Vacina contra a dengue: só 27% completam esquema em cidades de Ribeirão Preto, Barretos e Franca

Vacina contra a dengue aplicada desde fevereiro de 2024 em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos alcançou apenas 27,7% de cobertura da segunda dose nas principais cidades das regiões de Ribeirão Preto, Barretos e Franca, de acordo com levantamento que consolida informações municipais e parâmetros do Ministério da Saúde.
- Vacina contra a dengue: público-alvo e cronograma de aplicação
- Vacina contra a dengue: primeira dose avança, segunda dose perde fôlego
- Índices municipais detalham diferenças na adesão à vacina contra a dengue
- Novo imunizante Butantan-DV: dose única para ampliar a cobertura da vacina contra a dengue
- Panorama recente de casos e óbitos nas cidades analisadas
- Ações complementares ao uso da vacina contra a dengue
- Onde encontrar a vacina contra a dengue nas cidades da região
Vacina contra a dengue: público-alvo e cronograma de aplicação
O esquema em vigor na região utiliza imunizante que requer duas aplicações, com intervalo de três meses, direcionado exclusivamente a uma faixa etária que reúne um dos maiores volumes de internações por dengue: jovens de 10 a 14 anos. Essa limitação foi estabelecida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) após avaliação de segurança e eficácia, mantendo os idosos — grupo etariamente mais vulnerável à forma grave da doença — fora da atual campanha. O Ministério da Saúde recomenda cobertura mínima de 90% em cada dose para que a proteção coletiva seja sólida. Dois anos após o início da vacinação, os percentuais verificados estão longe dessa referência, o que acende alerta nas secretarias municipais.
Vacina contra a dengue: primeira dose avança, segunda dose perde fôlego
Nos quatro maiores municípios considerados no levantamento — Ribeirão Preto, Franca, Sertãozinho e Barretos — a média regional de cobertura atinge 55,3% na primeira aplicação, mas cai para 27,7% na segunda. O dado revela que pouco mais da metade dos adolescentes iniciou o esquema, ao passo que menos de um terço o concluiu. A lacuna comprova dificuldade em garantir o retorno ao posto de saúde após o intervalo de três meses, o que ameaça a efetividade individual e coletiva do imunizante, já que a resposta imune mais robusta depende da série completa. Profissionais de vigilância em saúde enfatizam que o organismo produz anticorpos iniciais após a primeira injeção, porém precisa do reforço subsequente para sustentar níveis protetivos adequados e duradouros.
Índices municipais detalham diferenças na adesão à vacina contra a dengue
Ribeirão Preto apresenta o melhor desempenho na primeira etapa, com 84,5% do público-alvo imunizado. Entretanto, apenas 35,4% voltaram para a segunda dose, evidenciando queda acentuada de quase 50 pontos percentuais entre as fases. Franca registra trajetória semelhante: 62,3% na primeira aplicação e 37,7% na segunda. Sertãozinho, que contabiliza 8.268 adolescentes no grupo elegível, mantém cobertura de 40,47% na dose inicial e 21,08% na finalização. Barretos, por sua vez, apresenta os menores percentuais: 33,76% iniciaram o esquema e 16,54% o encerraram.
Quando a amostra se amplia para incluir Jaboticabal, observa-se cenário ainda heterogêneo, reforçando que campanhas locais, disponibilidade de salas de vacina e estratégias de comunicação influenciam diretamente o engajamento dos responsáveis. Secretarias municipais confirmam que os frascos estão disponíveis e que não houve interrupções de abastecimento, atribuindo o déficit à dificuldade em manter o calendário em dia entre os meses letivos, férias escolares e mudança de endereço de famílias.
Novo imunizante Butantan-DV: dose única para ampliar a cobertura da vacina contra a dengue
Como complemento ao esquema em duas etapas, o governo paulista iniciou nesta semana a aplicação do Butantan-DV, desenvolvido pelo Instituto Butantan, em todos os 645 municípios do estado. A vacina é a primeira do mundo contra a dengue aprovada em regime de dose única e foi autorizada pela Anvisa para pessoas de 12 a 59 anos. Estudos clínicos apontam eficácia de quase 75% contra casos gerais, 91% contra quadros graves e 100% na prevenção de hospitalizações, resultados que podem mudar o panorama de cobertura, pois eliminam o desafio logístico do retorno. Na fase inaugural, a aplicação destina-se a profissionais da Atenção Primária à Saúde, grupo estratégico para manter o funcionamento das unidades, mas a expectativa é ampliar o público atendido nos próximos meses.
Panorama recente de casos e óbitos nas cidades analisadas
Enquanto o esforço de vacinação avança, o histórico de notificações mostra oscilação de casos e óbitos nos últimos dois anos. Ribeirão Preto registrou 44.630 ocorrências e 26 mortes em 2024; em 2025, 21.580 casos e 11 óbitos. O índice de hospitalização caiu de 5,36% para 3,97% no período. Sertãozinho apresentou trajetória inversa: 2.207 casos e quatro mortes em 2024 aumentaram para 9.169 casos e 14 óbitos em 2025. Barretos contabilizou 3.805 infecções e duas mortes em 2024, passando para 4.501 infecções e quatro óbitos em 2025. Franca somou 9.432 casos e 20 mortes em 2024, reduzindo para 6.050 casos e quatro óbitos no ano seguinte. Jaboticabal confirmou 1.713 casos e quatro mortes em 2024, escalando para 2.713 casos e 16 óbitos em 2025.
Até 21 de janeiro deste ano, as cidades têm números preliminares: Ribeirão Preto registra oito casos, Sertãozinho sete, Barretos dez, refletindo fase inicial sazonal. Técnicos de vigilância alertam que janeiro, por si só, não define a curva anual, mas o clima de calor, umidade e chuvas frequentes encurta o ciclo do Aedes aegypti para menos de sete dias, elevando o risco de explosão epidemiológica caso medidas preventivas não sejam intensificadas.

Imagem: Internet
Ações complementares ao uso da vacina contra a dengue
Ribeirão Preto mantém programa contínuo de visita a imóveis, bloqueio de criadouros, nebulização em perímetros com confirmação de casos, vistoria em canteiros de obras e mutirões de limpeza. A cidade implantou cerca de 1,3 mil estações disseminadoras de larvicida — armadilhas que contaminam o mosquito adulto, que por sua vez espalha o produto a outros depósitos de água parada. Essa tecnologia visa reduzir a infestação em pontos estratégicos, como ferros-velhos e depósitos de sucata.
Autoridades sanitárias reforçam que a estratégia vacinal não substitui cuidados domésticos, porque o mosquito é mais vulnerável na fase aquática. Recomenda-se eliminar recipientes que acumulem água, limpar calhas, descartar objetos expostos à chuva, observar ralos sem uso e revisar quintais semanalmente. Essas medidas interrompem o ciclo de reprodução e complementam a proteção conferida pela vacina.
Onde encontrar a vacina contra a dengue nas cidades da região
A vacina segue liberada para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos em todas as cidades analisadas. Ribeirão Preto opera 39 salas de imunização distribuídas em Unidades Básicas de Saúde (UBS) e pontos de referência municipais; endereços podem ser conferidos em canais oficiais da prefeitura. Sertãozinho oferta o imunizante de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 14h45, nas UBS Cohab 3, Cohab 8, Jamaica, Alvorada, Santa Rosa e Cruz das Posses. Barretos, Jaboticabal e Franca mantêm vacinação em horário comercial nas UBS, sem necessidade de agendamento prévio. Para receber a injeção, é indispensável apresentar documento de identidade e caderneta de vacinação, facilitando o controle do intervalo entre doses.
Profissionais lembram que quem ainda não iniciou o esquema deve procurar imediatamente uma sala de vacina; quem já recebeu a primeira aplicação precisa conferir a data do retorno e garantir a conclusão. A disponibilidade de frascos foi confirmada por todas as secretarias, portanto a principal barreira, neste momento, é a adesão.
Na sequência da campanha, a próxima etapa relevante será a ampliação do imunizante de dose única Butantan-DV para grupos além dos profissionais de saúde. A data exata dependerá da distribuição estadual e de novas orientações do Ministério da Saúde.

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou apaixonada por tornar a vida mais leve, prática e organizada — especialmente depois que me tornei mãe.
Criei o Organiza Simples como um cantinho acolhedor para compartilhar tudo o que aprendi (e continuo aprendendo!) sobre organização da casa, da rotina e da mente, sem fórmulas impossíveis ou metas inalcançáveis.
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