Séries originais da HBO: ranking das 15 melhores produções de todos os tempos

A lista das 15 melhores séries originais da HBO reúne títulos que moldaram a chamada “televisão de prestígio” e transformaram o modo como o público acompanha narrativas seriadas. O levantamento, baseado apenas em produções do canal, destaca obras lançadas entre 1992 e 2024, todas disponíveis no serviço de streaming da empresa.
A ascensão das séries originais da HBO
O canal premium iniciou a produção de conteúdo próprio muito antes da explosão do streaming, mas foi nos anos 1990 que a qualidade deu um salto visível. Sitcoms inovadores, dramas criminais intimistas e minisséries de alto orçamento passaram a compor a grade, aproveitando a liberdade criativa que a assinatura permitia. Décadas depois, o selo HBO continua associado a roteiros sofisticados, elencos estrelados e acabamento técnico acima da média.
Critérios do ranking das séries originais da HBO
O ranking considera relevância cultural, consistência ao longo das temporadas, recepção crítica e influência no panorama televisivo. Todos os dados apresentados a seguir provêm exclusivamente das informações oficiais sobre cada produção, sem adições externas.
Top 15: as séries originais da HBO que definiram uma era
15. True Detective – Lançada em 2014, a antologia policial entrega um mistério diferente a cada temporada. Histórias como a investigação na baía da Louisiana ou o caso nos montes Ozark atravessam diversos períodos de tempo, sempre com elenco de primeira linha. O clima sombrio e a abordagem neo-noir colocam detetives moralmente conflitados diante de crimes perturbadores; quatro temporadas já foram exibidas.
14. The Larry Sanders Show – Estreada em 1992, antecipa o formato mockumentary ao mostrar os bastidores de um talk-show fictício. Garry Shandling interpreta o apresentador, acompanhado pelo produtor Artie (Rip Torn) e pelo inseparável Hank Kingsley (Jeffrey Tambor). Convidados reais participam dos episódios, complementando a sátira sobre a indústria televisiva.
13. The Leftovers – Adaptação do romance de 2011 de Tom Perrotta, a série começa três anos após o desaparecimento súbito de 2% da população mundial, cerca de 140 milhões de pessoas. Cultos como a Guilty Remnant surgem enquanto o chefe de polícia Kevin Garvey (Justin Theroux) e a enlutada Nora Dunne (Carrie Coon) tentam reconstruir a vida. Em três temporadas, o foco está no luto coletivo e nas formas de seguir adiante.
12. Curb Your Enthusiasm – Com Larry David vivendo uma versão ficcional de si mesmo, a produção explora mal-entendidos cotidianos em Los Angeles. A liberdade criativa do canal permite intensificar o humor constrangedor, potencializado por improvisos do elenco. Arcos posteriores incluem a montagem de “The Producers” na Broadway e até uma reunião de “Seinfeld”.
11. Angels in America – Minissérie de 2003 adaptada por Tony Kushner a partir de sua peça. Ambientada na administração Reagan, mostra Nova York em meio à epidemia de AIDS. Seis personagens, entre eles Prior Walter (Justin Kirk), convivem com o avanço da doença e questionamentos sobre culpa e espiritualidade. Meryl Streep, Emma Thompson e Al Pacino compõem o elenco premiado.
10. Succession – O drama corporativo acompanha o magnata Logan Roy (Brian Cox) e seus herdeiros brigando pela liderança do conglomerado Waystar Royco. Com a saúde do patriarca em declínio, intrigas, sarcasmo e chantagens familiares se intensificam. Sarah Snook, Matthew Macfadyen e Kieran Culkin integram um elenco que acumula prêmios ao retratar ambição e fragilidade em doses iguais.
9. Sex and the City – Responsável por impulsionar o canal em 1998, segue quatro amigas em Manhattan. A colunista Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker) narra os altos e baixos dos romances enquanto divide confissões com Miranda, Charlotte e Samantha. Humor afiado, figurinos icônicos e seis temporadas garantem status de clássico, independentemente de continuações posteriores.
8. Deadwood – Ambientada na Dakota do Sul dos anos 1870, retrata a corrida do ouro que atrai figuras perigosas à cidade homônima. O xerife Seth Bullock (Timothy Olyphant) enfrenta o influente Al Swearengen (Ian McShane), dono de saloon e bordel. A série se destaca pelo elenco numeroso e pela reconstrução detalhada do Velho Oeste, concluída depois com um telefilme treze anos após o cancelamento.
7. Insecure – Criada por Issa Rae e Larry Wilmore, deriva da websérie “Awkward Black Girl”. Rae interpreta Issa Dee, que, ao lado da melhor amiga Molly Carter (Yvonne Orji), lida com relacionamentos e carreira em Los Angeles. À medida que avançam dos vinte para os trinta anos, as personagens amadurecem e ganham profundidade cômico-dramática.

Imagem: Internet
6. Game of Thrones – Adaptação da saga “A Song of Ice and Fire”, mostra reinos disputando o Trono de Ferro após a morte de um monarca. Enquanto exércitos humanos travam guerra, os White Walkers mobilizam um exército de mortos-vivos. Do outro lado do mar, Daenerys Targaryen (Emilia Clarke) reúne três dragões para reivindicar poder. Ainda que a temporada final tenha dividido opiniões, as batalhas épicas e o elenco vasto mantêm a série entre as mais influentes.
5. Six Feet Under – Dramedy centrada na família Fisher, proprietária de uma funerária em Los Angeles. Os irmãos Nate Fisher (Peter Krause) e David Fisher (Michael C. Hall) equilibram dramas pessoais com o negócio que lida diariamente com a morte. A combinação de humor mórbido e reflexões sobre mortalidade resultou em cinco temporadas e um final amplamente celebrado.
4. Band of Brothers – Minissérie de 2001 criada por Steven Spielberg e Tom Hanks a partir do livro de Stephen E. Ambrose. A narrativa acompanha a Easy Company desde o pouso na França até a chegada à Alemanha, intercalando cenas de combate com depoimentos reais de veteranos. A fotografia granulada e o escopo que atravessa países europeus ampliam a imersão do público.
3. Veep – Armando Iannucci transporta sua sátira política para Washington ao focar na vice-presidente Selina Meyer (Julia Louis-Dreyfus). Mesmo após ascender à presidência, Selina enfrenta burocracia, gafes e a ineficiência de sua equipe. Mudanças na equipe criativa a partir da quinta temporada não abalaram o ritmo frenético de piadas que marca a série.
2. The Sopranos – Em 1999, a história do mafioso Tony Soprano (James Gandolfini) redefiniu a televisão de prestígio. Sofrendo crises de ansiedade, o chefão procura a terapeuta Jennifer Melfi (Lorraine Bracco) enquanto equilibra obrigações criminosas e familiares. O universo rendeu um filme prelúdio, “The Many Saints of Newark”, com Michael Gandolfini revivendo o papel do pai. O desfecho ambíguo ainda gera debates.
1. The Wire – Líder do ranking, oferece múltiplas perspectivas sobre o tráfico de drogas em Baltimore. A força-tarefa comandada por Cedric Daniels (Lance Reddick) investiga organizações criminosas, enquanto cidadãos comuns sofrem as consequências. Temporadas posteriores examinam reflexos do crime na educação, na política e na imprensa, compondo um retrato complexo da decadência urbana.
Impacto das séries originais da HBO na cultura televisiva
Do pioneirismo na liberdade de linguagem às tramas que encaram temas como luto, crime organizado e conflitos familiares, cada uma das séries originais da HBO influenciou produções de canais abertos e plataformas digitais. Sitcoms subsequentemente adotaram o estilo documental introduzido por “The Larry Sanders Show”; dramas policiais passaram a explorar moralidade ambígua, seguindo o modelo de “True Detective” e “The Wire”.
Onde assistir às séries originais da HBO ranqueadas
As 15 atrações listadas podem ser encontradas no catálogo de streaming da própria HBO, facilitando maratonas completas. Algumas possuem formatos curtos, como minisséries de dois ou dez episódios; outras ultrapassam oito temporadas. Essa variedade demonstra a amplitude do investimento do canal em narrativas fechadas, antológicas ou expansivas.
Com esse panorama, o público dispõe de um guia atualizado para revisitar marcos televisivos ou descobrir histórias que continuam relevantes anos após a estreia.

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou apaixonada por tornar a vida mais leve, prática e organizada — especialmente depois que me tornei mãe.
Criei o Organiza Simples como um cantinho acolhedor para compartilhar tudo o que aprendi (e continuo aprendendo!) sobre organização da casa, da rotina e da mente, sem fórmulas impossíveis ou metas inalcançáveis.

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