Tendências de Bancadas de Cozinha para 2026: Mármore, Quartzito, Tons Escuros e Design Escultural

O que vai dominar as cozinhas em 2026? Profissionais de design de interiores apontam cinco rumos claros: o retorno vigoroso da pedra natural, o avanço dos tons escuros, a adoção de cinzas frios, a entrada de superfícies em vermelho profundo e a valorização de texturas e formas esculpidas. Juntas, essas tendências definem o panorama dos projetos de reforma para quem deseja modernizar o coração da casa no próximo ciclo.
- Quem dita as novas referências
- 1. Pedra natural ganha protagonismo absoluto
- 2. Tons escuros: profundidade e praticidade
- 3. Cinza frio: transição entre o neutro e o dramático
- 4. Burgundys e vermelhos profundos: a aposta ousada
- 5. Textura e escultura: a bancada além da função
- Quando e onde as tendências se consolidam
- Como cada escolha impacta o dia a dia
- Desdobramentos secundários observados pelas designers
- Por que investir agora
- Como as tendências conversam entre si
Quem dita as novas referências
Três especialistas atuam na linha de frente dessas mudanças. Julia Newman, à frente do estúdio Julia Adele Design, Jill Litner Kaplan, fundadora da Jill Litner Kaplan Interiors, e Kelsey McGregor, responsável pela Kelsey Leigh Design Co., compartilham experiências de campo e indicam o que enxergam como escolhas recorrentes em seus projetos atuais e futuros. Cada uma trabalha em mercados distintos, mas convergem ao notar padrões semelhantes nas preferências de clientes e especificadores.
1. Pedra natural ganha protagonismo absoluto
O que é: Bancadas de mármore e quartzito, selecionadas em depósitos de chapas, ganham status de peça central nos layouts.
Por que importa: Segundo os estúdios de design, nenhuma superfície industrializada reproduz com igual fidelidade a movimentação, as tonalidades e a personalidade que a pedra extraída diretamente da natureza apresenta. Além da estética, a resistência do quartzito e a beleza clássica do mármore respondem às exigências de quem busca longevidade e sofisticação.
Como se aplica: Os projetos contemplam visitas presenciais aos pátios de chapas. Lá, o cliente escolhe blocos únicos, garantindo que a bancada exiba veios exclusivos. A decisão envolve avaliar cor de fundo, desenhos naturais e variação de tonalidade, pois o objetivo é criar interesse visual e promover novas descobertas a cada olhar na rotina da cozinha.
2. Tons escuros: profundidade e praticidade
O que é: Pedras em matizes mais profundas, como pretos suaves, grafites ou verdes fechados, substituem a hegemonia do branco.
Por que importa: Além de conferirem aspecto sofisticado, as superfícies de cor acentuada camuflam marcas de uso cotidiano, respingos ou pequenas manchas, benefício que prende a atenção de moradores que desejam menos manutenção aparente.
Como se aplica: Mármore, quartzito e soapstone compõem o repertório das designers. A tonalidade intensa contrasta com armários em madeira natural ou pintados, criando um diálogo contemporâneo entre materiais quentes e frios. Em ilhas centrais, a bancada escura também atua como ponto focal, estabelecendo equilíbrio entre função e estética.
3. Cinza frio: transição entre o neutro e o dramático
O que é: Superfícies em cinza de temperatura fria surgem como alternativa para quem abandonou o todo branco, mas ainda não se sente confortável com pretos absolutos.
Por que importa: A cor oferece neutralidade suficiente para combinar com diversas paletas de armários e pisos, ao mesmo tempo em que adiciona personalidade discreta ao ambiente. Para muitos clientes, o cinza é um meio-termo seguro que atualiza a cozinha sem radicalizar.
Como se aplica: O tom aparece tanto em mármores de veios suaves quanto em quartzitos com fundo uniforme. Em projetos recentes, as superfícies cinzas são usadas em toda a extensão do espaço, mantendo harmonia visual e continuidade material.
4. Burgundys e vermelhos profundos: a aposta ousada
O que é: Calacatta viola e pedras em tonalidades vinho inauguram a presença marcante do vermelho escuro nas bancadas.
Por que importa: A nuance burgundy introduz clima contemporâneo e arrojado. Profissionais de interiores consideram o material a “estrela” das novas coleções, pois combina veios dramáticos, cor diferenciada e apelo artístico.
Como se aplica: Para manter a integridade da pedra, os escritórios recomendam acabamento honed ou leathered, que são menos reflexivos e reduzem a visibilidade de riscos. Também entram em cena películas protetoras de tecnologia recente, como mantas de poliéster aplicadas sobre o mármore, garantindo proteção contra ácidos e calor sem sacrificar a aparência natural.

Imagem: Design Jill Litner Kaplan Interiors
5. Textura e escultura: a bancada além da função
O que é: A busca por superfícies com acabamento fosco, conhecido como leathered em quartzito, e por composições que variam a espessura das chapas para criar volumes escultóricos.
Por que importa: A textura suaviza a incidência de reflexos e disfarça marcas de toque, enquanto a abordagem escultórica transforma a ilha central em elemento de design autônomo. A escolha reforça a tendência de cozinhas que funcionam como espaços de convivência, não apenas preparo de alimentos.
Como se aplica: Em alguns projetos, a ilha recebe chapa em dobro de espessura apenas em pontos estratégicos. Essa porção mais robusta atua como contraforte e gera sensação de peça monolítica. Já nas áreas periféricas, utiliza-se espessura tradicional, criando leveza visual e otimizando custos.
Quando e onde as tendências se consolidam
Todo o movimento ocorre em preparação ao calendário de 2026, ano que concentra lançamentos de mostras de decoração e ciclos de reforma em residências norte-americanas. Apesar de nascerem em mercados específicos, as referências circulam rapidamente por plataformas digitais e chegam a consumidores de diferentes regiões, ampliando a adoção global.
Como cada escolha impacta o dia a dia
Manutenção: Mármore requer selagem periódica, enquanto quartzito é naturalmente mais resistente. Nos tons escuros, a limpeza diária é facilitada por mascarar resíduos. Acabamentos foscos apresentam menos marcas de dedo, e películas de proteção prolongam a vida útil das superfícies mais porosas.
Custo-benefício: A seleção em depósitos de pedra permite ao cliente equilibrar investimento e exclusividade. Chapas raras, com grande movimentação ou coloração incomum, têm preço superior, mas entregam assinatura estética que dificilmente se repetirá em outra residência.
Estética integrada: A variação de espessura e a adoção de cores fortes exigem planejamento conjunto com marcenaria, iluminação e eletrodomésticos. O objetivo é assegurar que a bancada dialogue com o conjunto, em vez de competir por atenção visual.
Desdobramentos secundários observados pelas designers
Além das cinco tendências principais, os escritórios relatam efeitos colaterais relevantes. Com o retorno da pedra natural, cresce a valorização de pontos de junção bem executados, pois veios precisam alinhar-se perfeitamente em quinas e rebaixos. O interesse por texturas também estimula a busca por pias esculpidas no mesmo material da bancada, preservando unidade formal.
Por que investir agora
Embora as tendências apontem para 2026, muitos clientes antecipam decisões para evitar encarecimento de materiais, já que a demanda por pedras específicas tende a inflacionar o mercado. O planejamento com antecedência possibilita encontrar chapas ideais e agendar mão de obra especializada, item crítico em superfícies naturais.
Como as tendências conversam entre si
Os cinco caminhos não se excluem. Um projeto pode unir pedra natural em acabamento leathered, mesclar tons escuros com detalhes burgundy ou adotar cinza frio em formato escultural. O denominador comum é a busca por identidade: cada cozinha deve refletir contexto, rotina e gosto do morador, sem abrir mão de funcionalidade.
Em síntese factual: Mármore e quartzito recuperam protagonismo; cores profundas ganham espaço; cinza frio surge como opção intermediária; tons burgundy introduzem ousadia monitorada; e texturas ou espessuras diferenciadas elevam o valor escultórico da bancada. Esses elementos compõem o roteiro que profissionais apontam como dominante nas cozinhas de 2026.

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou apaixonada por tornar a vida mais leve, prática e organizada — especialmente depois que me tornei mãe.
Criei o Organiza Simples como um cantinho acolhedor para compartilhar tudo o que aprendi (e continuo aprendendo!) sobre organização da casa, da rotina e da mente, sem fórmulas impossíveis ou metas inalcançáveis.

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