Síndico que confessou ter matado corretora em Caldas Novas: perfil, cronologia do crime e avanços da investigação

Síndico que confessou ter matado corretora em Caldas Novas: perfil, cronologia do crime e avanços da investigação

O síndico que confessou ter matado corretora em Caldas Novas, no sul de Goiás, tornou-se o centro de uma investigação que mobiliza Polícia Civil e Ministério Público desde dezembro de 2025. Identificado como Cleber Rosa de Oliveira, ele admitiu ter assassinado a corretora de imóveis Daiane Souza e indicou às autoridades o local onde abandonou o corpo, em uma área de mata a 15 quilômetros da cidade.

Índice

Quem é o síndico que confessou ter matado corretora

Cleber Rosa de Oliveira, além de atuar como síndico de um condomínio residencial em Caldas Novas, possui histórico profissional ligado à educação. Entre 2017 e 2020, foi professor em Catalão, também no interior goiano. Durante esse período, lecionou na Escola São Francisco de Assis (CAIC) e, posteriormente, na Escola Patotinha, onde deu aulas para turmas do 4º ano. Em ambas as instituições, acabou demitido; funcionários relataram comportamento considerado conturbado e pouca disposição em participar de iniciativas pedagógicas coletivas.

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Paralelamente à carreira docente, Cleber ministrou aulas na primeira turma do curso de porteiro e vigia no Instituto Tecnológico de Goiás (Itego). Fora do ambiente escolar, acumulou patrimônio que inclui dois imóveis em Catalão: um espaço destinado a eventos e a residência onde morava antes da prisão. Esses bens foram alvo de buscas policiais após a confissão.

Como ocorreu o crime, segundo a investigação

A corretora Daiane Souza desapareceu em 17 de dezembro de 2025. Naquele dia, desceu ao subsolo do prédio em que vivia para verificar o motivo do desligamento de energia em seu apartamento. Conforme depoimento do próprio síndico, houve uma discussão acalorada entre os dois, seguida do homicídio.

Logo após o crime, Cleber afirmou ter colocado o corpo da vítima na carroceria de uma picape e saído sozinho do condomínio. Investigações apontam que ele dirigiu por cerca de 15 quilômetros até uma área de mata no município vizinho de Ipameri, onde abandonou o cadáver. O local permaneceu sem identificação até que, sob custódia policial, o suspeito levou os agentes diretamente ao ponto exato.

Desdobramentos: buscas, apreensões e confissão do síndico que confessou ter matado corretora

No dia 28 de janeiro, equipes da Polícia Civil cumpriram mandados de busca tanto na residência quanto no espaço de festas pertencentes a Cleber, ambos em Catalão. Foram apreendidos um aparelho celular e vários computadores. O material está sob análise pericial, com objetivo de verificar conversas, registros de localização e outros dados que possam esclarecer a dinâmica do crime.

Na mesma data, além da prisão de Cleber por homicídio, as autoridades detiveram o filho dele, Maykon Douglas de Oliveira. O jovem é investigado por possível obstrução de justiça, embora não haja, até o momento, elementos que o vinculem diretamente à execução do homicídio. Conforme apuração, a participação de Maykon estaria relacionada a eventuais tentativas de interferir na busca da vítima ou nos rumos das investigações.

Antecedentes profissionais e comportamentais do síndico que confessou ter matado corretora

Relatos de ex-colegas ilustram um padrão de dificuldades de convivência. Na Escola São Francisco de Assis (CAIC), onde permaneceu menos de um ano, Cleber ganhava destaque negativo por recusar-se a integrar projetos coletivos. Posteriormente, na Escola Patotinha, o comportamento se repetiu e terminou em nova demissão, já no início de 2020.

Quando esteve no Itego à frente do curso para porteiros e vigias, as fontes consultadas indicaram que o desempenho técnico era considerado satisfatório, mas as relações interpessoais continuavam tensas. Esse histórico reforça a imagem de um profissional que enfrentava dificuldades de integração social, aspecto agora avaliado pelos investigadores na tentativa de compreender a escalada de violência que culminou na morte da corretora.

Acusações formais e medidas judiciais em andamento

O Ministério Público de Goiás apresentou denúncia contra Cleber Rosa de Oliveira por perseguição — crime tipificado como stalking — com agravante de abuso de função. A peça descreve um período de dez meses, em 2025, marcado por ações reiteradas de agressões verbais, ameaças e, em alguns episódios, violência física contra Daiane Souza.

A promotoria sustenta que Cleber teria usado a posição de síndico para vigiar e constranger a vítima dentro do próprio condomínio. Entre as evidências estão relatos de moradores sobre discussões frequentes em áreas comuns e pedidos sucessivos de Daiane para que autoridades condominiais intercedessem a seu favor.

No âmbito processual, a defesa do acusado ainda não apresentou manifestação detalhada. O advogado Felipe Borges de Alencar declarou que adotará postura colaborativa, aguardando acesso completo aos autos antes de emitir nota oficial.

O impacto do caso no condomínio e na comunidade

A morte de Daiane provocou forte comoção entre moradores de Caldas Novas e profissionais do mercado imobiliário local. Corretora conhecida por atuar tanto na cidade quanto em municípios vizinhos, ela era considerada referência em mediação de imóveis turísticos, segmento relevante na economia regional. Síndicos de prédios próximos relataram aumento na procura por câmeras de segurança e protocolos internos após a divulgação do crime.

No condomínio onde tudo aconteceu, a administradora instaurou auditoria para revisar regimentos internos e a forma de escolha de síndicos. Moradores informaram às autoridades que pretendem constituir comissão para auxiliar na apuração de possíveis irregularidades anteriores, mas ainda aguardam orientações da Polícia Civil sobre acesso a documentos.

Próximos passos na investigação

Com a confissão do síndico que confessou ter matado corretora e a recuperação do corpo, a fase atual concentra-se na perícia dos equipamentos eletrônicos apreendidos, na análise balística e nos laudos de necropsia. A Polícia Civil também revisita imagens de câmeras do condomínio e de rodovias que ligam Caldas Novas a Ipameri, cruzando horários de deslocamento da picape.

Em paralelo, o Ministério Público aguarda conclusão do inquérito para decidir se ampliará a denúncia, podendo incluir qualificadoras ou novos crimes caso surjam provas adicionais. A defesa, por sua vez, deve protocolar petições assim que tiver acesso integral aos documentos e laudos periciais.

A próxima etapa processual relevante será a audiência de custódia de Maykon Douglas de Oliveira, filho do acusado, que discutirá a manutenção ou não de sua prisão preventiva por suspeita de obstrução de justiça.

Assim, o caso segue sob investigação ativa, aguardando laudos periciais e manifestações processuais que definirão os rumos do julgamento.

OrganizaSimples

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou apaixonada por tornar a vida mais leve, prática e organizada — especialmente depois que me tornei mãe. Criei o Organiza Simples como um cantinho acolhedor para compartilhar tudo o que aprendi (e continuo aprendendo!) sobre organização da casa, da rotina e da mente, sem fórmulas impossíveis ou metas inalcançáveis.

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