Seis tendências de decoração que devem dominar as residências em 2026, segundo designers

Profissionais de interiores projetam que, em 2026, seis grandes correntes estéticas transformarão a aparência e o uso dos lares, mesclando memória, conforto e bem-estar em propostas que dialogam com o cotidiano.
O levantamento parte de observações de Sarah Broughton, cofundadora do estúdio Rowland+Broughton, e de Tyka Pryde, criadora do escritório Tyka Pryde Interior Design. Ambas identificam no comportamento dos moradores o desejo de personalização, aconchego e saúde, fatores que convergem para as direções listadas a seguir. A previsão abrange o quê (seis conceitos de design), quem (os especialistas), quando (o ano de 2026), onde (nos ambientes internos das casas) e por quê (a busca por conexão emocional, funcionalidade e identidade).
- 1. Modern heritage: artesania e memória em diálogo com o presente
- 2. Pisos pintados: a superfície que se transforma em tela
- 3. Formas curvas: emoção e movimento na arquitetura interna
- 4. Cores intensas tomam a cozinha
- 5. Ambientes de bem-estar deixam de ser luxo e viram necessidade
- 6. Minimalismo acolhedor: simplicidade que abraça
- Intersecções e impacto das tendências na rotina doméstica
1. Modern heritage: artesania e memória em diálogo com o presente
O primeiro destaque sinaliza a permanência da estética conhecida como modern heritage, que reúne referências históricas e soluções contemporâneas. Para as designers, a força dessa tendência reside na necessidade de sentir o lar como uma extensão da própria trajetória. Elementos construtivos clássicos, como sancas e boiseries, ganham companhia de mobiliário escultural atual, produzindo ambientes que celebram caráter, textura e uma forma discreta de luxo. A autenticidade surge, sobretudo, do trabalho manual e do uso de materiais naturais, ingredientes que reforçam a sensação de peça única e atemporal.
A aplicação prática dessa linguagem passa por conservar traços originais da arquitetura – portas antigas, assoalhos maciços, molduras de janela – enquanto se inserem peças de design de linhas limpas. O resultado cultivado pelas profissionais combina a nostalgia do passado com a funcionalidade de hoje, tornando cada cômodo um registro pessoal que transcende modismos rápidos.
2. Pisos pintados: a superfície que se transforma em tela
Em 2026, o chão deixa de ser mero suporte para tornar-se protagonista visual. Pryde indica que pisos pintados despontam como um dos gestos mais impactantes do período, permitindo que moradias expressem ousadia ou sutileza de acordo com a escolha do morador. Padrões geométricos marcantes e paletas intensas transformam a superfície em verdadeiro painel artístico que altera a percepção espacial de imediato.
Para quem prefere discrição, a técnica admite abordagens suaves, como desenhos tonais ou variações de uma mesma cor que adicionam profundidade sem romper a harmonia. Broughton relaciona a popularidade dessa solução à valorização da narrativa pessoal; ao personalizar o piso, o residente grava história própria no imóvel, reforçando a ideia de que a casa funciona como extensão da identidade individual.
3. Formas curvas: emoção e movimento na arquitetura interna
Arcos estruturais, ilhas de cozinha arredondadas e contornos esculturais permanecem em evidência. De acordo com Pryde, a escolha por linhas curvas gera ambientes “mais vivos”, pois remete a fluidez e conforto visual. A suavidade das bordas elimina ângulos agressivos e, consequentemente, estimula circulação orgânica entre os espaços.
A adoção desse vocabulário não precisa se restringir a intervenções permanentes. Pequenas ações, como abrir nichos em arco dentro de banheiros ou substituir poltronas retangulares por versões de encosto sinuoso, já introduzem a atmosfera desejada. Dessa forma, a tendência se torna acessível tanto em reformas estruturais quanto em ajustes pontuais de mobiliário.
4. Cores intensas tomam a cozinha
Depois de anos dominada pelo branco, a cozinha ganha vida com tonalidades encorpadas. Azul profundo, verde floresta e bordô estão entre os matizes destacados por Pryde para substituir a monocromia clara. O retorno da cor atende à exigência contemporânea por calor, singularidade e representatividade dentro do espaço onde a família se reúne com frequência.

Imagem: Parti Pris Design
Quem é proprietário pode recorrer a marcenaria colorida e bancadas contrastantes, enquanto locatários encontram alternativas temporárias em tinta para paredes, papéis de parede autoadesivos ou revestimentos vinílicos que cobrem portas de armário. Independentemente da estratégia, o objetivo permanece o mesmo: afastar a sensação clínica e aproximar-se de uma cozinha que reflita personalidade.
5. Ambientes de bem-estar deixam de ser luxo e viram necessidade
O aumento da procura por espaços de bem-estar teve impulso durante a pandemia e se consolida rumo a 2026. Broughton observa que salas de meditação, zonas de spa privativas e academias domésticas passam da categoria de indulgência para a de infraestrutura essencial. Essa mudança decorre da vontade de manter práticas saudáveis em casa, reduzindo deslocamentos e concentrando cuidados físicos e mentais em local seguro.
Na prática, o planejamento de residências inclui áreas silenciosas, aparelhos de exercício dimensionados à rotina do morador e superfícies fáceis de higienizar. Ao priorizar tais recintos, os proprietários sinalizam que saúde e tranquilidade se tornaram pilares da vida familiar, influenciando inclusive o valor percebido do imóvel.
6. Minimalismo acolhedor: simplicidade que abraça
A sexta corrente, apontada por Broughton como warm modernism, evolui do minimalismo tradicional ao incorporar calor e textura. Em vez do branco absoluto ou do cinza frio, despontam luz natural abundante, materiais orgânicos e composição de poucos objetos, porém selecionados para gerar conforto. A proposta é cultivar ambientes que favoreçam repouso e convivência, sobretudo em salas de estar e cozinhas.
Nesse contexto, a paleta tende a ser neutra, mas enriquecida por fibras naturais, madeiras de tons médios e tecidos com toque suave. A ausência de excessos visuais abre espaço para a contemplação e reforça a ideia de que cada peça tem propósito claro. Assim, o minimalismo se desmembra de sua rigidez original e assume uma postura mais humana e acolhedora.
Intersecções e impacto das tendências na rotina doméstica
Embora distintas, as seis orientações convergem em pontos cruciais. Todas priorizam expressão pessoal, conexão emocional e bem-estar. Seja por meio de um piso colorido, de um arco estrutural ou de um canto destinado à meditação, cada escolha visa traduzir estilo de vida em soluções tangíveis. O calendário aponta 2026 como momento de consolidação dessas ideias, mas o movimento começou nos últimos anos, indicando mudança cultural mais ampla na relação com a moradia.
Para quem acompanha o mercado, os indícios oferecidos pelas designers funcionam tanto como roteiro de reforma quanto como termômetro de comportamento. Materiais naturais, cores densas e formas orgânicas já aparecem em mostras e catálogos, antecipando a chegada maciça ao consumidor final. À medida que o calendário avança, cresce a expectativa de que os interiores reflitam não só estética, mas também história, saúde e propósito de seus habitantes.

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou apaixonada por tornar a vida mais leve, prática e organizada — especialmente depois que me tornei mãe.
Criei o Organiza Simples como um cantinho acolhedor para compartilhar tudo o que aprendi (e continuo aprendendo!) sobre organização da casa, da rotina e da mente, sem fórmulas impossíveis ou metas inalcançáveis.

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