Trump reage a veto da Suprema Corte e planeja tarifas globais de importação de 15%

A palavra-chave principal: tarifas globais de importação
As tarifas globais de importação voltaram ao centro do debate nos Estados Unidos depois que, no sábado, 21, o presidente Donald Trump revelou a intenção de estabelecer uma alíquota de 15% sobre todos os produtos estrangeiros, reação direta ao veto da Suprema Corte, que um dia antes declarara ilegais as tarifas de 10% aprovadas no ano anterior sem aval do Congresso.
- Entenda o confronto entre Trump e a Suprema Corte
- Como as tarifas globais de importação foram vetadas
- Por que Trump elevou as tarifas globais de importação para 15%
- Quando e onde as novas tarifas globais de importação devem entrar em vigor
- Consequências políticas do embate sobre as tarifas
- Próximos passos para as tarifas globais de importação no Congresso
- A Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional em foco
- A plataforma Truth Social como palco do anúncio
- Entidades e figuras envolvidas
- Impacto temporário da nova política tarifária
- Visão do presidente sobre legalidade e necessidade
- Possíveis recursos caso o Congresso rejeite o plano
- Calendário imediato
Entenda o confronto entre Trump e a Suprema Corte
O embate começou na sexta-feira, 20, quando a Suprema Corte, por seis votos a três, concluiu que o presidente excedera o limite de sua autoridade ao impor tributos sem a participação do Legislativo. O tribunal ressaltou que a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional foi empregada de forma indevida, pois não havia sido declarada situação de emergência que justificasse a intervenção direta no comércio exterior. Para Trump, entretanto, a decisão do colegiado representa um obstáculo injustificado a um instrumento que ele considera fundamental para a estratégia de “tornar a América grande novamente”.
Como as tarifas globais de importação foram vetadas
A anulação das tarifas anteriores partiu da constatação de que o Executivo não poderia, unilateralmente, alterar o regime tributário externo. A Suprema Corte entendeu que o uso da legislação de emergência internacional não se aplica a ajustes de rotina na política comercial, sobretudo quando não há ameaça externa imediata. Dessa forma, as taxações de 10% foram suspensas, criando um vácuo que, nas palavras do presidente, exigiu resposta rápida.
Por que Trump elevou as tarifas globais de importação para 15%
A elevação do percentual, de 10% para 15%, ocorreu poucas horas depois da publicação do acórdão. Na plataforma Truth Social, Trump manifestou discordância em relação ao julgamento e classificou o texto como “mal redigido” e contrário aos interesses nacionais. A nova alíquota, segundo ele, intensifica a pressão sobre produtos estrangeiros para compensar a redução do poder de barganha que teria sido imposta pela Suprema Corte. O republicano sustenta que a iniciativa continua amparada pelo “sistema jurídico vigente”, argumento que repete a defesa adotada para a tarifa original.
Quando e onde as novas tarifas globais de importação devem entrar em vigor
De acordo com o cronograma apresentado, a cobrança de 15% será aplicada a partir da próxima terça-feira, 24. A medida valerá em todo o território dos Estados Unidos e incidirá sobre qualquer mercadoria estrangeira que atravesse a fronteira. No entanto, o dispositivo foi desenhado para durar 150 dias, prazo em que a administração pretende buscar a necessária aprovação do Congresso. Se o aval parlamentar não for obtido, o governo sinaliza que pode recorrer a “outras autoridades” ainda não detalhadas publicamente.
Consequências políticas do embate sobre as tarifas
A sequência de acontecimentos aprofunda a tensão institucional entre Executivo e Judiciário. Para os seis ministros que formaram a maioria, a preservação do equilíbrio de poderes exige que o Congresso participe de decisões de impacto econômico. Já para Trump, a intervenção judicial interfere em prerrogativas que ele julga essenciais ao exercício da presidência. No campo político, o episódio deve aumentar a pressão sobre parlamentares, que terão de se posicionar em até cinco meses sobre a nova proposta de tarifação.
Próximos passos para as tarifas globais de importação no Congresso
Durante o período de 150 dias, a Casa Branca irá redigir um projeto que formalize a cobrança de 15% dentro dos limites considerados “legalmente permitidos”. Caso a proposta avance, o Legislativo assumirá papel decisivo, pois poderá ratificar, alterar ou rejeitar a tarifa. O presidente já declarou à imprensa que, mesmo diante de eventual impasse, poderia instituir tributos sem a chancela do Congresso, embora o entendimento da Suprema Corte aponte na direção oposta. Essa divergência sugere novos capítulos judiciais se não houver consenso parlamentar.
A Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional em foco
No centro da disputa está a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional, regulamentação que possibilita ao chefe do Executivo regular o comércio após declaração formal de emergência. Os juízes sustentaram que não se configurava situação emergencial que justificasse a taxação anterior. Para especialistas do Judiciário – segundo a leitura expressa no voto –, o governo republicano interpretou a norma de forma ampla demais, ultrapassando o objetivo original de proteção à segurança nacional em cenários extremos.

Imagem: Shutterstock
A rede Truth Social voltou a cumprir a função de megafone presidencial. Foi ali que Trump externou a insatisfação com o veto e revelou o novo percentual. O aplicativo, fundado durante seu mandato, consolidou-se como espaço preferencial do presidente para divulgar medidas, contornar a mídia tradicional e mobilizar sua base política.
Entidades e figuras envolvidas
Entre as instituições de maior destaque na notícia, a Suprema Corte se apresenta como o órgão de última instância do Judiciário norte-americano. Já o Congresso, embora não mencionado em detalhes no acórdão, retém a atribuição constitucional de legislar sobre impostos. O embate atinge, portanto, as três esferas clássicas de poder: Executivo, Legislativo e Judiciário, com repercussões diretas no comércio internacional.
Impacto temporário da nova política tarifária
Inicialmente, a vigência de 150 dias significa que empresas importadoras e exportadoras precisarão adequar contratos e cadeias de suprimentos de forma provisória. Até que o Congresso se pronuncie, prevalece a incerteza sobre a continuidade da alíquota. Ainda assim, o governo acredita que o intervalo será suficiente para estruturar um pacote tributário alinhado às exigências judiciais e, ao mesmo tempo, compatível com a meta de “tornar a América grande novamente”.
Visão do presidente sobre legalidade e necessidade
Para Trump, a cobrança de 15% não apenas se enquadra no ordenamento jurídico, mas também se mostra indispensável à sua agenda econômica. Segundo o chefe do Executivo, o reajuste fortalece a indústria nacional e corrige desequilíbrios comerciais. Ele considera a decisão da Suprema Corte “antieconômica” e “antiamericana”, posições reiteradas em sua conta oficial.
Possíveis recursos caso o Congresso rejeite o plano
Se o Parlamento barrar a proposta, o presidente sinalizou que poderá acionar “outras autoridades” para manter a taxação. Embora não tenha especificado quais seriam essas instâncias, existe a possibilidade de novos decretos que, de alguma forma, tentem contornar a derrota judicial. A tensão entre os poderes, portanto, tende a persistir por tempo indeterminado.
Calendário imediato
A data de 24 de setembro marca o início das novas tarifas globais de importação. O limite final para o Congresso deliberar é 150 dias depois dessa implementação. Até lá, o panorama tributário permanecerá sujeito a mudanças rápidas, decisões judiciais adicionais e intensas negociações entre Casa Branca e Legislativo.

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou apaixonada por tornar a vida mais leve, prática e organizada — especialmente depois que me tornei mãe.
Criei o Organiza Simples como um cantinho acolhedor para compartilhar tudo o que aprendi (e continuo aprendendo!) sobre organização da casa, da rotina e da mente, sem fórmulas impossíveis ou metas inalcançáveis.
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