15 séries para fãs de Supernatural: horror, ação e mitologia em novas jornadas televisivas

Quando a série Supernatural encerrou sua trajetória em 2020, completando 15 temporadas de batalhas contra demônios, anjos e todo tipo de criatura, uma legião de espectadores ficou à procura de produções com o mesmo equilíbrio entre terror, aventura e laços familiares. Cinco anos depois do episódio final, o interesse permanece vivo. A seguir, conheça quinze programas televisivos que compartilham temas, estrutura ou atmosfera capazes de preencher o vazio deixado pelas viagens de Sam e Dean Winchester pelos Estados Unidos.
Buffy the Vampire Slayer
Exibida a partir de 1997, a produção apresentou Buffy Summers, interpretada por Sarah Michelle Gellar, adolescente incumbida de enfrentar vampiros e demônios enquanto conclui o ensino médio e avança para a universidade. Criada por Joss Whedon após o roteiro que originou o filme homônimo de 1992, a série combinou comentários sobre amadurecimento, humor autoconsciente e um elenco de apoio fundamental para o desenvolvimento de arcos complexos. Ao provar que histórias de horror podiam atrair grande público na televisão aberta, a atração abriu caminho para títulos como Supernatural.
Charmed (1998)
Lançada sete anos antes da estreia dos Winchester, a narrativa comandada por Constance M. Burge acompanha três irmãs conhecidas como The Charmed Ones, consideradas as bruxas mais poderosas do mundo. Shannen Doherty, Holly Marie Combs e Alyssa Milano formaram o trio original, unindo a chamada Power of Three para proteger inocentes de demônios e monstros. Mesmo após a saída de Doherty, o programa permaneceu no ar por mais cinco temporadas e ganhou um revival em 2018, com novo elenco e quatro anos de duração. A dinâmica entre irmãos em missões semanais remete de forma direta ao formato de Supernatural.
True Blood
Com estreia em 2008 no canal premium HBO, True Blood adaptou a série literária The Southern Vampire Mysteries, de Charlaine Harris. O enredo coloca a garçonete telepata Sookie Stackhouse, vivida por Anna Paquin, no centro de um mundo onde a existência de vampiros é pública. Ao se envolver com o veterano da Guerra Civil Bill Compton, papel de Stephen Moyer, Sookie se vê cercada por lobisomens, bruxas e outras facções sobrenaturais. A liberdade de conteúdo da emissora permitiu cenas de violência explícita e sensualidade marcante, características que diferenciam a produção, mas preservam a tensão constante entre humanos e criaturas vista em Supernatural.
The Vampire Diaries
A adaptação dos livros de L. J. Smith chegou à grade da mesma emissora de Supernatural em 2009. Situada em Mystic Falls, Virgínia, acompanha Elena Gilbert, de Nina Dobrev, durante um triângulo amoroso com os irmãos vampiros Stefan e Damon Salvatore, interpretados por Paul Wesley e Ian Somerhalder. A química entre o trio sustentou seis temporadas até a saída da protagonista, mas o interesse no vasto universo criado gerou os derivados The Originals e Legacies. Tal como os Winchester, os personagens enfrentam ameaças semanais enquanto desvendam ligações centenárias que moldam a cidade.
Teen Wolf
Lançada pela MTV em 2011, esta releitura do filme de 1985 abandona a comédia para assumir tom dramático. O adolescente Scott McCall, vivido por Tyler Posey, é mordido por um lobisomem na véspera de seu terceiro ano no ensino médio e precisa equilibrar a nova condição com o cotidiano escolar. A paixão por Allison Argent, pertencente a uma família caçadora de licantropos, adiciona conflito moral semelhante à tensão entre caçadores e monstros retratada em Supernatural. Ao longo de seis temporadas, a série destacou as performances de Dylan O’Brien e Tyler Hoechlin e ainda originou um filme em 2023, mantendo o legado vivo.
Grimm
Também em 2011, a NBC estreou Grimm, inspirada nos contos europeus dos Irmãos Grimm. O detetive Nick Burkhardt, papel de David Giuntoli, descobre pertencer a uma linhagem encarregada de conter criaturas que se escondem sob aparência humana. Com o colega Hank Griffin, interpretado por Russell Hornsby, e o aliado Monroe, um licantropo reformado vivido por Silas Weir Mitchell, Nick investiga crimes que misturam investigação policial e fantasia sombria. A fórmula de casos da semana coexistindo com tramas maiores reflete a estrutura consolidada por Supernatural.
Sleepy Hollow
A partir de 2013, a Fox apresentou uma versão moderna do conto de Washington Irving. Nela, Ichabod Crane, soldado de 1781 vivido por Tom Mison, desperta no presente em Sleepy Hollow, Nova York, junto do Cavaleiro Sem Cabeça, cujo retorno ameaça um apocalipse. Crane se une à policial Abbie Mills, interpretada por Nicole Beharie, para impedir a catástrofe, enfrentando demônios semanais e descobrindo que o próprio filho se tornou o Cavaleiro da Guerra. Mesmo com premissa incomum, o seriado sustentou quatro temporadas e realizou um crossover com a procedimental Bones, demonstrando versatilidade no uso de elementos sobrenaturais.
Constantine
Em 2014, a NBC produziu uma adaptação direta dos quadrinhos da DC. Matt Ryan encarnou John Constantine, mago itinerante que mapeia pontos de intensa atividade demoníaca para impedir uma invasão infernal. A temporada de 13 episódios manteve fidelidade ao material original, destacando o sarcasmo característico do protagonista. Embora breve, a série consolidou a versão de Ryan, posteriormente reaproveitada em outras produções televisivas, e ofereceu casos independentes com forte componente de exorcismo, tema que também permeia Supernatural.
The Magicians
Baseada nos romances de Lev Grossman, a produção de 2015 foi comandada por Sera Gamble, sucessora de Eric Kripke em Supernatural. O enredo leva Quentin Coldwater, vivido por Jason Ralph, à Brakebills University for Magical Pedagogy, onde descobre que os livros infantis de sua infância têm fundo real. Junto dos colegas, ele aprende magia para enfrentar ameaças além do campus. Ao longo de cinco temporadas, a série explorou crises de identidade típicas de adultos jovens, mas manteve a tradição de um grupo unido contra forças ocultas — ponto comum aos caçadores de Kansas.
Imagem: Internet
Lucifer
Em 2016, o próprio Diabo assumiu o papel de consultor da polícia de Los Angeles. Interpretado por Tom Ellis, Lucifer Morningstar decide se aposentar do inferno e passa a colaborar com a detetive Chloe Decker, vivida por Lauren German. A combinação de investigação criminal e folclore bíblico resultou em seis temporadas, ampliadas após resgate por um serviço de streaming que aumentou o escopo criativo e de produção. O protagonista carismático e a estrutura caso da semana sustentam a semelhança com a jornada de Sam e Dean contra adversários celestiais e infernais.
Riverdale
O universo dos quadrinhos Archie ganhou leitura sombria em 2017. A série começa com um homicídio que abala a pequena cidade titular e coloca Archie Andrews, papel de KJ Apa, na trilha do culpado, enquanto romances adolescentes se desenrolam. Ao progredir, a trama incorporou serial killers, cultos e até realidades paralelas, tudo sem abandonar o melodrama colegial. Durante sete temporadas, o programa experimentou temas sobrenaturais em meio a mistérios de província, estratégia que ecoa o equilíbrio de horror e cotidiano presente em Supernatural.
A Discovery of Witches
A adaptação britânica de 2018 traduz a trilogia All Souls, de Deborah Harkness, para três temporadas concisas. A historiadora Diana Bishop, interpretada por Teresa Palmer, tenta se afastar de sua herança mágica, mas é atraída de volta ao descobrir um tomo encantado em Oxford. Ao lado do vampiro Matthew Clairmont, papel de Matthew Goode, enfrenta tensões seculares entre espécies sobrenaturais. A ambientação europeia e o contraste entre magia e mundo acadêmico oferecem variação temática, mantendo o foco em alianças improváveis contra perigos comuns — uma dinâmica familiar aos admiradores de Sam e Dean.
Chilling Adventures of Sabrina
A mesma onda de reinvenções sombrias atingiu a Netflix com a história de Sabrina Spellman, vivida por Kiernan Shipka. Crescendo em Greendale, a jovem precisa jurar lealdade a Satanás para dominar bruxaria, enquanto forças, como a enigmática Madam Satan (Michelle Gomez), tentam manipulá-la. Dividida em duas temporadas, distribuídas em quatro partes, a narrativa equilibra o convívio com amigos humanos e rituais demoníacos, repetindo o dilema entre vida cotidiana e dever sobrenatural que permeia Supernatural.
Nancy Drew (2019)
Em 2019, a detetive literária ganhou nova roupagem na emissora que consagrou os Winchester. Interpretada por Kennedy McMann, Nancy lida com o luto materno e investiga um assassinato conectado à família mais rica de sua cidade no litoral do Maine. A investigação revela vínculos pessoais e elementos paranormais, misturando drama de amadurecimento, mistério e fantasmas ao longo de quatro temporadas. O esquema de pistas progressivas e envolvimento direto da protagonista com o caso guarda paralelos com a forma como os irmãos Winchester se veem absorvidos por conspirações cósmicas.
Locke & Key
Fechando a lista, a adaptação de 2020 do quadrinho de Joe Hill e Gabriel Rodríguez acompanha Nina Locke, interpretada por Darby Stanchfield, e seus três filhos na enigmática Keyhouse após a morte do patriarca. O imóvel esconde chaves que concedem poderes variados, cobiçadas por entidades responsáveis pela tragédia familiar. Em três temporadas, a produção apresenta descobertas progressivas sobre cada artefato, enquanto a família aprende a usar a magia para autodefesa — conceito que ressoa na constante preparação que define as caçadas Winchester.
Cada série apresentada compartilha, em alguma medida, a combinação de monstros da semana, mitologia expansiva e foco em relações pessoais, marcas registradas de Supernatural. Ao revisitar essas produções, fãs encontram novos contextos, criaturas variadas e diferentes dinâmicas de equipe, mas preservam a essência de enfrentar o desconhecido enquanto protegem quem amam.

Olá! Meu nome é Zaira Silva e sou apaixonada por tornar a vida mais leve, prática e organizada — especialmente depois que me tornei mãe.
Criei o Organiza Simples como um cantinho acolhedor para compartilhar tudo o que aprendi (e continuo aprendendo!) sobre organização da casa, da rotina e da mente, sem fórmulas impossíveis ou metas inalcançáveis.

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