15 séries que capturam o espírito de Euphoria e aprofundam o drama adolescente

Quando “Euphoria” chegou à grade da HBO em 2019, a produção apresentou sua proposta com uma cena de impacto: o nascimento da protagonista, Rue, sobreposto a imagens dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. O recado era claro: a série não faria concessões ao retratar dependência química, violência, sexualidade e abuso em detalhes explícitos. À medida que o público aguarda a terceira temporada, muitos buscam narrativas equivalentes em ousadia e complexidade. A lista a seguir reúne 15 títulos televisivos que, cada um à sua maneira, dialogam com as temáticas e a energia de “Euphoria”. Todas as informações foram retiradas diretamente do conteúdo de origem e reestruturadas aqui de forma inédita e aprofundada.
Degrassi
Sob o guarda-chuva do universo adolescente canadense, “Degrassi: The Next Generation” dominou a tela de 2001 a 2015. Embora adote um tom mais próximo de uma soap opera, a série espelha “Euphoria” ao começar com arquétipos escolares — o atleta, o palhaço da classe, a líder de torcida — que, gradualmente, enfrentam tópicos como drogas, violência e descoberta sexual. Um ponto de interseção sutil une os dois programas: o rapper Drake, que interpretou o jogador de basquete Jimmy Brooks em “Degrassi”, atua como produtor executivo e empresta faixas de sua discografia à trilha sonora de “Euphoria”.
Elite
Ambientada em Las Encinas, colégio de elite na Espanha, “Elite” coloca três alunos bolsistas frente a frente com colegas extremamente ricos. A série de Carlos Montero e Darío Madrona enfatiza intrigas, assassinatos e edição não linear, recursos que lembram o ritmo acelerado de “Euphoria”. O contraste social entre protagonistas de origem modesta e o universo luxuoso do colégio intensifica conflitos de classe, enquanto mistérios sucessivos mantêm a atmosfera de thriller criminal.
Everything Now
Com apenas oito episódios, “Everything Now” gira em torno de Mia Polanco, adolescente que retorna à escola após tratamento hospitalar para anorexia. Ao deparar-se com colegas já imersos em festas, álcool e sexo, decide experimentar “tudo agora” para compensar o que perdeu. A obra criada por Ripley Parker privilegia um viés cômico, reforçado pela participação de Stephen Fry, mas não suaviza a seriedade do transtorno alimentar — uma dicotomia que ecoa a abordagem de “Euphoria” ao retratar dependência química de Rue.
Genera+ion
Produzida por Lena Dunham e Jenni Konner e criada por Daniel e Zelda Barnz, “Genera+ion” observa a geração Z em pleno Orange County, região californiana de inclinação conservadora. Esse pano de fundo político cria atrito com personagens jovens e progressistas, especialmente na exploração de identidades sexuais. Diferentemente do estilo estilizado de Sam Levinson, a série adota filmagem mais intimista, mas não evita “becos” temáticos perturbadores que dialogam diretamente com o universo de “Euphoria”.
Gossip Girl
Entre 2007 e 2012, “Gossip Girl” expôs escândalos de estudantes nova-iorquinos de uma escola particular, narrados por um blog anônimo. A adaptação das obras literárias de Cecily von Ziegesar, feita por Josh Schwartz e Stephanie Savage, flerta com a linha tênue entre retratar e glorificar comportamentos questionáveis — crítica também endereçada a “Euphoria”. Além disso, ambos os títulos funcionaram como plataformas de lançamento para novos talentos; Zendaya, Sydney Sweeney e Jacob Elordi em um, Blake Lively, Leighton Meester e Penn Badgley em outro.
Heartbreak High
Reboot australiano da série homônima de 1994, a produção de 2022 reúne estudantes de perfis diversos, colocando em pauta racismo, violência e sexualidade. Um destaque singular está na personagem Quinni Gallagher-Jones, interpretada por Chloé Hayden, atriz autista que vivencia na trama reflexões sobre “mascaramento” social. Ainda que alguns enredos assumam contornos exagerados, esse arco permanece ancorado na autenticidade, algo que se alinha à representação multifacetada proposta por “Euphoria”.
I May Destroy You
Michaela Coel protagoniza, escreve e cria esta série que narra o trauma de uma escritora e influenciadora após descobrir ter sido estuprada. A estética apurada e a intensidade emocional lembram episódios mais contundentes de “Euphoria”. A investigação da identidade do agressor, somada à tentativa de reconstruir vida pessoal e profissional, confere alta carga dramática — paralelos claros ao mergulho de “Euphoria” em experiências limite da juventude.
The Idol
Após “Euphoria”, Sam Levinson apresentou “The Idol”, cancelada após uma única temporada marcada por polêmica e reestruturações criativas. Lily-Rose Depp vive Jocelyn, estrela pop envolvida em crises de imagem pública que conhece Tedros, misterioso dono de boate interpretado por Abel Tesfaye (The Weeknd), co-criador da série. O relacionamento desencadeia decadência e controle, reforçando temas de manipulação e sexualidade que Levinson já explorara com Rue e companhia.
In My Skin
A britânica “In My Skin”, de Kayleigh Llewellyn, centra-se na jovem Bethan, que enfrenta homofobia escolar enquanto atua como cuidadora da mãe, Katrina, portadora de transtorno bipolar. A dinâmica familiar remete à tensão entre Rue e Leslie em “Euphoria”, colocando o espectador diante de situações em que papéis parentais se invertem e a maturidade é precipitada pelas circunstâncias.

Imagem: Internet
Industry
Criada pelos ex-banqueiros Mickey Down e Konrad Kay, “Industry” funde thriller financeiro com dramas pessoais de jovens profissionais em um banco de investimentos londrino. A obra ganhou a alcunha de “Euphoria” encontra “Succession” pela combinação de ambição implacável e descobertas de identidade. A linguagem corporativa densa contrasta com relações conturbadas, reforçando o apelo para quem aprecia a alta octanagem emotiva de “Euphoria”.
My So-Called Life
Transmitida em 1994, a série de Winnie Holzman trouxe Angela Chase, adolescente de 15 anos vivenciada por Claire Danes, às voltas com alcoolismo, violência e depressão no colégio Liberty. O realismo cru chocou a paisagem cultural do período, levando ao cancelamento após uma temporada. Apesar da curta vida, o legado como precursor de dramas juvenis mais sombrios cria uma linha de influência que chega até “Euphoria”.
On My Block
Situada no bairro fictício de Freeridge, no sul da Califórnia, a série acompanha Monsé, Ruby, Jamal e Cesar tentando sobreviver ao ensino médio entre ameaças de violência e desafios socioeconômicos. A criadora Lauren Iungerich evita transformar dificuldades em espetáculo ao alternar momentos de leveza com perigos reais — abordagem que reflete o cuidado de “Euphoria” em mostrar vulnerabilidade sem recorrer ao voyeurismo da pobreza.
P-Valley
Baseada na peça de Katori Hall, “P-Valley” retrata a vida de dançarinas exóticas negras em um clube no Mississippi. A produção se destaca por cinematografia ousada, coreografias detalhadas e exploração franca de sexualidade, características que dialogam com o visual marcante e o tratamento direto de temas sensíveis em “Euphoria”.
Sex Education
No lado oposto do espectro tonal, “Sex Education” combina franqueza sobre sexualidade com otimismo. Criada por Laurie Nunn, a série apresenta Otis Milburn, adolescente que, filho de uma terapeuta sexual, confronta questões íntimas de colegas em Moordale Secondary School. O elenco inclui Asa Butterfield, Gillian Anderson e nomes emergentes, reforçando a coincidência com “Euphoria” no uso de elenco jovem para dissecar tabus.
Skins
Fenômeno britânico com estrutura episódica centrada em personagens alternados, “Skins” abordou transtornos alimentares, violência, abuso de substâncias e bullying com crueza, lançando carreiras de Nicholas Hoult, Dev Patel e Daniel Kaluuya. O impacto cultural foi tão forte que a MTV tentou, sem sucesso, uma versão norte-americana em 2011. O DNA de “Skins” é frequentemente citado como influência fundamental para o tom, a estrutura e a ousadia de “Euphoria”.
Cada uma dessas 15 produções oferece recortes distintos, mas complementares, do complexo mosaico adolescente e jovem adulto. Para quem busca na televisão reflexos sem filtros de temas como dependência, sexualidade, classe social e saúde mental, elas ampliam o caminho aberto por “Euphoria” e preservam a mesma disposição de não fazer concessões.

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou apaixonada por tornar a vida mais leve, prática e organizada — especialmente depois que me tornei mãe.
Criei o Organiza Simples como um cantinho acolhedor para compartilhar tudo o que aprendi (e continuo aprendendo!) sobre organização da casa, da rotina e da mente, sem fórmulas impossíveis ou metas inalcançáveis.

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