música romântica de Chef, o nonsense de Towelie, o escatológico de Mr. Hankey, a sátira metalinguística de Terrance e Phillip, o stand-up de Jimmy, a ironia pedagógica de Mr. Mackey, o otimismo trágico de Butters, a imprevisibilidade de Mr. Garrison, a malícia extrema de Cartman e a versatilidade de Randy. Todos atravessaram temporadas suficientes para confirmar relevância e, juntos, traçam um retrato da longevidade de “South Park” como fenômeno cultural cômico.

OrganizaSimples

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou apaixonada por tornar a vida mais leve, prática e organizada — especialmente depois que me tornei mãe. Criei o Organiza Simples como um cantinho acolhedor para compartilhar tudo o que aprendi (e continuo aprendendo!) sobre organização da casa, da rotina e da mente, sem fórmulas impossíveis ou metas inalcançáveis.

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