Temporada de eclipses: entenda por que os eclipses surgem em pares e o que esperar em 2026

Temporada de eclipses é o termo usado pelos astrônomos para descrever curtas janelas de tempo em que o alinhamento entre Sol, Terra e Lua se torna favorável à ocorrência de eclipses solares ou lunares, fenômenos que, por conta da geometria orbital, quase sempre aparecem em pares separados por cerca de duas semanas.
- O que é uma temporada de eclipses e quanto tempo ela dura?
- Por que nem toda lua nova ou lua cheia gera um eclipse?
- Nos bastidores de uma temporada de eclipses: nós lunares e syzygy
- Calendário da temporada de eclipses de 2026
- Tipos de eclipses que compõem as duas temporadas de 2026
- Como as temporadas se repetem e se deslocam ao longo dos anos
O que é uma temporada de eclipses e quanto tempo ela dura?
Uma temporada de eclipses corresponde a um intervalo que varia de 31 a 37 dias. Dentro desse período, qualquer lua nova pode resultar em um eclipse solar e qualquer lua cheia pode produzir um eclipse lunar. Fora dessa janela, o alinhamento necessário – chamado de syzygy – não acontece de forma suficiente para que a sombra de um corpo celeste alcance o outro, tornando os eclipses impossíveis.
Observações de longo prazo mostram que tais janelas se repetem de maneira previsível a cada 173 dias, praticamente duas vezes ao ano. Todos os eclipses registrados desde o início da astronomia ocorreram dentro dessas faixas temporais, reforçando o padrão cíclico que rege o fenômeno.
Por que nem toda lua nova ou lua cheia gera um eclipse?
À primeira vista, seria lógico imaginar que eclipses surgissem todos os meses, afinal o ciclo lunar oferece uma lua nova a cada 29,5 dias e uma lua cheia cerca de quinze dias depois. O obstáculo está na inclinação de aproximadamente cinco graus que a órbita da Lua apresenta em relação ao plano da órbita da Terra, conhecido como eclíptica. Por causa desse desvio, na maioria das ocasiões a Lua passa ligeiramente acima ou abaixo do Sol durante a lua nova e, de forma análoga, fica fora do cone de sombra terrestre na lua cheia. O resultado é a ausência de qualquer ocultação visível.
Só quando a Lua cruza a eclíptica nos pontos denominados nós lunares e a fase lunar coincide com um desses cruzamentos é que o alinhamento tridimensional se completa. Esse ajuste espacial explica a raridade dos eclipses e, ao mesmo tempo, sua regularidade dentro das temporadas.
Nos bastidores de uma temporada de eclipses: nós lunares e syzygy
Os nós lunares são dois pontos imaginários que marcam onde a órbita inclinada da Lua atravessa o plano da eclíptica. Quando o Sol se aproxima de um nó, abre-se a chance de eclipses por pouco mais de um mês. Se a conjunção entre Lua e Sol acontece nesse intervalo, a sombra da Lua pode atingir a Terra e formar um eclipse solar. Já se a Lua cheia coincide com a passagem pelo nó oposto, a Terra posiciona sua sombra sobre o satélite natural, originando um eclipse lunar.
Segundo cálculos orbitais divulgados pela NASA, esses nós não permanecem fixos. Eles se deslocam para oeste à razão de 19,3 graus por ano, movimento que antecipa o início de cada temporada em cerca de 19 dias anualmente. Esse detalhe cronológico explica por que as janelas de eclipse não recaem sempre nos mesmos meses do calendário civil.
Calendário da temporada de eclipses de 2026
Em 2026 estão previstas duas temporadas. A primeira surge entre 17 de fevereiro e 3 de março. Nesse intervalo, a lua nova de 17 de fevereiro alinhará os três corpos e gerará um eclipse solar anular. Duas semanas mais tarde, em 3 de março, a lua cheia atravessará a sombra terrestre e proporcionará um eclipse lunar total.
A segunda temporada de 2026 ocorre em agosto. O ápice está datado para 12 de agosto, quando a Lua encobrirá totalmente o Sol em determinadas regiões, configurando um eclipse solar total. Quinze dias depois, em 28 de agosto, a mesma janela orbital ainda estará aberta o suficiente para permitir um eclipse lunar parcial.
Tipos de eclipses que compõem as duas temporadas de 2026
Anular, total e parcial são os três qualificativos associados aos eclipses de 2026. Cada um depende do grau de sobreposição entre os discos aparentes do Sol, da Terra e da Lua.

Imagem: Internet
Eclipse solar anular – 17 de fevereiro de 2026: a Lua cobrirá 96% do disco solar, deixando visível um anel luminoso, popularmente chamado de “anel de fogo”. A totalidade desse efeito estará restrita a parte da Antártida, enquanto regiões do sudeste da África, do extremo sul da América do Sul e demais áreas antárticas verão a passagem como um eclipse parcial.
Eclipse lunar total – 3 de março de 2026: o satélite natural mergulhará completamente na sombra umbral da Terra durante 58 minutos e 18 segundos. Observadores da Austrália, de países do Leste Asiático, de ilhas do Pacífico e da costa oeste da América do Norte terão as melhores condições de visibilidade, presenciando a coloração avermelhada típica da Lua durante a totalidade.
Eclipse solar total – 12 de agosto de 2026: este será o evento de maior impacto do ano. A faixa de totalidade passará por Groenlândia, Islândia e norte da Espanha. Ao longo dessa faixa, o dia se converterá temporariamente em crepúsculo, a temperatura cairá e a coroa solar se tornará perceptível a olho nu. A maioria dos países europeus, além do norte da África e de áreas do Atlântico Norte, verá o fenômeno de forma parcial, mas ainda expressiva.
Eclipse lunar parcial – 28 de agosto de 2026: embora menos dramático do que um eclipse total, o evento mostrará a sombra terrestre avançando sobre parte significativa da face lunar. Pessoas na América do Norte, na América do Sul, na Europa e na África poderão acompanhar o escurecimento gradual da Lua.
Como as temporadas se repetem e se deslocam ao longo dos anos
A precessão dos nós lunares, fenômeno já mencionado, faz com que as temporadas recuem no calendário em ritmo parecido ao dos 19,3 graus anuais de deslocamento dos nós. Esse avanço regressivo representa quase 19 dias de antecipação a cada ciclo de 12 meses, de modo que as janelas de eclipses migram lentamente por todas as épocas do ano em um período aproximado de 18,6 anos. Ao final desse intervalo, conhecido como ciclo nodal, as posições relativas retornam a um ponto de convergência parecido com o inicial, permitindo aos astrônomos prever eclipses com décadas de antecedência.
Nos raros casos em que uma lua nova ocorre no primeiro ou no último dia da janela e a lua cheia fica precisamente situada no meio, a temporada pode incluir três eclipses. Contudo, a configuração dupla – um solar seguido de um lunar ou vice-versa – permanece a forma mais comum.
A próxima data de interesse para observadores do céu será 17 de fevereiro de 2026, quando a primeira temporada do ano se iniciará com o eclipse solar anular visível principalmente sobre a Antártida.

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou apaixonada por tornar a vida mais leve, prática e organizada — especialmente depois que me tornei mãe.
Criei o Organiza Simples como um cantinho acolhedor para compartilhar tudo o que aprendi (e continuo aprendendo!) sobre organização da casa, da rotina e da mente, sem fórmulas impossíveis ou metas inalcançáveis.
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