Vacina contra bronquiolite será oferecida pelo SUS em novembro para gestantes; veja detalhes

Vacina contra bronquiolite será oferecida pelo SUS em novembro para gestantes; veja detalhes

Resumo inicial: A vacinação contra o vírus sincicial respiratório (VSR), principal responsável pelos casos de bronquiolite e parte significativa das pneumonias em crianças pequenas, passará a integrar o Sistema Único de Saúde (SUS) ainda em novembro. O novo imunizante será aplicado em gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, com o objetivo de proteger os recém-nascidos nos primeiros meses de vida. A medida envolve 1,8 milhão de doses inicialmente, distribuídas em etapas a todos os estados brasileiros.

Índice

O que é o vírus sincicial respiratório e por que ele preocupa

O VSR é um patógeno respiratório altamente frequente em bebês e crianças menores de dois anos. A infecção pode provocar desde sintomas leves, como congestão nasal, coriza e tosse, até quadros graves de bronquiolite — inflamação dos bronquíolos — e pneumonia. Estimativas utilizadas pelo Ministério da Saúde indicam que, a cada cinco crianças infectadas, uma necessita de atendimento ambulatorial e, em média, uma em cada 50 precisa ser hospitalizada no primeiro ano de vida. No Brasil, aproximadamente 20 mil bebês com menos de um ano são internados anualmente em decorrência do vírus.

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Quando a vacina chega ao SUS

O cronograma divulgado pela pasta federal prevê o início da distribuição nas próximas semanas de novembro. A primeira remessa contempla 832,5 mil doses. Até dezembro, serão enviados mais de 1 milhão de frascos adicionais, totalizando 1,8 milhão de unidades adquiridas em colaboração com o Instituto Butantan e a farmacêutica Pfizer. A logística de envio aos estados e municípios permitirá que as secretarias locais organizem calendários específicos, com aplicação nas unidades básicas de saúde e pontos de vacinação habituais.

Quem poderá receber o imunizante pelo SUS

A estratégia de imunização concentra-se nas gestantes que se encontram a partir da 28ª semana de gravidez. Ao vacinar esse público, a política pública busca conferir proteção dupla: a gestante passa a contar com anticorpos contra o VSR e transfere parte dessa imunidade ao feto por meio da placenta. Assim, o recém-nascido já nasce com defesas contra o vírus, reduzindo o risco de infecção grave no período mais vulnerável da vida.

Esquema de doses e via de aplicação

O produto incorporado, denominado Abrysvo, é aplicado em dose única por via intramuscular. Não há, portanto, necessidade de retorno para reforço na mesma gestação. A aplicação única simplifica o calendário pré-natal e facilita a adesão em serviços de atenção primária.

Como a vacina funciona no organismo

A formulação utiliza proteína S do VSR produzida por engenharia genética. Uma vez administrada, essa proteína estimula o sistema imunológico materno a gerar anticorpos específicos. Esses anticorpos atravessam a placenta, alcançam o feto e permanecem circulantes nos primeiros meses após o parto. Nesse intervalo, o recém-nascido ainda não possui sistema imune plenamente maduro, motivo pelo qual a imunidade passiva concedida pela mãe torna-se decisiva para evitar bronquiolite e pneumonia associadas ao vírus.

Impacto esperado na rede hospitalar

Dados encaminhados à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) apontam potencial para evitar aproximadamente 28 mil internações pediátricas por ano. A diminuição de hospitalizações deve aliviar leitos de terapia intensiva neonatal, reduzir custos assistenciais e mitigar complicações respiratórias que podem deixar sequelas a longo prazo.

Custos e disponibilidade na rede privada

Antes de ser incorporada ao SUS, a Abrysvo já havia recebido registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e está disponível em clínicas particulares. O valor cobrado varia conforme a rede de laboratórios. Em unidades do Grupo Fleury, o preço oscila entre R$ 1.620 e R$ 1.950. Na rede Dasa, o custo gira em torno de R$ 1.650. Mesmo após a entrada no SUS, a oferta privada permanece como alternativa para gestantes que desejem se vacinar fora do calendário público ou não se enquadrem no período de aplicação definido pelas autoridades.

Contraindicações registradas

Até o momento, a única contraindicação formal refere-se a mulheres que apresentaram reação alérgica a algum componente da formulação em vacinação prévia ou em testes de sensibilidade. Não há indicação de restrição por faixa etária materna, comorbidade ou número de gestações.

Outras formas de proteção disponíveis no Brasil

A prevenção contra o VSR não se limita à vacina para gestantes. O Sistema Único de Saúde já oferece, em caráter seletivo, o palivizumabe, anticorpo monoclonal indicado para:

• Bebês prematuros até 28 semanas e 6 dias de gestação, durante o primeiro ano de vida;
• Crianças com até dois anos diagnosticadas com doença pulmonar crônica associada à prematuridade ou cardiopatia congênita com repercussão hemodinâmica.

Além dele, outro anticorpo monoclonal, o nirsevimabe, chegou ao mercado privado neste ano e custa aproximadamente R$ 3 mil. A Conitec recomendou sua incorporação ao SUS, e a expectativa oficial é disponibilizá-lo amplamente em 2026. Diferentemente das vacinas, os anticorpos monoclonais fornecem imunidade pronta, dispensando que o organismo da criança produza seus próprios anticorpos. Eles são administrados diretamente nos bebês, oferecendo proteção imediata, embora de duração limitada.

Diferenças entre vacinas e anticorpos monoclonais

Enquanto vacinas estimulam o corpo a criar defesas internas que podem persistir por meses ou anos, os anticorpos monoclonais fornecem uma barreira temporária, útil em grupos de risco que não responderiam adequadamente à vacinação ou que necessitam de proteção instantânea. A estratégia combinada — vacinar gestantes, imunizar prematuros com palivizumabe e futuramente ampliar o acesso ao nirsevimabe — compõe um escudo progressivo contra o VSR.

Logística de distribuição e integração ao Programa Nacional de Imunizações

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) definiu que a entrega das doses ocorrerá em lotes, começando por 832,5 mil unidades. A partir do recebimento, estados e municípios terão autonomia para ajustar datas de início, mas a aplicação deve ocorrer exclusivamente em serviços públicos, sob registro nominal das gestantes vacinadas. A pasta planeja antecipar a vacinação o suficiente para cobrir gestantes cujos bebês nascerão antes do pico sazonal previsto para 2025, assegurando que os recém-nascidos enfrentem o período de maior circulação viral já protegidos.

Benefícios diretos e indiretos para a população

Além da queda projetada nas internações, a introdução da vacina promove transferência de tecnologia, geração de empregos no setor produtivo nacional e fortalecimento da cadeia de inovação em saúde, segundo informações do Ministério da Saúde. A parceria com o Instituto Butantan prevê, no médio prazo, produção local do insumo biológico, reduzindo dependência de importações e garantindo autonomia estratégica.

Perspectivas para novas gestações

Com a aplicação em dose única, ainda não há definição sobre esquemas adicionais em gestações subsequentes. A experiência obtida em países que adotarem o imunizante simultaneamente e o acompanhamento de coortes de gestantes brasileiras oferecerão base para avaliar a necessidade de revacinação. Até que novos dados estejam consolidados, a recomendação do PNI limita-se à aplicação a partir da 28ª semana de cada gestação corrente.

Resumo dos pontos-chave

• Início: novembro, com distribuição de 1,8 milhão de doses.
• Público-alvo: gestantes a partir da 28ª semana.
• Dose: única, via intramuscular.
• Objetivo: proteger recém-nascidos contra bronquiolite e pneumonia causadas pelo VSR.
• Disponível na rede privada: sim, com valores entre R$ 1.620 e R$ 1.950.
• Contraindicação principal: histórico de alergia a componentes da vacina.
• Complemento terapêutico: anticorpos monoclonais palivizumabe (já no SUS) e nirsevimabe (previsto para 2026).

OrganizaSimples

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou apaixonada por tornar a vida mais leve, prática e organizada — especialmente depois que me tornei mãe. Criei o Organiza Simples como um cantinho acolhedor para compartilhar tudo o que aprendi (e continuo aprendendo!) sobre organização da casa, da rotina e da mente, sem fórmulas impossíveis ou metas inalcançáveis.

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