Seis tendências de sala de estar que ficam fora de moda até 2026, segundo especialistas

Previsões de décor para 2026 já delineiam uma guinada importante nas áreas sociais das casas. De acordo com três profissionais de referência—Alice Moszczynski, Kimberly Tosi e Kathy Kuo— determinados estilos que dominaram redes sociais e lojas ao longo da década perdem força rapidamente. Na lista estão seis tendências específicas que, segundo elas, comprometem a longevidade visual e a funcionalidade da sala de estar. O movimento de saída desses modismos anda lado a lado com a ascensão de propostas mais acolhedoras, ricas em textura e marcadas por combinações de cores capazes de transmitir personalidade.
- Quem alerta para a mudança
- O que sai de cena e por quê
- 1. Formas onduladas e recortadas em excesso
- 2. Sofás “nuvem” superdimensionados
- 3. Ambientes inteiramente bege ou brancos
- 4. Minimalismo absoluto como única linguagem
- 5. Conjuntos de móveis totalmente coordenados
- 6. Salas que funcionam apenas como vitrine
- Como a virada impacta escolhas de 2024 e 2025
- O que fica em alta
Quem alerta para a mudança
As avaliações partem de Alice Moszczynski, designer de interiores vinculada à plataforma de projeto Planner 5D; Kimberly Tosi, responsável pelo estúdio Gather Home Design; e Kathy Kuo, fundadora da marca de mobiliário que leva seu nome. Cada profissional observa diariamente as escolhas dos consumidores, acompanha métricas de procura por produtos e participa de projetos residenciais que refletem ou rejeitam as modas do momento. Com base nessa vivência, elas identificam quais elementos visuais tendem a se tornar datados no curto prazo.
O que sai de cena e por quê
Os seis pontos listados a seguir resumem a avaliação do trio. Em comum, todos representam soluções estéticas que priorizaram impacto imediato—muitas vezes potencializado por fotos compartilháveis—em detrimento de durabilidade, equilíbrio e conforto.
1. Formas onduladas e recortadas em excesso
O fenômeno dos contornos “wavy” e “scalloped” atingiu mesas, sofás, almofadas e pequenos objetos de decoração. Embora a suavidade dessas curvas tenha causado furor visual nos feeds, o resultado é a rápida associação do mobiliário ao período em que surgiu. Para Kimberly Tosi, a principal fragilidade da micro-tendência é justamente essa datação instantânea: qualquer espaço que adote muitos recortes sinuosos denuncia seu ano de criação. A recomendação da designer, portanto, é moderar. Quem aprecia a estética pode reservar um único ponto focal com esse desenho, mantendo as demais peças em silhuetas retas ou curvas discretas, mais clássicas e atemporais.
2. Sofás “nuvem” superdimensionados
A imagem do sofá branco, extremamente macio e volumoso, tornou-se ícone de conforto nas redes sociais e impulsionou vendas de modelos seccionais amplos. Contudo, Alice Moszczynski observa que o formato avantajado tende a “engolir” salas menores, ocupando área além do necessário e transmitindo visual pesado. Segundo a profissional, o excesso de almofadas e o encosto baixo, característicos do desenho, podem ainda passar impressão desleixada. Para manter a atmosfera acolhedora sem comprometer circulação e proporção, ela sugere substituir o conjunto gigante por um sofá de linhas mais definidas, combinado a poltronas, mesas de apoio ou outras peças esculturais de porte menor.
3. Ambientes inteiramente bege ou brancos
Tanto o bege-sobre-bege quanto o domínio absoluto do branco foram exaltados como sinônimo de “quiet luxury”. Embora ambas as tonalidades permaneçam clássicas, as designers apontam desgaste quando usadas sozinhas. Moszczynski identifica sensação “plana” e pouco convidativa em composições sem contraste. A projeção para 2026 indica a permanência dos neutros apenas como pano de fundo, agora enriquecidos por matizes terrosos, como marrom-chocolate, verde-oliva, ferrugem e argila. Texturas, entre elas linho e veludo, garantem a profundidade visual que faltava aos cenários monocromáticos.
4. Minimalismo absoluto como única linguagem
Mobiliário rigorosamente linear, ausência de ornamentação e paleta restrita definiram o minimalismo extremo que marcou inúmeras salas contemporâneas. Kathy Kuo não descarta o valor das linhas modernas, mas enxerga limitação quando adotadas isoladamente. A expectativa para os próximos anos é a valorização de misturas equilibradas—peças minimalistas lado a lado com curvas suaves, detalhes tradicionais ou acabamentos mais quentes. O objetivo é quebrar a monotonia e criar ambientes dinâmicos sem abdicar da clareza formal.

Imagem: Liudmila Chernetska
5. Conjuntos de móveis totalmente coordenados
No passado recente, comprar sofá, poltronas, mesas laterais e aparador em série era considerado atalho para uma sala “pronta”. Aos olhos de Moszczynski, entretanto, esse método resulta em atmosfera engessada e sem identidade. A profissional sugere a prática do chamado “layering eclético”: integrar peças vintage com itens de produção atual, alternar madeira e metal, além de variar o grau de rigidez e suavidade nas silhuetas. O propósito é alcançar harmonia, não uniformidade, evitando a sensação de showroom montado.
6. Salas que funcionam apenas como vitrine
Por fim, o trio de especialistas refuta a ideia de que a sala de estar deva agir como ambiente de exibição impecável. Mesmo que a estética tenha peso, ela não deveria eclipsar conforto e usabilidade. O espaço, recordam as designers, serve para reunir familiares, receber visitas ou simplesmente relaxar. Projetos que subjugam ergonomia ou aconchego em favor de fotografias perfeitas dificilmente se sustentam na rotina diária. A tendência é priorizar mobiliário que equilibre beleza e funcionalidade, mantendo o caráter acolhedor que define esse cômodo.
Como a virada impacta escolhas de 2024 e 2025
Embora as mudanças sejam apontadas para 2026, o planejamento de intervenções começa muito antes. Quem pretende reformar ou comprar móveis nos próximos dois anos pode usar a lista de modismos em declínio como filtro. Evitar grandes investimentos em peças potencialmente datadas é estratégia que poupa recursos e confere contemporaneidade prolongada ao ambiente. Optar por paletas mais quentes, misturar estilos e focar no conforto estabelecem base sólida que atravessa modas passageiras.
O que fica em alta
Em contrapartida às tendências que saem, as profissionais projetam sala de estar calorosa, rica em tons terrosos e cheias de texturas convidativas. O mix equilibrado de linhas modernas e detalhes clássicos, o uso moderado de curvas, a substituição do “tudo combinando” por composições personalizadas e a reintrodução de cores profundas devem nortear projetos bem-sucedidos. Sobretudo, a ênfase recai sobre viver o ambiente, não apenas fotografá-lo.
Ao acompanhar essas orientações, moradores e profissionais garantem que os espaços sociais se mantenham atuais, confortáveis e alinhados às expectativas de design que ganham força à medida que 2026 se aproxima.

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou apaixonada por tornar a vida mais leve, prática e organizada — especialmente depois que me tornei mãe.
Criei o Organiza Simples como um cantinho acolhedor para compartilhar tudo o que aprendi (e continuo aprendendo!) sobre organização da casa, da rotina e da mente, sem fórmulas impossíveis ou metas inalcançáveis.

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