Roteador antigo: como transformá-lo em repetidor Wi-Fi e eliminar pontos cegos em casa

Utilizar um roteador antigo como repetidor é um método prático, gratuito e sustentável para levar Wi-Fi até quartos afastados ou áreas onde o sinal não alcança com força suficiente. A estratégia, baseada no recurso WDS (Wireless Distribution System) descrito pela fabricante TP-Link, dispensa cabos adicionais e reaproveita equipamentos que muitas vezes estão parados em gavetas.
- Por que um roteador antigo pode resolver pontos cegos
- Entendendo o WDS: o que torna o roteador antigo uma ponte sem fio
- Passo a passo para configurar o roteador antigo como repetidor
- Ajustes de IP, DHCP e canal: prevenindo conflitos
- Onde posicionar o roteador antigo para melhor desempenho
- Vantagens e limitações do método em comparação a repetidores novos
Por que um roteador antigo pode resolver pontos cegos
Pontos cegos de internet surgem quando paredes, móveis ou simplesmente a distância reduzem a potência do sinal emitido pelo roteador principal. Nesses casos, o usuário tende a comprar repetidores ou soluções caras, sem perceber que o dispositivo que já possui pode cumprir a mesma função. Ao habilitar o modo WDS, dois roteadores passam a trocar dados diretamente pelo ar, formando uma ponte que carrega a conexão até áreas remotas da residência. Como o processo reutiliza hardware existente, não há desembolso financeiro e ainda se evita o descarte prematuro de aparelhos eletrônicos.
Entendendo o WDS: o que torna o roteador antigo uma ponte sem fio
O WDS, segundo as orientações técnicas da TP-Link, permite que dois roteadores operem em conjunto, sem a necessidade de qualquer cabo entre eles. Nesse modo, o dispositivo principal continua distribuindo internet normalmente, enquanto o secundário copia a rede e a retransmite, ampliando o alcance. A comunicação acontece no mesmo canal de frequência; por isso, manter um canal fixo é indispensável. Se o roteador principal alternar de forma automática, a ponte perde referência e a conexão cai.
Passo a passo para configurar o roteador antigo como repetidor
O processo começa conectando o equipamento antigo ao computador por meio de cabo de rede. Em seguida, basta abrir o navegador, digitar o endereço IP de administração do aparelho e entrar no painel de controle. Dentro das configurações sem fio, o usuário deve localizar e ativar a função WDS. Depois, é necessário buscar o nome da rede emitida pelo roteador principal e inserir a mesma senha utilizada normalmente para acessar o Wi-Fi.
Concluída essa etapa, o dispositivo passa a se comunicar com o roteador central, mas algumas tarefas adicionais evitam conflitos. Uma delas é desativar o servidor DHCP do modelo antigo. Com o DHCP desligado, apenas o roteador principal distribui endereços de rede, impedindo que dois aparelhos entreguem IPs diferentes ao mesmo tempo. A outra tarefa consiste em alterar o endereço IP do roteador antigo para um valor fora do intervalo usado pelo principal, garantindo que não exista duplicidade.
Ajustes de IP, DHCP e canal: prevenindo conflitos
O desligamento do DHCP no segundo roteador assegura que apenas um equipamento atribua endereços aos dispositivos conectados. Caso contrário, smartphones, tablets ou notebooks poderiam receber configurações contraditórias, resultando em perda de navegação. O ajuste do IP, por sua vez, evita que o painel de cada aparelho responda no mesmo número, algo que impossibilitaria acessar um deles para futuras modificações.
Outro ponto crucial é fixar o canal de operação. Se o roteador principal permanecer em modo automático e mudar de canal, a ponte WDS se desfaz, levando à interrupção do sinal na área atendida pelo repetidor. Configurar manualmente um canal estável no roteador central mantém a comunicação contínua, garantindo que a internet chegue sem oscilação ao quarto dos fundos ou a outros ambientes distantes.
Onde posicionar o roteador antigo para melhor desempenho
Mesmo após a configuração correta, a qualidade da conexão depende do local onde o repetidor será instalado. O roteador antigo precisa receber um sinal razoável do ponto principal para, então, retransmiti-lo. Se colocado muito próximo ao roteador central, não ampliará o alcance; se instalado num ponto já sem cobertura, não conseguirá repetir o que não chega até ele. O posicionamento intermediário, onde o Wi-Fi ainda esteja presente, mas fraco, proporciona o equilíbrio ideal entre captação e redistribuição, resultando em internet mais estável no destino final.

Imagem: inteligência artificial
Vantagens e limitações do método em comparação a repetidores novos
Reutilizar um roteador antigo apresenta três benefícios diretos: custo zero, cobertura ampliada e redução de lixo eletrônico. A tabela divulgada pela própria orientação técnica sintetiza essas diferenças:
Alcance: enquanto um roteador em uso comum costuma cobrir apenas o cômodo onde está instalado, o modo Bridge (WDS) amplia o sinal até regiões antes sem acesso.
Custo: a compra de repetidores dedicados é dispensada, já que o usuário apenas reconfigura um aparelho já disponível.
Conexão: na operação tradicional, o dispositivo precisa de um cabo ou de proximidade ao ponto de acesso; com a ponte WDS, a comunicação é totalmente sem fio.
Em contrapartida, existe uma limitação inerente: a velocidade observada no repetidor tende a ser menor do que a do roteador principal. Isso ocorre porque parte da banda do segundo aparelho fica reservada para manter a troca de informações com o dispositivo central. Mesmo assim, para atividades de navegação comum em ambientes onde antes não havia qualquer sinal, o ganho de disponibilidade compensa a perda de throughput.
O procedimento completo — acessar o painel, ligar o WDS, inserir a senha, desligar o DHCP, mudar o IP e alinhar o canal — fecha o ciclo de configuração. Uma vez concluído, a casa passa a contar com cobertura expandida, sem novos gastos e com total aproveitamento de recursos já existentes. Dessa forma, o próximo passo para o usuário é apenas posicionar corretamente o equipamento e acompanhar a melhora imediata da conexão nos cômodos que antes sofriam com pontos cegos.

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou apaixonada por tornar a vida mais leve, prática e organizada — especialmente depois que me tornei mãe.
Criei o Organiza Simples como um cantinho acolhedor para compartilhar tudo o que aprendi (e continuo aprendendo!) sobre organização da casa, da rotina e da mente, sem fórmulas impossíveis ou metas inalcançáveis.

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